<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774</id><updated>2011-09-28T16:55:44.837-03:00</updated><category term='Viagens'/><category term='Música'/><category term='Futebol Esportes'/><category term='TV'/><category term='Livros'/><category term='Cinema'/><category term='Política'/><category term='Comidinha'/><category term='Inclassificável'/><title type='text'>Baú de Tranqueiras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>313</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4151423164949225223</id><published>2010-12-30T21:26:00.004-02:00</published><updated>2010-12-30T21:42:16.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Requinte em dobro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;gradam-me os discos de cantoras consagradas com músicas de um só autor. Ella Fitzgerald deixou-nos fantásticos registros deste tipo, os famosos songbooks, em que gravou todos os grandes compositores americanos como Cole Porter, Gershwin, Rogers &amp;amp; Hart, Irving Berlin, Johny Mercer, Jerome Kern e Duke Ellington. Gravou, também, um songbook com as músicas de Antonio Carlos Jobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto pode parecer uma estratégia para garantir a venda dos discos, uma tática para não correr riscos lançando autores ou músicas desconhecidas. Não vejo por este lado. Aliás, pode até mesmo ser este o interesse, mas isto pouco me importa. O que me interessa é o resultado. No caso dos songbooks de Ella Fitzgerald, ele foi estupendo. Não me canso de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, alguns discos deste tipo me agradaram muito, como o de Beth Carvalho cantando Nelson Cavaquinho, Leny Andrade cantando Cartola, Rosa Passos cantando Caymmi ou Ari Barroso, repetindo o que Gal Costa fizera em dois discos memoráveis. Embora não fosse uma cantora conhecida, à época do lançamento, foi uma gratíssima surpresa conhecer Teresa Cristina através de um CD duplo em que cantava músicas de Paulinho da Viola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TR0XeyfNU8I/AAAAAAAABNc/P7VDgs-vooY/s1600/Vania%2BBastos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 149px; FLOAT: left; HEIGHT: 149px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556623332961244098" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TR0XeyfNU8I/AAAAAAAABNc/P7VDgs-vooY/s400/Vania%2BBastos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Outra grata surpresa é este CD, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.territoriodamusica.com/noticias/?c=22847"&gt;Na boca do Lobo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, em que Vânia Bastos interpreta canções de Edu Lobo. Vânia Bastos é uma cantora madura, que não traz nenhum traço do som estridente que tinha sua voz no início da carreira, quando cantava no grupo de Arrigo Barnabé, nos longínquos anos 80. Seus primeiros discos traziam um repertório meio modernoso, que foi se sofisticando com o tempo, muito provavelmente por influência de Eduardo Gudin, com quem veio a se casar. O ponto alto da sua carreira, em minha opinião, é o CD &lt;em&gt;Vânia Bastos &amp;amp; cordas – Canções de Tom Jobim&lt;/em&gt;, em que canta embalada por orquestra com arranjos e condução de Francis Hime. Nada poderia ser mais sofisticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu Lobo é um dos compositores mais requintados de nossa música, como já falei &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/04/coisa-rara.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O que me causa espanto é perceber, com pesar, o quanto lhe falta de espaço na mídia, a ponto de torná-lo um ilustre desconhecido, num país em que as duplas sertanejas e os pagodeiros comparecem até nos programas de TV que falam de futebol. A geração dos que têm menos de 30 anos, com raríssimas exceções, desconhece completamente sua existência, embora assobiem algumas de suas canções pelos cantos por ande andam. Se isso não bastasse, Edu Lobo só estabelece parcerias com letristas de primeira linha, como Paulo César Pinheiro, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Cacaso, Capinan e Gianfrancesco Guarnieri, todos com músicas presentes no CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um disco duplamente requintado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzNjUyNTM2O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTM2NTI1MzYtOGFiIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToxNTY1MjA0O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjkzNzUxOTc0O30=&amp;amp;autoplay=default"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed wmode="transparent" height="28" width="335" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzNjUyNTM2O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTM2NTI1MzYtOGFiIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToxNTY1MjA0O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjkzNzUxOTc0O30=&amp;autoplay=default"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Meia-noite (Edu Lobo e Chico Buarque)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4151423164949225223?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4151423164949225223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4151423164949225223&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4151423164949225223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4151423164949225223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/12/requinte-em-dobro.html' title='Requinte em dobro'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TR0XeyfNU8I/AAAAAAAABNc/P7VDgs-vooY/s72-c/Vania%2BBastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6834188074608256885</id><published>2010-11-29T10:27:00.003-02:00</published><updated>2010-11-29T10:32:28.871-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ela primeira vez na história, o governo do estado do Rio de Janeiro está tomando a direção correta no tratamento da questão da segurança na cidade maravilhosa. Se estivesse ouvindo o clamor da Zona Sul, entraria nas comunidades atirando, destruindo tudo, eliminando o inimigo no peito e na raça e arrastando junto uma multidão de gente inocente. Sim, pois, pra grande parte de quem mora no Leblon, não faz muita diferença se algumas crianças da favela tiverem que morrer pra que se mantenha os traficantes restritos ao que eles consideram o seu lugar. Pra parte da classe média e pros emergentes cariocas, o que acontece no morro não tem a menor importância, desde que não vaze para o asfalto. Afinal, o que ocorre nestas comunidades só incomoda a turma que mora na Barra da Tijuca, se isto provocar o atraso das empregadas domésticas na chegada ao trabalho ou dificultar o fornecimento, em domicílio, de maconha e cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está ocorrendo neste momento, na cidade do Rio de Janeiro, e que nunca foi feito antes, nem mesmo no governo de Brizola, é que a população destas comunidades está sendo respeitada, o que deveria parecer natural, mas não é, dado o ineditismo do fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto crucial para o sucesso, ao menos até o momento, desta empreitada, está sendo o uso da inteligência, ao invés da truculência. Ao empurrar os soldados do tráfico para fora de seus domínios e os obrigar a deixar pra trás, armas, drogas e dinheiro, o estado está atingindo seu ponto mais sensível, já que, neste ramo de negócio, capital de giro e liquidez são essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se encararmos o tráfico como um negócio comercial, coisa que ele é, na sua mais absoluta essência, perceberemos que segue exatamente as mesmas lei básicas de qualquer segmento de mercado, regido pela lei da oferta e da procura e pelas dificuldades da concorrência. Por ser um produto de alta demanda e pela proibição oficial de seu comércio, o fator preço não é o que dita as decisões do planejamento estratégico neste negócio, assim como a propaganda não é o fator fundamental da gestão de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ramo de atividade, o sucesso competitivo se obtém através da aquisição de armas e a lucratividade advém do capital de giro. Agir, portanto, como a polícia está agindo, ao subtrair dos traficantes as armas e as drogas, mina os dois mais importantes pilares deste negócio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544947786879481426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TPOcoj8KNlI/AAAAAAAABNQ/P88LsugbGa0/s400/armas%2Be%2Bdrogas.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;De negativo, nesta história toda, eu identifico a ação da mídia. Pela TV aberta, direcionada à população mais pobre, emissoras como Band e Record, tratam o assunto como tratam as enchentes e as catástrofes que acontecem nas cidades, com seu costumeiro alto grau de dramaticidade e hipocrisia. Pela TV paga, o canal de notícias da Globo dirige seu noticiário à classe média, tentando mostrar que a polícia está fazendo o papel que esta parcela da população espera da corporação, ou seja, impedir que o que acontece dentro daquele mundo não resvale para o mundo das pessoas de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a polícia está fazendo muito mais que isto. Ao menos por enquanto, está dando um sopro de esperança de que, finalmente, o estado brasileiro pode trazer, no futuro, um pouco de dignidade a esta gente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6834188074608256885?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6834188074608256885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6834188074608256885&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6834188074608256885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6834188074608256885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/11/o-rio-de-janeiro.html' title='O Rio de Janeiro'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TPOcoj8KNlI/AAAAAAAABNQ/P88LsugbGa0/s72-c/armas%2Be%2Bdrogas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7320232855195682993</id><published>2010-11-08T19:22:00.004-02:00</published><updated>2010-11-08T19:49:48.965-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Cantando as músicas dos outros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á compositores que cantam tão bem que acabo preferindo ouvi-los cantando músicas de outros autores às suas próprias composições. É o caso de Ed Motta, por exemplo, que, em minha opinião, registrou a melhor gravação de &lt;em&gt;Imagina&lt;/em&gt;, de Tom Jobim e Chico Buarque. Sinto a mesma coisa em relação a Zélia Duncan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inverso disso são aqueles compositores cujas músicas ganham brilho na voz de outros cantores, como é o caso de Guilherme Arantes. Basta ouvir as estupendas gravações de &lt;em&gt;Aprendendo a jogar&lt;/em&gt;, na voz de Elis Regina, &lt;em&gt;Coisas do Brasil&lt;/em&gt; com Leila Pinheiro ou &lt;em&gt;Amanhã&lt;/em&gt; cantada por Caetano Veloso. Interpretadas pelo autor são baladinhas despretensiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Djavan não se encaixa num caso e nem no outro. Embora algumas de suas letras sejam absolutamente incompreensíveis para o meu limitado entendimento, o som destas palavras, emolduradas por suas melodias, quase sempre, fazem bem aos meus ouvidos. E apesar de suas canções já terem sido gravadas por grandes cantores, normalmente, suas próprias interpretações são as mais interessantes. E foi por isso que fiquei curioso para ouvir o seu último disco, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.djavan.com.br/pt/cds.html?cid=62"&gt;Ária&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, em que ele só canta músicas de outros autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TNhrH6HPYDI/AAAAAAAABNA/vVEEjKozd2g/s1600/DJAVAN.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537293525454905394" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TNhrH6HPYDI/AAAAAAAABNA/vVEEjKozd2g/s400/DJAVAN.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;O disco é bom, sem ser espetacular. A principal virtude é a diversidade de autores. Djavan mistura Cartola, Tom, Vinícius, Caetano Veloso, Beto Guedes e Silas de Oliveira, entre outros, sem que isso transforme o disco em uma gororoba sem sabor definido. A segunda virtude é a simplicidade e o minimalismo dos arranjos, o que permite, ao ouvinte, degustar com mais facilidade a voz do cantor. Ironicamente, estas duas virtudes é que propiciam os dois principais defeitos do disco. A diversidade acaba permitindo alguns equívocos, como a inclusão de &lt;em&gt;La Noche&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Fly me to the moon&lt;/em&gt;, músicas cantadas num espanhol e num inglês pouco convincentes. O segundo equivoco é a inclusão de &lt;em&gt;Treze de Dezembro&lt;/em&gt;, um xaxado instrumental de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, gravado num vocalise em ritmo um tanto jazzíztico. Poderia ter gravado com a letra que Gilberto Gil compôs e nos livrar da inclusão de &lt;em&gt;Palco&lt;/em&gt;, do mesmo autor, com a qual ele fecha o disco. Outro defeito é justamente a voz do cantor que parece, neste disco, inexata, talvez cansada. Não chega a desafinar, mas não se oferece límpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, as virtudes vencem os defeitos com folga e, com isso, ouvir o disco acaba sendo uma experiência prazerosa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzMTIwMDA3O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTMxMjAwMDctMzBlIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToxNTY1MjA0O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjg5MjUxMDQwO30=&amp;amp;autoplay=default"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed wmode="transparent" height="28" width="335" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzMTIwMDA3O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTMxMjAwMDctMzBlIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToxNTY1MjA0O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjg5MjUxMDQwO30=&amp;autoplay=default"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Disfarça e chora (Cartola e Dalmo Castello) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7320232855195682993?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7320232855195682993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7320232855195682993&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7320232855195682993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7320232855195682993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/11/cantando-as-musicas-dos-outros.html' title='Cantando as músicas dos outros'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TNhrH6HPYDI/AAAAAAAABNA/vVEEjKozd2g/s72-c/DJAVAN.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5341644120856937336</id><published>2010-10-30T19:19:00.003-02:00</published><updated>2010-10-30T20:41:32.329-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Comentário sobre as eleições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ste texto deveria ter sido um comentário no blog do Bruno Ribeiro, mas foi ficando tão longo que resolvi publicá-lo aqui. Sugiro, àqueles que buscarem maior compreensão das coisas, que leiam o &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/2010/10/esta-chegando-hora.html"&gt;texto dele &lt;/a&gt;antes de continuar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que não é hora de a militância petista descansar, mas acredito que haja pouca chance de uma reviravolta no que indicam as pesquisas. A última chance dos tucanos, que poderia ter sido o debate da Globo, foi uma coisa tão idiota e inócua que acabou favorecendo a candidata do governo, já que não mudou a decisão prévia de ninguém, nem mesmo a indecisão dos indecisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo, também, que esta foi a campanha mais baixa dentre as que presenciei e isso acabou provocando, em mim, se não alguma decepção, ao menos algumas surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me decepcionei com a mídia e com a maioria dos políticos envolvidos na campanha, pois já não nutria nenhuma ilusão a respeito do PSDB e de José Serra. Fiquei surpreso, entretanto, com o voto de alguns amigos que insistiram na opção tucana ou mesmo no voto em Marina, principalmente depois que a campanha tomou o rumo que tomou e que a sordidez da oposição ficou tão desmascarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei a perder nenhum amigo, já que consegui respeitar a opinião diversa, embora tenha tido algumas discussões ríspidas com muitos deles. O texto do Bruno, entretanto, me alertou para o perigo de que algum amigo tenha me "perdido" já que no meu caso, corri um risco duplo, pois tive divergências nas duas direções. A maioria continua me cumprimentando e, até agora, nenhum deles mudou de lado na calçada ao me avistar andando na rua. Espero que isso não aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou votar em Dilma e vou torcer por sua vitória, mas, certamente, não vou sair por aí comemorando, já que não nutro uma expectativa tão otimista assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado positivo desta campanha (e desta vitória) vai ser a de soterrar uma parcela da classe política representada pelo DEM (ou PFL, ou PDS, ou ARENA, como queiram), mas isso ainda é pouco, em minha opinião. Se eu posso nutrir alguma esperança a respeito do futuro governo de Dilma é a de que outros grupos, tão maléficos como este, sejam, também, alijados da nossa realidade e tenham seu espaço diminuído. Foi magnífica a atuação da jovem militância petista, apesar da bobeada no final do primeiro turno. Gostaria, entretanto, de ver esta tenacidade da militância dirigida para que se soterrasse da vida pública, por exemplo, a hegemonia da família Sarney que, há muitos anos castiga o povo maranhense. Me incomoda muito perceber que Roseana só conseguiu ser eleita por causa do apoio de Lula, o que impediu a ida de Flávio Dino, do PC do B, para o segundo turno. O mesmo apoio garantiu a Renan Calheiros uma cadeira no Senado por Alagoas e impediu que Heloisa Helena conquistasse este espaço. E assim como estes casos, outras famílias e outros grupos dominam o Norte e o Nordeste, justamente as regiões em que Lula tem mais apoio e que levarão Dilma à vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes grupos têm que ser dizimados da vida pública brasileira. Se isso não acontecer, teremos o Brasil de sempre, injusto, mesmo quando cresce. Dilma pode avançar neste sentido. E é neste sentido que alimento alguma esperança de que seu governo possa ser melhor que o de Lula. Do contrário, será mais uma decepção.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5341644120856937336?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5341644120856937336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5341644120856937336&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5341644120856937336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5341644120856937336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/10/comentario-sobre-as-eleicoes.html' title='Comentário sobre as eleições'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2456491722615615402</id><published>2010-10-05T13:13:00.000-03:00</published><updated>2010-10-05T13:15:48.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Ainda, as eleições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O caráter de Marina&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;erminada a contagem dos votos, os dois candidatos classificados para o segundo turno correram em direção a Marina Silva para implorar seu apoio. Ela ouviu a ambos e disse que se manifestaria em 15 dias. Declarou que não quer se render ao velho jeito de fazer política. Ocorre que, ao pedir os tais 15 dias para se pronunciar, ela está fazendo exatamente o que há de mais antiquado em política, ou seja, entrar no jogo do toma lá, dá cá, negociando cargos de primeiro escalão em troca de apoio. Esta história de que quer checar qual das duas propostas tem mais compromisso com um desenvolvimento sustentável é pura balela. Ela sabe muito bem o que representam as candidaturas de Serra e de Dilma. Mais honesto seria fazer como fez Gabeira que já se bandeou pros lados dos tucanos (lado do qual, aliás, nunca saiu). Marina, entretanto, preferiu barganhar com o crédito que acredita ter, junto à sociedade, usando seus milhões de votos como garantia. Não acho que ela esteja com essa bola toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que sua votação tenha trêsorigens: primeiramente, o voto daqueles que se seduzem com o discurso ambientalista. Só que a posição destes eleitores é um tanto independente de Marina e, acredito, dividem-se ao meio, na hora de escolher entre Dilma e Serra. Em segundo lugar há os votos dos evangélicos e, neste caso, estou seguro que eles migrarão integralmente para o candidato da oposição. Por fim, há os votos daqueles que iriam votar em Dilma e entraram no conto da onda verde, certos de que a candidata governista estava com a vitória garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando tudo isso, é bem possível que Serra obtenha, dos eleitores de Marina, mais votos do que Dilma. Mesmo assim, o mais provável é que a candidata de Lula se eleja. Principalmente se a coordenação da campanha petista não dormir no ponto, novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A ressurreição de Serra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uito menos por méritos próprios e mais pelos votos em Marina e de uma bobeada da coordenação da campanha petista, o candidato da oposição à presidência da república ganhou uma sobrevida. Junto com ela veio, de bandeja, uma onda de otimismo que, talvez, não tenha razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para provocar uma reviravolta nas tendências que se mostram, há mais de 6 meses, em favor da candidata governista, seriam necessários muito mais votos do que a parcela evangélica do eleitorado que foi desprezado pelo comando petista. Para vencer a eleição, Serra teria que fazer tudo o que não fez durante toda a campanha. Teria que desprender-se do DEM e escolher outro vice, teria que apresentar propostas mais consistentes e, mais do que isso, teria que apontar quais os aspectos negativos do governo Lula que ele corrigiria. Isso é uma missão impossível, já que, justamente o que há de mais criticável no atual governo é justamente aquilo que se assemelha ao governo FHC. É a condução da economia à moda Armínio Fraga, é o seu ministro da defesa, tucano até a última pena, é a política entreguista de seu ministro dos esportes, absolutamente subordinado aos interesses da CBF e ao COB, dos ilustres Ricardo Teixeira e Carlos Arthur Nuzman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para provocar uma reviravolta, ele teria que contar, realmente, com o apoio de Aécio Neves e nada indica que isso interesse ao político mineiro, já de olho em 2014 e já pensando em como disputar com Geraldo Alckmin, outro que, pela mesma razão, não tem nenhuma motivação para ajudar Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vencer a eleição, Serra teria que não ser Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Dilma, o PT e o salto alto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; resultado das eleições, aparentemente, causou certo desânimo na alma dos petistas e, sobretudo, na candidata à presidência. Provavelmente a decepção aconteça muito menos pelo resultado, absolutamente favorável, ainda, do que pela percepção de uma bobeada no finalzinho dos acréscimos do segundo tempo do jogo. E aí vem aquela enxurrada de justificativas, como a onda de boatarias sobre a suposta opinião da ex-ministra sobre o aborto, a bagunça do STF e a tentativa de manobra de Gilmar Mendes no lance dos documentos com foto, a tal da onda verde incensada pela mídia, enfim, alguns golpes baixos deferidos no final da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa, entretanto, é toda do PT e de sua soberba. Ou será que alguém imaginou que, na reta final, os golpes baixos não viriam? Será que não tinha ninguém no comando da campanha que fosse capaz de dizer que deveria ter sido feito um trabalho mais consistente com os eleitores evangélicos, ainda mais tendo um candidato ao senado ligado à igreja Batista? Alguém achou que a mídia, que operou suas ferramentas durante toda a campanha, iria arrefecer seu ânimo na reta final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu é que o PT e sua candidata bobearam. Acreditaram que bastaria posar ao lado de Lula e estaria tudo resolvido. Como se ele fosse um santo milagreiro, já que muita gente o beatifica. De qualquer forma, isso não bastou. Não bastou e teremos uma disputa no segundo turno. E isso vai acontecer contra uma oposição que, aparentemente, encontrou o caminho do tesouro. Uma oposição que se encheu de otimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vencer (e vencer ainda está fácil), a candidata e os petistas terão que ser mais diligentes, mais atentos, menos burros. E terão de descer do salto alto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2456491722615615402?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2456491722615615402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2456491722615615402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2456491722615615402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2456491722615615402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/10/ainda-as-eleicoes.html' title='Ainda, as eleições'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3430743505314417867</id><published>2010-10-01T19:34:00.001-03:00</published><updated>2010-10-01T19:36:46.062-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O engodo Marina Silva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; debate de ontem, na Rede Globo, foi muito mais enfadonho do que eu poderia prever. Confirmou o que já se havia visto nos demais debates, com Dilma e sua crônica dificuldade de se expressar diante de câmeras e de platéias, e Serra, embora bastante à vontade no púlpito, herança dos anos de experiência em salas de aula, utilizou seu tempo e espaço sem pronunciar, ao menos, uma frase que tivesse alguma utilidade. De Plínio nem quero falar. Gostaria, apenas, de sinalizar minha tristeza ao vê-lo submeter uma biografia relativamente respeitável a um papel tão ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houve alguma utilidade no debate de ontem, foi a de mostrar a falta de consistência no discurso de Marina Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TKZiVhbIK2I/AAAAAAAABM4/TvaoPc1xZlU/s1600/verde+tucano.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 120px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523210114905418594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TKZiVhbIK2I/AAAAAAAABM4/TvaoPc1xZlU/s400/verde+tucano.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Me causa grande estranheza o fato de ela ostentar mais de 10% da preferência do eleitorado como apontam as pesquisas. Custo a crer que essa pequena multidão esteja, realmente, seduzida por suas propostas. Só me resta acreditar que as razões da escolha de parte deste eleitorado sejam outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o motivo deste voto é levar Serra ao segundo turno, seria mais fácil, então, votar no candidato tucano de uma vez, sem precisar recorrer a um caminho tão indireto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver, por parte do eleitorado, um desejo de que haja segundo turno, vontade absolutamente legítima para quem ainda não conseguiu avaliar propostas e definir com qual candidato mais se identifica. Para isso, não precisa votar em Marina. Pode-se votar em Plínio, em Emayel ou até mesmo em Levy Fidélis, aquele do trem voador e das dentaduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser, entretanto, que este eleitor se identifique com a causa ambientalista e com o discurso do PV. Se é esse o caso, o mais acertado é votar nos candidatos do partido para deputado e no Ricardo Young para senador, em São Paulo. Seria mais útil para a natureza e produziria, no Congresso, uma oposição mais respeitável do que temos hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3430743505314417867?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3430743505314417867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3430743505314417867&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3430743505314417867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3430743505314417867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/10/o-engodo-marina-silva.html' title='O engodo Marina Silva'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TKZiVhbIK2I/AAAAAAAABM4/TvaoPc1xZlU/s72-c/verde+tucano.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5888947742906541155</id><published>2010-09-28T06:57:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T07:01:53.686-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Eleições e a imprensa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m seu editorial de domingo, sob o título: “Todo poder tem limite”, a Folha de São Paulo reclama o direito de criticar o governo Lula e declara que procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à primeira reclamação, sou solidário ao jornal, já que, eu também venho criticando, sistematicamente, alguns aspectos do governo Lula, embora por razões opostas às da Folha e, por causa disto, já fui tachado até de direitista. Mas insisto em minha defesa no direito de criticar o governo, sempre que ache apropriado, mesmo que isto contrarie a opinião da maioria. Uma maioria que vai votar em Dilma (como eu vou) e que vai votar em Tiririca, em Netinho e em Alckmin (como eu não vou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda declaração do editorial é uma mentira. A Folha não é independente, nem plural e muito menos apartidária. Suas reportagens e os textos escritos por seus colunistas são absolutamente tendenciosos. Antes que me interpretem mal, devo declarar que acho absolutamente lícito que um jornal assuma sua preferência na disputa eleitoral. A revista Carta Capital, por exemplo, declara com todas as letras, que apóia a candidatura de Dilma Rousseff e, em minha opinião, esta é uma posição mais honesta. A honestidade da revista, entretanto, não impede que eu me incomode com seu jornalismo “chapa branca”. Acho que a imprensa tem a obrigação de criticar, muito mais do que a de elogiar o governo (qualquer governo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha da Folha, seguem as outras revistas semanais, com destaque para a Veja, que é a que mais escancaradamente imprime reportagens e notícias tendenciosas em suas páginas. Talvez, se a Veja conseguisse ser mais sutil, conseguiria ser mais eficiente no objetivo de dificultar a eleição de Dilma, mas sua atuação é tão escandalosamente anti-Dilma que isto acaba arranhando sua credibilidade. A Veja é a revista da classe média e a classe média vai eleger Dilma, assim como ajudou a eleger Lula, há 8 e há 4 anos. Isso é a maior prova de que sua estratégia não funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na mesma toada, temos a Rede Globo, embora seja sua prática mudar de lado no momento em que percebe que não tem mais jeito e, ainda, consegue posar de aliada. Aconteceu isso no episódio do movimento das diretas já, aconteceu isso na derrocada de Collor e aconteceu o mesmo na primeira eleição de Lula que, logo após a sua posse, deu uma longa entrevista exclusiva às câmeras da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não acho que Lula seja um messias e nem considero Dilma a mãezona que os marqueteiros do partido tentam impingir ao eleitorado menos esclarecido. Assim como não acredito nas promessas desesperadas de Serra para conseguir chegar ao segundo turno, como não me encanta o discurso insosso de Marina, como me arrepia o papel patético de Plínio de Arruda Sampaio. Assim como nada disso me seduz e como não idolatro nenhum personagem desta novela, também não alimento ilusões a respeito de imprensa independente ou imparcial. O máximo com que eu poderia sonhar é com uma imprensa honesta, mas nem isso me parece realista. Na verdade, nada disso existe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5888947742906541155?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5888947742906541155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5888947742906541155&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5888947742906541155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5888947742906541155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/09/eleicoes-e-imprensa.html' title='Eleições e a imprensa'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4426596769638818756</id><published>2010-09-10T21:28:00.005-03:00</published><updated>2010-09-10T21:39:27.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A divisão da esquerda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; escritor inglês George Orwell ficou bastante famoso por seus livros &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Revolução dos bichos&lt;/em&gt;, mas em minha opinião seus textos mais instigantes são os que relatam sua experiência na guerra civil espanhola. Reunidos num mesmo volume e editados pela &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TIrNsLb7y-I/AAAAAAAABMo/Br3mFXECO7E/s1600/George+Orwell.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 152px; FLOAT: right; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515446852536486882" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TIrNsLb7y-I/AAAAAAAABMo/Br3mFXECO7E/s400/George+Orwell.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Globo, &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?sid=01121411512822438571102725&amp;amp;nitem=3197946"&gt;&lt;em&gt;Lutando na Espanha&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;reúne os textos &lt;em&gt;Homenagem à Catalunha&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Recordando a guerra civil espanhola&lt;/em&gt;, além de outros escritos. O maior mérito da editora foi a de atender a uma determinação do autor, feita pouco antes de morrer, de que em uma segunda edição, os capítulos 5 e 11 de &lt;em&gt;Homenagem a Catalunha&lt;/em&gt; fossem transformados em apêndices e colocados no final do livro. Com isso, queria dar ao texto mais linearidade, separando os capítulos dedicados à análise política, daqueles em que privilegiava a narração no campo de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta medida, de fato, tornou o livro muito mais ágil, o que não quer dizer que a leitura dos apêndices seja menos deliciosa do que os relatos bélicos. São delícias diferentes, como quindim e feijoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra foi vencida pelos fascistas de Francisco Franco, principalmente devido à ajuda estrangeira que recebeu da Alemanha de Hitler e da Itália de Mussolini, enquanto a ajuda que a Rússia deu ao governo Espanhol foi muito mais frouxa. O governo contava, entretanto, com o engajamento de numerosos voluntários, idealistas do mundo todo, imbuídos de um pensamento libertário e de justiça social, mas que não foi suficiente para a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais chama a atenção no relato de Orwell é a profunda divisão que a esquerda sofreu. Embora fosse claro, para todos, que o verdadeiro inimigo era a direita franquista, a partir de um determinado momento, o governo constituído, dominado pelos comunistas, dedicou mais esforços para combater os anarquistas e trotsquistas, seus antigos aliados no campo de batalha, do que os avanços das tropas fascistas. Esta atitude estava muito firmemente ligada às condições que Stalin impunha para continuar dando algum apoio ao governo espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto lia o livro, não pude deixar de me lembrar da esquerda brasileira na época da ditadura militar. Lembro-me, claramente, de longuíssimas discussões entre stalinistas e trotskistas ou entre militantes do PCB e do PCdoB, debaixo da mais brava repressão, como se o verdadeiro adversário não fosse o regime instaurado em 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre considerei este, o maior pecado da esquerda brasileira. A incapacidade de unir-se por uma causa comum, sempre contrastou, diametralmente, com a capacidade que os diversos segmentos da direita tinham de fazer acordos e conchavos. Enquanto aquela, embrenhava-se em posições sectárias, presas a um constante revisionismo ou a aventuras irresponsáveis, esta sempre mostrava-se apta a fazer todo tipo de conluio que fosse necessário para obter a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo erro grosseiro da nossa esquerda sempre foi o de menosprezar a inteligência do adversário. Quantas vezes discuti com amigos que não concebiam a possibilidade de que houvesse vida inteligente no seio da direita. Não percebiam que, caso fosse composta apenas de beócios, jamais conseguiria manter-se tanto tempo no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu na guerra da Espanha e o que sucedeu no Brasil, à época da ditadura militar, deve servir para que percebamos que, em matéria de política, sempre há muito o que aprender.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4426596769638818756?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4426596769638818756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4426596769638818756&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4426596769638818756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4426596769638818756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/09/divisao-da-esquerda.html' title='A divisão da esquerda'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TIrNsLb7y-I/AAAAAAAABMo/Br3mFXECO7E/s72-c/George+Orwell.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-1816618674128730550</id><published>2010-09-05T09:24:00.003-03:00</published><updated>2010-09-05T09:37:13.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O pior do governo Lula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;pesar de reconhecer mais virtudes do que defeitos no governo Lula, sempre fiz questão de expressar minhas críticas e meu descontentamento com certos aspectos e setores de sua administração, embora isso tenha sempre provocado certo patrulhamento ideológico. Sigo, entretanto, convencido de que a crítica ainda é o melhor dos remédios para as doenças que afligem a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo do fim e com a eleição de Dilma garantida, me parece este, o momento propício para tentar exprimir o que vi de pior em seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço e elogio a condução da política externa, principalmente quando foi focada na tarefa de tornar o Brasil mais versátil no que diz respeito ao comércio exterior, menos dependente da relação com os parceiros tradicionais, buscando novos mercados e, principalmente, colocando o nome do país numa posição de mais visibilidade, do ponto de vista comercial. Quando enveredou pelas questões políticas, entretanto, não foi, assim, tão feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve a lucidez de frear a avidez privatizante dos governos anteriores, reequipando, tecnicamente, a Petrobras, tornando-a, novamente eficiente, embora não tenha conseguido (ou tentado) diminuir a cultura de corrupção que permeia as entranhas da estatal. Conduziu a economia de forma conservadora, o que levou o Brasil a escapar da crise de 2009, mas essa timidez na condução fez com que os avanços sociais, que existiram, reconheço, não tenham ocorrido na velocidade que todos desejávamos e que eu, particularmente, enxergo que seriam possíveis, dadas as condições políticas. Mais tímida ainda, foi sua posição em relação ao resgate de nossa história na questão dos direitos humanos vilipendiados na época da ditadura militar. Os dois exemplos de timidez foram bravamente defendidos pelo presidente do Banco Central e o Ministro da Defesa que, embora sejam filiados a partido da base governista, é difícil não identificar uma plumagem tucana sobre suas peles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior foi a condução da política para os esportes conduzida pelo ministro Orlando Silva que, por ingenuidade, incompetência ou má fé, que seja, associou-se ao que há de mais antiquado e mais venal nesta área, capitaneada por Ricardo Teixeira da CBF e Carlos Arthur Nuzman do COB, com quem o governo nunca poderia ter se associado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito pior do que tudo isso, entretanto, pior que as trapalhadas do Itamarati, que a condução frouxa da política de avanços sociais, pior do que a convivência com as más companhias no mundo do esporte e da política de forma geral, mais grave do que tudo isso, o pior, disparado, do que ocorreu no governo Lula, foi a atuação da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT sempre soube fazer oposição. Pode ter sido equivocado em alguns episódios, radical em outros, até mesmo ingênuo num sem número de situações. Sempre foi, porém, diligente e aguerrido. E mesmo em épocas em que era evidente que o PT não se elegeria para os cargos executivos, eu sempre defendi a necessidade de que tivéssemos, ao menos no legislativo, uma representação contundente da oposição. Acredito, firmemente, que foi isso que fortaleceu nossa democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu, nestes 8 anos de governo Lula, infelizmente, foi uma oposição indolente, irresponsável ou colaboracionista, à esquerda e à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sinistra, grupelhos como PSOL ou PSTU não conseguiram, nem mesmo, resolver seus conflitos internos e nunca tiveram capacidade de mostrar à sociedade mais do que devaneios juvenis. À destra, PSDB e DEM nunca tiveram ânimo para imprimir uma oposição sistemática ao governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois elementos, fundamentalmente, que motivam um partido de oposição. O primeiro é ideológico, programático, movido pela convicção de que tenha uma proposta melhor do que a da situação. O segundo é, pura e simplesmente, o desejo de apropria-se do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação de PSDB e DEM encaixa-se no segundo caso, já que o governo Lula, sob o ponto de vista destes partidos, só teve o defeito de não ser deles. Nada que foi feito no governo do petista contrariou interesses dos componentes destes partidos e dos segmentos defendidos por eles. Ou alguém pode afirmar que os bancos e as grandes empreiteiras tiveram alguma perda nos últimos anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TIOMciu8OZI/AAAAAAAABMY/8qPcNxLPscg/s1600/guarda-chuva-colorido.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; FLOAT: left; HEIGHT: 95px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513404790819535250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TIOMciu8OZI/AAAAAAAABMY/8qPcNxLPscg/s400/guarda-chuva-colorido.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Sei que o momento é de comemoração para a militância petista e por isso, não tenho a ingenuidade de cobrar uma postura diferente daquela que os torcedores de futebol têm quando seu time é campeão, mesmo jogando feio. Sei que o momento é de comemorar. Só que tem outro campeonato no próximo ano e a folga com que Dilma será eleita, deveria servir de lastro para que ela pudesse governar com mais independência das relações políticas espúrias, como não foi o caso do governo Lula. Para que isso aconteça, será necessário que haja uma cobrança mais forte no sentido de que se imprima, de verdade, os avanços de que o Brasil precisa. Não tenho esperanças de que essa pressão venha da oposição instituída. Pode parecer absurdo (e é), mas a oposição ao governo terá de vir de dentro do próprio governo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-1816618674128730550?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/1816618674128730550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=1816618674128730550&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/1816618674128730550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/1816618674128730550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/09/o-pior-do-governo-lula.html' title='O pior do governo Lula'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TIOMciu8OZI/AAAAAAAABMY/8qPcNxLPscg/s72-c/guarda-chuva-colorido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4986716353101440901</id><published>2010-08-26T17:54:00.002-03:00</published><updated>2010-08-26T20:34:59.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Preconceito e ignorância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; amigo Bruno Ribeiro escreveu em seu &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt;, um bom texto a respeito de preconceito, com pinceladas específicas em relação ao presidente Lula. Minha opinião a respeito do preconceito, em geral, é muito parecida com o que ele colocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora concorde quando ele fala que as respostas céticas de seus interlocutores a respeito do tema sejam conformistas, sou obrigado a reconhecer que elas são verdadeiras. O preconceito existe sim e não há sinal de que esteja diminuindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito, pra mim, é pura ignorância. Simples assim. É expressão de quem emite juízo de valor sem conhecimento de causa. É opinião baseada em impressões desprovidas de saber. Assim, as pessoas podem achar que todo preto é burro, todo nordestino é preguiçoso, toda mulher é histérica, todo evangélico é babaca, todo careca é trouxa, todo feio é triste, enfim, sem o conhecimento, sem o saber, é possível achar qualquer coisa, caso não se tenha alguma preocupação em ser justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave do que isso, entretanto, é quando o saber existe e, mesmo assim, expressam-se os mesmos juízos. Aí não é mais preconceito. Aí já é falha de caráter, pois mesmo sabendo que a opinião não está suportada por informação consistente, percebe-se a contínua insistência na tese, aproveitando-se, até, do preconceito alheio. Um determinado preto pode até ser burro, mas não o é por ser preto. Seria, mesmo que fosse ariano. Um nordestino preguiçoso seria assim mesmo se tivesse nascido gaúcho. Um evangélico babaca não seria diferente se fosse espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pessimismo me leva a acreditar que o preconceito não terá fim. Se otimista eu fosse, conseguiria, no máximo, enxergar o fim do preconceito como uma utopia. O caminho seria, então, a educação, seria o saber, seria o conhecimento. Desta forma, com a sabedoria adquirida, só sobrariam os sem caráter a emitir opiniões baseadas no nada. Infelizmente, me parece que a aquisição do conhecimento é alguma coisa mais utópica do que o fim do preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente, em relação ao presidente Lula, reconheço que a carga de críticas que cai sobre ele é pesadamente suportada pelo preconceito. Sempre combati isso, nas conversas em geral, com extrema rispidez, mesmo porque sinto um enorme incômodo em ser confundido com um preconceituoso quando faço alguma crítica a ele ou ao seu governo. Os poucos leitores que este blog coleciona são testemunhas do quanto tenho criticado o governo petista. Por causa disto já fui chamado de conservador, de direitista, de babaca, ora aqui, ora ao vivo. Até aí, tudo bem. Já me chamaram de tanta coisa na vida, sem que eu fosse (embora algumas eu tenha sido mesmo), que não é isso o que mais importa. O que me importa é que a carga de preconceito que cai sobre os ombros do nosso presidente faz com que todos que achem acertado criticá-lo, acabem sendo juntados num mesmo balaio, com gatos de bandos distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo, entretanto, firme em minha convicção de que a crítica é a ferramenta mais eficaz na depuração de problemas e não posso abrir mão da liberdade de fazê-la. Vou continuar buscando esta depuração, mesmo porque, acredito que isso seja mais importante do que os eventuais rótulos que me coloquem no peito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4986716353101440901?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4986716353101440901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4986716353101440901&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4986716353101440901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4986716353101440901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/08/o-amigo-bruno-ribeiro-escreveu-em-seu.html' title='Preconceito e ignorância'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4895257783474152365</id><published>2010-08-25T18:20:00.002-03:00</published><updated>2010-08-25T18:28:57.862-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Por que votarei em Dilma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; título deste post poderia terminar com um sinal de interrogação, mas isso não seria honesto. Se o título fosse uma pergunta, denotaria alguma dúvida, coisa que, absolutamente, não tenho mais. Votarei em Dilma sem nenhuma dúvida, mas, também, sem convicção. Alguém pode achar que isso é contraditório, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votarei em Dilma, basicamente, para não votar em Serra. E o meu não-voto em Serra não se deve ao seu currículo ou a qualquer questão ideológica. Não se deve ao fato dele estar andando em más companhias ou à escolha de seu vice. Em qualquer um destes itens, não identifico, sinceramente, grandes diferenças entre o candidato da oposição e a candidata do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo do meu não-voto em Serra se deve à sua covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra teve a oportunidade de defender sua candidatura dizendo o que ele poderia fazer para melhorar o que aqui está. Poderia mostrar sua face, poderia tentar convencer os eleitores a votarem num outro projeto e mostrar à sociedade que este projeto é consistente. Muito provavelmente, não conseguiria se eleger, mas estaria, ao menos, sendo honesto. Muito possivelmente, seu projeto não tenha consistência, mas, ao menos, estaria mostrando, claramente, a que veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não. Serra preferiu o caminho da omissão. Preferiu aceitar a imposição do vice de um partido que está em frangalhos, preferiu submeter-se aos caprichos de um marqueteiro profissional, preferiu fugir da responsabilidade pela derrota. E deu o tiro de misericórdia em sua própria candidatura, quando tentou, num gesto desesperado, ligar sua imagem à do presidente Lula. Esta foi a gota d’água e o ápice da sua covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma contará com o voto da militância política do PT, com o voto de uma parcela esclarecida da sociedade, contará com o voto de uma parcela ignorante da população. Contará com votos dos pobres, da classe média, de parte da elite, até. Esse mundo de votos deverá elegê-la, possivelmente, no primeiro turno. Contará, também, com um voto meu. Será, repito, um voto sem convicção. Será, entretanto, um voto sem nenhuma sombra de dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; DISPLAY: block; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509460959900807586" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/THWJjXrFMaI/AAAAAAAABMQ/wBQrBp-3Bi4/s400/jos%C3%A9+serra+4.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4895257783474152365?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4895257783474152365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4895257783474152365&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4895257783474152365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4895257783474152365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/08/por-que-votarei-em-dilma.html' title='Por que votarei em Dilma'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/THWJjXrFMaI/AAAAAAAABMQ/wBQrBp-3Bi4/s72-c/jos%C3%A9+serra+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-343412244447516583</id><published>2010-08-22T12:02:00.002-03:00</published><updated>2010-08-22T12:06:13.568-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Pra não passar em branco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; FLOAT: left; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508250570301995954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/THE8tbCxe7I/AAAAAAAABMA/lqnzvRuzso8/s400/Wilson+das+Neves.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;J&lt;/strong&gt;á falei &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2006/12/o-dom-do-samba.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; sobre Wilson das Neves e não me sinto capaz de escrever melhor do que fiz naquela oportunidade. Não poderia, entretanto, deixar passar em branco seu mais novo disco, &lt;em&gt;&lt;a href="http://blogdomauroferreira.blogspot.com/2010/07/neves-faz-sambas-com-dom-de-gente-bamba.html"&gt;Pra gente fazer mais um samba&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, lançado este ano. Além das costumeiras parcerias com Paulo César Pinheiro, ele nos brinda com sambas feitos com Nei Lopes, Arlindo Cruz, Délcio Carvalho, Nelson Rufino e Roque Ferreira. Mais do que nunca, aqui, vale o velho ditado: diga-me com quem andas e eu te direi quem és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais, ouvir Wilson das Neves me faz lembrar Roberto Silva. E isso é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEyMzQ2MDc2O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTIzNDYwNzYtNDM1IjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToxNTY1MjA0O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjgyNDg5MjYxO30=&amp;amp;autoplay=default"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed wmode="transparent" height="28" width="335" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEyMzQ2MDc2O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTIzNDYwNzYtNDM1IjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToxNTY1MjA0O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjgyNDg5MjYxO30=&amp;autoplay=default"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estava faltando você (Wilson das Neves e Délcio Carvalho)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-343412244447516583?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/343412244447516583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=343412244447516583&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/343412244447516583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/343412244447516583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/08/pra-nao-passar-em-branco.html' title='Pra não passar em branco'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/THE8tbCxe7I/AAAAAAAABMA/lqnzvRuzso8/s72-c/Wilson+das+Neves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8572259053219841641</id><published>2010-08-21T08:55:00.002-03:00</published><updated>2010-08-21T09:08:33.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Lidando com o tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TG_AjPEZ4jI/AAAAAAAABL4/nL7zVn6n9qs/s1600/Caryb%C3%A9.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 259px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507832580870365746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TG_AjPEZ4jI/AAAAAAAABL4/nL7zVn6n9qs/s400/Caryb%C3%A9.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;E&lt;/strong&gt;u tinha 20 anos quando li &lt;em&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/em&gt;, de Gabriel Garcia Marquez e &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt; de Machado de Assis. Em idade mais tenra havia lido alguns dos livros da fase romântica do escritor brasileiro e não tinha me sentido arrebatado por sua prosa. Quando penetrei em seu universo realista, entretanto, o arrebatamento foi instantâneo e somente suplantado pela leitura, logo depois, da obra do autor colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou dado a releituras, já que me assombra o fantasma representado pela convicção de que não terei tempo, em minha vida, para ler, sequer os livros que repousam em minha estante, quiçá, todos aqueles que eu desejo. Esta convicção, que é quase uma certeza, me persegue há muito tempo e isso faz com que eu evite releituras. Nem mesmo filmes eu costumo ver mais de uma vez, o que mostra que esta minha urgência se conta em minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, e por absoluto acaso, reli essas duas obras quando estava com trinta anos. A sensação que tive foi a que estava lendo coisa inédita, tal foi a diferença que as leituras representaram. Eram os mesmos livros, as mesmas edições, o que fez com que eu percebesse como o tempo operava, em mim, significativas mudanças. Ao fazer 40 anos, repeti, deliberadamente, esta experiência e a leitura dos dois livros revelou-se, mais uma vez, surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa maneira de ver as coisas, as mesmas coisas, pode mudar, sem que isso signifique que alguma destas maneiras seja equivocada. As nossas verdades são dependentes de vários fatores e o tempo é o mais poderoso de todos. É por isso que tendo a desconfiar das pessoas que carregam certezas absolutas por toda a vida, pessoas que têm dificuldade em rever suas próprias posições, através do exercício do auto-questionamento. Ao longo dos anos, aprendi a apreciar, com sinceridade, as situações em que consegui ser convencido a mudar minha opinião e descobri que pode ser prazeroso o momento da percepção de que eu estava errado. Isso requer, entretanto, desapego à vaidade e uma certa dose de coragem, principalmente no mundo extremamente competitivo em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com extrema excitação que encaro, a partir de agora, a oportunidade de ler Dom Casmurro e Cem anos de solidão, novamente. Anseio pelas novas descobertas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8572259053219841641?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8572259053219841641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8572259053219841641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8572259053219841641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8572259053219841641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/08/lidando-com-o-tempo.html' title='Lidando com o tempo'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TG_AjPEZ4jI/AAAAAAAABL4/nL7zVn6n9qs/s72-c/Caryb%C3%A9.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6856988707534660112</id><published>2010-08-06T20:53:00.003-03:00</published><updated>2010-08-06T21:05:05.827-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Histórias das canções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;screvi um &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/motivacao-e-talento.html"&gt;post&lt;/a&gt;, semanas atrás, falando sobre meu interesse em saber sobre o como e os porquês que movem os escritores. Tenho essa curiosidade, em lugar de tê-la a respeito da vida pessoal de cada um. Por isso não me animo a assistir realities shows ou a ler a revista Caras. Tenho um sincero desinteresse em saber como é a casa de fulano ou se beltrano comeu sicrana. Nada disso me interessa, de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me interessa, entretanto, a obra dos artistas e, além do como e dos porquês, tenho uma genuína curiosidade em saber como estas obras foram concebidas, como as idéias surgiram, as histórias por trás de cada concepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro &lt;a href="http://www.jornalbrasil.com.br/interna.php?autonum=8699"&gt;&lt;em&gt;Histórias das Minhas Canções&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Paulo César Pinheiro foi um achado delicioso, devorado em poucas horas, em que eu pude, além de reler letras de &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TFyh4uR9acI/AAAAAAAABLY/qGVTzKbZtA4/s1600/Historia+das+minhas+can%C3%A7%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 151px; FLOAT: right; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502450840608008642" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TFyh4uR9acI/AAAAAAAABLY/qGVTzKbZtA4/s400/Historia+das+minhas+can%C3%A7%C3%B5es.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;músicas, as quais não me esqueço nunca, saber da história de cada uma delas, o como, o onde e o porquê foram criadas. Em face à vastidão da obra deste poeta, as 256 páginas do livro parecem uma gota que não sacia uma sede infinita. O livro se esvai, delicioso, mas injustamente curto. Dá uma vontade louca de continuar descobrindo as histórias por traz de cada obra prima deste autor, em que as mais pitorescas são aquelas que nos mostram as artimanhas utilizadas para driblar a burocrática censura imposta ao país nos anos de chumbo em que alguns de nós vivemos. Muito interessante, também, seu relato da motivação absolutamente apolítica a partir da qual foi composta a letra de &lt;em&gt;Tô Voltando&lt;/em&gt;, com Maurício Tapajós e da surpresa do autor ao vê-la transformada no hino da anistia, sem que isso tivesse sequer passado por sua cabeça quando a compôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro curto, só 256 páginas, insuficiente para saciar minha sede de conhecer. E apesar disso, um livro esplêndido, capaz de satisfazer um desejo, se não pela quantidade, pela imensa qualidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6856988707534660112?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6856988707534660112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6856988707534660112&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6856988707534660112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6856988707534660112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/08/historias-das-cancoes.html' title='Histórias das canções'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TFyh4uR9acI/AAAAAAAABLY/qGVTzKbZtA4/s72-c/Historia+das+minhas+can%C3%A7%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2915429487654209054</id><published>2010-08-06T01:56:00.001-03:00</published><updated>2010-08-06T02:13:48.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Debate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u poderia dizer que fiquei em dúvida entre assistir ao debate com os candidatos a presidência da república, realizado pela Rede Bandeirantes e assistir ao jogo São Paulo e Internacional, mas isso não seria verdade. Não tive dúvida nenhuma em optar pelo debate, durante todo o tempo. Do jogo, vi trechos, aproveitando os intervalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que alguma esperança de grandes emoções, o que me motivou a assisti-lo foi a expectativa de escrever, aqui, sobre ele. Sei que, fosse qual fosse o resultado, a maioria dos blogs de quem é partidário de Dilma ou de Serra iria declarar que seu candidato teve expressiva vantagem, apresentando performance absolutamente superior, mesmo que um deles viesse a representar um retumbante fiasco. Eu, não sendo partidário de nenhum lado, por isso mesmo, me sinto muito à vontade, portanto, para expor minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei patética a participação de Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, personagem pelo qual até tive certa simpatia no passado, quando, ainda pertencente ao PT, ele teve coragem de desmascarar algumas mazelas ocorridas dentro das entranhas do partido. No debate que acaba de terminar, sua participação foi digna de pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Silva, do PV, apresenta-se com um discurso inconsistente e com uma proposta conciliatória que beira à ingenuidade. Por diversas vezes, parecia conclamar toda a nação a dar as mãos e caminhar unida, ricos e pobres, feios e belos, vascaínos e flamenguistas, em direção a um éden prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao que interessa, ou seja, o embate entre Dilma e Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciando o debate com muito nervosismo, gaguejando, demonstrando alguma insegurança, cheguei a ter a sensação de que Dilma iria desabar, principalmente ao notar o quanto Serra se apresentava com desenvoltura diante das câmeras. Embora eu não ache que essa questão seja significativa, dada a inexperiência da candidata em debates e ao traquejo do candidato, forjado em muitos anos no ofício de dar aulas, essa sensação poderia ter efeito sobre um eleitor que, porventura, supervalorize estas qualidades. Aos poucos, entretanto, Dilma foi assumindo o controle dos próprios nervos e, se não chegou a passar a imagem de alguém absolutamente confortável com a situação, conseguiu, ao menos, levar o debate a termo, sem deixar a maionese desandar. Contribuiu, para isso, a total falta de capacidade do tucano em aproveitar-se dos momentos iniciais de insegurança da candidata governista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, não houve baixaria, já que este papel cabe ao vice da candidatura tucana, Indio da Costa e ao presidente do PT José Eduardo Dutra. A eles é que foi delegada a tarefa de baixar o porrete e o nível da campanha. Assim como também era de se esperar, o candidato da oposição procurou bater nos pontos fracos do governo Lula como a má gestão dos portos e se concentrou em se descolar da figura e do governo de Fernando Henrique Cardoso. Ao contrário, Dilma buscou, o tempo todo, associar-se ao governo Lula, do qual, de fato, foi importante integrante. Com muito menos ênfase, falou de seus planos de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, e com um regulamento que engessava a discussão e garantia certo conforto aos dois principais candidatos, o debate foi transcorrendo suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns instantes pitorescos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* No início do debate, tomada, ainda, por forte nervosismo, Dilma fez uma confusão danada com os nomes de alguns programas e serviços sociais e descreveu o SAMU como um serviço para transportar crianças. Serra, que teve a oportunidade de fazer a réplica, poderia tê-la corrigido, o que significaria uma vitória tática, naquele momento do embate. Não o fez, perdendo a chance que lhe caia no colo. Certamente, nem Dilma nem Serra jamais tiveram necessidade de utilizar os serviços do SAMU que, aliás, são bastante bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Serra insistiu, inexplicavelmente, num problema envolvendo subsídios do governo federal às APAEs, uma questão que, embora possa ser importantíssima para algumas pessoas, não iria sensibilizar parte significativa do eleitorado. Perdeu tempo e espaço preciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Em suas considerações finais, Plínio de Arruda Sampaio, olhando fixamente para a câmera, conclamou os camponeses que o estavam assistindo naquele momento a atentarem para a diferença entre sua proposta e a de seus opositores. Nem imagina Plínio que, àquela hora, quase meia noite e meia, era muito mais fácil o São Paulo estar goleando o Internacional do que haver um único camponês ainda acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O momento mais patético, entretanto, mais patético ainda do que a participação de Plínio com suas orelhas de abano, foi o momento das considerações finais de Serra em que ele forçou a barra ao falar de sua origem humilde, de sua história de oposição ao regime militar, ao lembrar-se do pai, enfim, tudo isso para provocar um marejar nos olhos, ciente de que isso causa algum efeito em algum eleitor. Isso já é desespero de causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, todos salvaram-se. Tenho certeza que os blogs de amanhã vão cantar as suas vitórias e acho isso absolutamente natural. Eleição é assim mesmo. Mas nem que eu veja este debate outra vez (coisa que não farei nem ameaçado de morte), vou me convencer de que houve algum vencedor. Não. Pelo menos nesta noite, ninguém ganhou. Na verdade, ganhou o São Paulo, mas quem levou foi o Inter. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2915429487654209054?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2915429487654209054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2915429487654209054&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2915429487654209054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2915429487654209054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/08/debate.html' title='Debate'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5679391366483174245</id><published>2010-07-03T21:34:00.002-03:00</published><updated>2010-07-03T21:52:43.948-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>A Copa do Mundo, ainda</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; futebol brasileiro não foi eliminado da Copa do Mundo, pois o futebol brasileiro não foi à África do Sul. Eliminada foi a seleção do Dunga, a seleção da CBF, entidade da qual eu não reconheço a legitimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, eu torci pela seleção que estava lá, representando o Brasil, já que esta é, em mim, uma antiga falha de caráter. Torci, sabendo que ela não iria me dar prazer e, por isso mesmo, escolhi as seleções da Argentina e da Espanha para desempenharem este papel, como escrevi &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/vai-comecar-copa.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, dias atrás. E se não tive nenhuma ilusão com a seleção do Dunga, os times da Espanha e da Argentina representaram duas desilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha passou pelo Paraguai, graças a um árbitro trapalhão e a uma estratégia covarde, no início do jogo do time guarani. Sim, pois com poucos minutos de partida, ficou claro que a Espanha não era aquela fúria que se anunciara. Foi um time confuso e pouco assertivo. E o Paraguai, aparentemente, só percebeu isto aos 35 minutos do primeiro tempo. Ou então, percebeu antes e não teve coragem de encarar esta realidade. No final, acabou sendo castigado por apresentar postura excessivamente humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Argentina não fez nada diferente do que tinha feito desde o início da Copa. Apenas pegou, pela frente, um time que jogou mais bola do que ela. Jogou muito mais bola, aliás. E eu, que nunca fui um grande fã do futebol alemão, pragmático e objetivo, tive que reconhecer que pelo menos, o que eles apresentaram foi o futebol mais honesto com sua tradição. Sim, por que, o futebol da Alemanha, em geral, não é bonito, mas ninguém espera deles que isso aconteça. Os Alemães praticam um futebol direto e burocrático, desde sempre, e, com isso, já foram campeões 3 vezes. E, desta vez, jogando uma bola mais agressiva e mais rápida do que normalmente fazem, conseguiram envolver e massacrar a maioria dos adversários até agora. Se eu não estivesse escaldado pela temeridade que é fazer previsões, diria que fará o mesmo com o time da Espanha. Não direi nada, entretanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A honestidade que sobrou ao time da Alemanha faltou ao time da seleção da CBF. E não é a primeira vez que isso acontece. Há tempos que o Brasil vem sendo traído por um modo de jogar futebol que não tem absolutamente nenhuma identidade com sua tradição. Um modo de tratar a bola que despreza o drible, a malícia, a alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de honesta, a comissão técnica da Alemanha teve a coragem que faltou a Dunga. Coragem de barrar alguns veteranos que se julgavam donos da equipe e convocar jovens de 21 anos para atuarem como titulares. Enquanto isso, Dunga desprezou uma dádiva que a natureza lhe oferecia e deixou de fora jogadores valorosos como Ganso e Neymar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erro parecido com esse foi cometido também por Maradona, embora no sentido inverso, ao deixar de convocar jogadores experientes como Zanetti e Cambiasso. Acreditou que ter talento de sobra no ataque seria suficiente para alcançar o sucesso. Não foi. Mas as semelhanças entre Dunga e Maradona terminam por aí, já que em todos os outros aspectos o técnico portenho venceu, de lavada, o gaúcho. Quando vimos um Dunga rancoroso e amargurado, víamos um Maradona espirituoso e divertido. À beira do campo, um tinha raiva e o outro tinha ganas de vitória. E, o mais importante, no momento mais difícil para os dois times, no momento da derrota, o comportamento dos dois técnicos não poderia ter sido mais distante. Ao final de cada partida, enquanto o técnico Argentino entrava no campo para abraçar todos os seus jogadores, o brasileiro deu as costas a eles e fugiu pro vestiário antes de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, numa comparação entre Dunga e Maradona sempre sobrou talento pro lado Argentino, este episódio mostrou que no quesito da coragem e hombridade, o técnico brasileiro também perde de goleada. Maradona sempre foi um deus em sua terra e, mesmo assim, teve coragem de aventurar-se numa empreitada arriscada. Se eu conheço o povo argentino, ele vai continuar valorizando seu grande ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga nunca foi nada e continuará a ser desprezível. Se eu conheço o nosso povo, ele será esquecido em pouquíssimo tempo. E é isso o que ele merece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 272px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489847471491973314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TC_bMFlbAMI/AAAAAAAABLQ/38vBzSFzYo8/s400/Dunga+e+Maradona.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5679391366483174245?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5679391366483174245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5679391366483174245&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5679391366483174245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5679391366483174245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/07/copa-do-mundo-ainda.html' title='A Copa do Mundo, ainda'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TC_bMFlbAMI/AAAAAAAABLQ/38vBzSFzYo8/s72-c/Dunga+e+Maradona.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5414929243127625035</id><published>2010-07-01T07:07:00.002-03:00</published><updated>2010-07-01T07:44:08.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O vôo raso dos tucanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; campanha do PSDB à presidência da república, depois da fase atabalhoada, está entrando na fase melancólica cujo fato mais emblemático foi a escolha do candidato a vice na chapa de José Serra. Mais correto seria dizer a falta de escolha, já que não pululam nomes dispostos a embarcar num barco furado como este, aparentemente, nem no DEM e muito menos no PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima fase será a do desespero, da agressividade rasgada, dos golpes baixos. É uma estratégia típica, porém, ultrapassada, já que, felizmente, tudo indica que este tipo de estratagema não seduz mais a sociedade. Deu certo no passado, quando foi utilizada por Collor contra Lula, no caso Miriam Cordeiro-Luriam, mas deu errado nas últimas eleições municipais em São Paulo, quando Marta Suplicy tentou alavancar sua candidatura na “solteirice” de Gilberto Kassab. Não funcionou, pois, aparentemente, o eleitorado adquiriu maturidade suficiente para não cair neste tipo de armadilha. Torço para que seja isso. Torço para que, realmente, o eleitorado esteja mais maduro, este eleitorado que votou em Lula, mas que também já elegeu Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à campanha atual, a escolha de Álvaro Dias para vice de Serra teria sido absolutamente equivocada, já que ele é um nome que não conta com apoio dentro do partido. A solução, entretanto, não podia ser pior, ou seja, a escolha de um nome obscuro do DEM. Mas afinal, qual político do DEM não apresenta um perfil obscuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este partido, não devemos esquecer, é aquele que já foi PFL, oriundo do PDS, originado na velha ARENA. É o partido mais identificado com o regime instaurado pela ditadura militar que reinou neste país nas décadas de 1960 e 70. Este partido reúne o que há de mais retrógrado na representação política brasileira. É um partido que, aliás, não soube ser oposição nestes anos de governo Lula. Sim, este partido, o DEM, não sabe ser oposição. Comparado a seus quadros, só encontramos paridade em alguns nomes do PMDB que estão aliados ao governo Lula, como José Sarney ou Renan Calheiros, que também têm grande dificuldade de ocupar uma posição oposicionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As apostas dos tucanos, agora, irão se voltar ao programa eleitoral gratuito da TV, confiantes nos milagres que os marqueteiros de plantão poderão operar. Ocorre que o outro lado também conhece os poderes destes marqueteiros, já experimentou seus truques e tirou proveito de seus resultados. Se fosse depender disso, haveria empate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, a penetração da TV aberta é muito menor do que foi no passado, já que a classe média, responsável por 53% do eleitorado, tem hoje, em sua maioria, algum plano de TV paga. Será natural mudar o canal da TV no momento do programa eleitoral. Aos que permanecerem sintonizados no canal aberto, será oferecido o mais baixo nível de debate político que nossos candidatos são capazes de produzir. Pode ser que seja até divertido, mas, certamente, não será nem um pouco instrutivo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488878279745660450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TCxpts-Y5iI/AAAAAAAABLA/2sWer1ovFqI/s400/tucano.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5414929243127625035?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5414929243127625035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5414929243127625035&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5414929243127625035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5414929243127625035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/07/o-voo-raso-dos-tucanos.html' title='O vôo raso dos tucanos'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TCxpts-Y5iI/AAAAAAAABLA/2sWer1ovFqI/s72-c/tucano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-71917232521533430</id><published>2010-06-25T08:26:00.004-03:00</published><updated>2010-06-25T08:36:15.176-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Elogio à liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;entre todos os personagens dos livros de Jorge Amado, Quincas Berro d’Água é aquele que mais me convida a refletir sobre a liberdade. Não falo da liberdade coletiva, a liberdade de um povo oprimido por nenhuma ditadura sangrenta ou burocrática. Falo da liberdade individual, aquela mais egoísta possível, a que cada um de nós, intimamente, se não a busca, sonha com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente passa a vida toda se adequando, tentando se encaixar num mundo que nos acolha, que nos aceite, que nos trate bem. E nessa tentativa, acabamos correndo o risco de nos anularmos, de ceder tanto, que passamos a ser parte de um processo automático, engrenagem de uma máquina velha e ultrapassada. Fazemos isso quando aceitamos, de bom grado, tudo aquilo que se nos oferece, sem questionamentos, sem crítica. É o lazer estereotipado que nos impinge a televisão, o consumismo ao qual nos condena o mercado, a vida tacanha que, por vezes, aceitamos, em troca de uma ilusória sensação de segurança ou conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos de nós não sonha em romper as barreiras da comodidade e se aventurar num mundo desconhecido, como fazíamos quando éramos crianças. Uma vida livre, repleta de perigos e satisfações plenas, como as tardes de ócio e os amores proibidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso me veio à mente, ontem, assistindo ao filme de Sérgio Machado, Quincas Berro d’Água. Um personagem que encarou a liberdade de forma radical, com a fuga das amarras da vida social e da família, o mergulho na cachaça, a vida em meio à putaria. O que pode mais querer uma pessoa sã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme traz uma trinca de atores excepcional. Paulo José, no papel do protagonista, consegue dar vida ao morto, desempenhando a função sem nunca abrir os olhos. Sua voz permeia a narrativa o tempo todo, num compasso dolente, mas feliz, ao mesmo tempo. Consegue passar a sensação de uma vida vivida em estado de verdadeira alegria, numa Bahia real, sem ter de apelar pra nenhum sotaque forçado, gaúcho que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marieta Severo está impecável, o que já é um lugar comum. Não tenho dúvidas que é, hoje, a mais competente atriz brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, completando a trinca, uma atriz pela qual nunca tive qualquer interesse, Mariana Ximenes exibe uma surpreendente expressividade e está insuportavelmente bonita no papel. Durante o filme todo, transpira sensualidade, sem uma cena, sequer, de nudez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história contida em A Morte e a morte de Quincas Berro d’Água é um alerta para que todos nós questionemos o rumo que estamos dando às nossas vidas, um aviso dos riscos que corremos de sermos condenados à infelicidade, um elogio à liberdade.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486671635594247314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TCSSyG7OfJI/AAAAAAAABK4/ueX9LbbBg_Q/s400/quincas+1.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-71917232521533430?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/71917232521533430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=71917232521533430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/71917232521533430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/71917232521533430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/elogio-liberdade.html' title='Elogio à liberdade'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TCSSyG7OfJI/AAAAAAAABK4/ueX9LbbBg_Q/s72-c/quincas+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5667874069981129203</id><published>2010-06-18T21:12:00.006-03:00</published><updated>2010-06-18T21:23:54.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>José Saramago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ui ler Saramago pela primeira vez quando ele já tinha escrito muitos livros. E foi &lt;em&gt;O Evangelho segundo Jesus Cristo&lt;/em&gt;, o primeiro que me arrebatou. Escrito por um ateu convicto, foi fácil me identificar com ele. Sua narrativa, sem pontuação, embora me tenha parecido difícil, no começo, depois de 15 ou 20 páginas, me pareceu a coisa mais natural do mundo. Mergulhei naquelas páginas que mostravam um Cristo humano, sem divindade, muito mais crível. E eu que não creio no Cristo divino, passei a crer no Cristo homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi &lt;em&gt;Ensaio sobre a Cegueira&lt;/em&gt; que me absorveu. Eu o li de um fôlego só, absorto, angustiado. Que delícia ler algo que te consome, que te prende, que te estimula a ficar refletindo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do terceiro, &lt;em&gt;A Caverna&lt;/em&gt;, não gostei tanto. Talvez estivesse num grau de exigência muito grande, expectativa criada pelos dois anteriores. Pensando naquele livro, agora, lembro-me que, apesar da aparente falta de entusiasmo, ele também me prendeu a suas páginas. &lt;em&gt;Memorial do Convento&lt;/em&gt;, li o começo e não prossegui, sem desistir, postergando a leitura. Nunca mais li nada dele. Tenho a estante com alguns livros seus, ainda virgens pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TBwM1Pe1iQI/AAAAAAAABKw/tadhkoYRJOc/s1600/jose_saramago01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484272555058891010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TBwM1Pe1iQI/AAAAAAAABKw/tadhkoYRJOc/s400/jose_saramago01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;E agora Saramago está morto. A morte que ele tratou através de suas intermitências num livro que faz parte da virgindade da minha estante. Morreu o escritor que está entre os que eu mais admiro e que mais me proporcionaram prazer com a leitura. Um prazer genuino, um prazer emocionante. Mais que o escritor, admiro o pensador, o homem que teve a coragem de morrer ateu e comunista, numa época em que estas duas coisas estão fora de moda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5667874069981129203?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5667874069981129203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5667874069981129203&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5667874069981129203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5667874069981129203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/jose-saramago.html' title='José Saramago'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TBwM1Pe1iQI/AAAAAAAABKw/tadhkoYRJOc/s72-c/jose_saramago01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5414268002836657684</id><published>2010-06-10T00:05:00.004-03:00</published><updated>2010-06-10T00:09:24.862-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>Vai começar a copa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pessoal da empresa em que eu trabalho vai assistir ao primeiro jogo do Brasil num boteco, comendo churrasco e enchendo a cara. Adoro churrasco e adoro encher a cara, mas não gosto de fazer isso enquanto assisto a um jogo de futebol. Umas moças bem bonitas estão insistindo para que eu vá, o que massageia o meu ego e me provoca uma enorme tentação, mas ninguém vai me ver assistindo ao jogo do Brasil ao lado de uma turba barulhenta, por mais que eu aprecie a companhia de moças bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou assistir ao jogo ao lado de meu pai, que é um sujeito que assiste futebol do mesmo jeito que eu: em absoluto silêncio. É que achamos futebol um &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TBBW2DuEUDI/AAAAAAAABKo/ytg9VttZBnA/s1600/vuvuzela+brasileira.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; FLOAT: left; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480976233221345330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TBBW2DuEUDI/AAAAAAAABKo/ytg9VttZBnA/s400/vuvuzela+brasileira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;assunto demasiado sério pra ficar tratando a coisa na base da brincadeira. Os festeiros que me perdoem, entendo completamente suas motivações, mas futebol é coisa que eu gosto de ver absolutamente concentrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca consegui torcer contra o Brasil (nem nunca quis), mas confesso que não nutro muita esperança que esta seleção me proporcione algum prazer. Por isso, vou torcer pelo Brasil e vou saciar minha vontade de ver jogos espetaculares quando estiverem em campo os times da Argentina ou da Espanha. Desta maneira, terei dois tipos de satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copa do mundo é um negó&lt;span style="font-family:arial;"&gt;$$&lt;/span&gt;io que acontece a cada 4 anos e tem sido, nas últimas edições, sempre a mesma coisa. Ainda assim, me causa certo frisson quando começa a chegar a hora da bola rolar, bola, aliás, que tem sido vítima de críticas e elogios dos jogadores, dependendo da empresa de material esportivo com a qual tenham contrato. O que importa é que a mesma bola irá rolar para todos os times.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tido cada vez menos paciência com a cobertura jornalística da copa pelos grandes grupos de mídia. A babação de ovo e a rasgação de seda pra cima da CBF têm sido vergonhosas. O que mais me irritou, entretanto, foi ver alguns jornalistas comemorando a quebra do braço de Drogba, da Costa do Marfim, ou a contusão de Nani de Portugal. Torcer para um adversário se machucar antes do jogo é de uma covardia atroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esta cobertura, a única exceção, entre tudo que estou vendo é, como de costume, o trabalho da ESPN Brasil. Apesar do mau humor de José Trajano, que, às vezes, beira o chilique, sua equipe de profissionais é, de longe, a mais credenciada a dizer que faz verdadeiro jornalismo. Pessoas como Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho, André Plihal ou Roberto Salim, entre muitos outros, em frente ou atrás das câmeras, produzem um trabalho de altíssima qualidade, que só aumenta o meu nível de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí. Chega de papo. Vai começar a Copa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5414268002836657684?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5414268002836657684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5414268002836657684&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5414268002836657684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5414268002836657684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/vai-comecar-copa.html' title='Vai começar a copa'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TBBW2DuEUDI/AAAAAAAABKo/ytg9VttZBnA/s72-c/vuvuzela+brasileira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-251689039535148614</id><published>2010-06-05T23:56:00.004-03:00</published><updated>2010-06-06T00:16:08.179-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Motivação e talento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;a juventude, cometi alguns poemas e outras tantas letras de música que fiz o favor de não mostrar a muita gente, livrando, assim, a humanidade, de experiência tão infeliz. Escrevi alguns contos, poucos, que minha autocensura não me permite mostrar a ninguém, nem mesmo à Clélia. Talvez, algum dia, mostre a ela, ao menos. Por enquanto, ainda não decidi se servem pra alguma coisa. Apesar da convicção da falta de qualidade dos versos e da incerteza em relação aos contos, fico insistindo em escrever. É como se fosse um vício incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dificuldade em escrever sempre encontrou desculpas e justificativas, sobretudo a falta de tempo, a mais comum de todas. Até que um dia, quando me mudei, sozinho, para o interior, deixando a família em São Paulo, durante um ano, antes que todos se mudassem pra cá. A partir desta perspectiva, a de ter, durante a semana, toda as noites livres e só, excitei-me com a expectativa de poder escrever como um louco. Não produzi uma linha. Mas vivi um ano inteiro atormentado, como se algo quisesse sair de mim, aprisionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei encontrando espaço e motivo neste blog. Não sei bem qualificar isto que eu escrevo. Talvez sejam crônicas, talvez nem isso. Como falo freqüentemente sobre livros, filmes e discos, há quem diga que escrevo críticas. Não é isso. Não me sinto apto a criticar o trabalho dos outros. O que eu faço, na verdade, é me apropriar da obra alheia e fazê-la servir de mote pra que eu fale as coisas que habitam minha cabeça. O que importa é que este espaço acabou me proporcionando um certo sossego, uma tranqüilidade que eu não tinha antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TAsPociKM4I/AAAAAAAABKY/JUTAv4XrWr4/s1600/Por+que+escrevo.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 176px; FLOAT: right; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479490559154992002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TAsPociKM4I/AAAAAAAABKY/JUTAv4XrWr4/s400/Por+que+escrevo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo isso pra falar do livro que estou lendo agora, &lt;a href="http://novatec.com.br/livrosNovera/porqueescrevo/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por que escrevo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Na verdade, foi &lt;a href="http://novatec.com.br/livrosNovera/comoescrevo/"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;como escrevo?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, da mesma série, que comecei a ler. Acontece que o início da leitura de um remetia tantas vezes ao outro, que resolvi inverter a ordem e investigar o porquê, antes do como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizado por José Domingos de Brito, o livro traz depoimentos, trechos de reportagens ou entrevistas, em que escritores renomados, do Brasil e do resto do mundo, tentam explicar o motivo que os levam a exercer esta atividade. O que os move, o que os motiva, sendo que nem sempre, pra não dizer quase nunca, conseguem chegar a uma resposta que os convença a eles próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler estes depoimentos acabou me causando certo alívio, ao perceber que essa obsessão inexplicável não é exclusividade das almas desprovidas de talento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-251689039535148614?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/251689039535148614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=251689039535148614&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/251689039535148614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/251689039535148614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/motivacao-e-talento.html' title='Motivação e talento'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TAsPociKM4I/AAAAAAAABKY/JUTAv4XrWr4/s72-c/Por+que+escrevo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-756756864523157650</id><published>2010-06-04T10:56:00.003-03:00</published><updated>2010-06-04T11:06:13.567-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>As certezas e as desilusões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ias atrás, escrevi &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/04/politica-e-futebol.html"&gt;um texto &lt;/a&gt;em que abordava a sucessão presidencial, passando a sensação que tenho de que não sinto tanta diferença entre escolher o candidato tucano ou a candidata do presidente Lula. Se pudesse, não votaria em nenhum deles, mas também não me animo com o discurso de Marina Silva, que aliás, nunca me despertou muito interesse. Votar em branco é uma alternativa que nunca considerei plausível, principalmente pra quem, como eu, sou de uma época em que votar era proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha indecisão é absolutamente sincera. Por desinteresse, ignorância, ceticismo ou todos estes ingredientes juntos, não tenho uma predileção por qualquer um dos candidatos, até mesmo, porque não reconheço em nenhum deles um projeto consistente de governo para o Brasil. Considero, tanto o projeto petista quanto o tucano, como simples planos de detenção de poder e defesa de interesses de grupos restritos e oportunistas, como tem sido ao longo da história republicana do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que não tenho tido disposição para buscar, nos jornais, informação que me oriente, mas por dois motivos acredito que esse interesse não vai se manifestar. Em primeiro lugar, os jornais não informam de maneira imparcial. Alguns até fingem, mas a maioria é escrachadamente partidária, pra um lado ou pra outro. O pouco que vejo e ouço, são manifestações de criticas pessoais, absolutamente hipócritas, em relação ao candidato adversário. Não tenho tanta paciência e reside aí a segunda razão para o meu descaso. Além de tudo isso, os marqueteiros de plantão já estão operando seus milagres e conseguiram sumir com as olheiras da Dilma e ensinaram o Serra a sorrir sem mostrar seus caninos de vampiro. Conseguiram transformar ambos em pessoas simpáticas, coisa que nunca foram, nenhum dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alternativa, seria verificar ao lado de quem cada candidato caminha. Mas aí sim é que as coisas se confundem mais. Afinal, não dá pra confiar em quem anda de mãos dadas com Arthur Virgílio, José Sarney, Renan Calheiros ou Álvaro Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última chance seria olhar pros meus amigos, pessoas em quem confio e das quais não tenho nenhuma dúvida a respeito das intenções. E mesmo ali, encontro uma equânime divisão. Há quem penda para o Serra e quem clame pela Dilma. E enxergo neles, dos dois lados, uma espécie de cegueira que só se explica pela paixão. Uma paixão que faz com que se classifique Serra como o mais selvagem dos ultra-direitistas e Dilma como um gênio da gestão pública. Ou, então, que vejam Lula como um subdesenvolvido analfabeto e Fernando Henrique Cardoso como o maior estadista de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso é verdade. Lula não é santo e Serra não suga o sangue de virgens desamparadas. Dilma nunca foi uma terrorista sanguinária e Fernando Henrique não é o ícone máximo do pensamento moderno mundial. Todos têm certos vícios e muitos pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, minha filha, que vai votar em Dilma, não se conforma que eu tenha alguma dúvida. Mas isso eu consigo entender. Ela tem aquela certeza absoluta que acomete os jovens. Eu também já tive todas as certezas do mundo. Hoje, carrego muitas dúvidas e algumas desilusões. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478917714062203682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TAkGoeRF2yI/AAAAAAAABKQ/ZyecrgKXfkE/s400/dilma_e_serra_candidatos.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-756756864523157650?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/756756864523157650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=756756864523157650&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/756756864523157650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/756756864523157650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/06/as-certezas-e-as-desilusoes.html' title='As certezas e as desilusões'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/TAkGoeRF2yI/AAAAAAAABKQ/ZyecrgKXfkE/s72-c/dilma_e_serra_candidatos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5472243530892173177</id><published>2010-05-15T07:35:00.004-03:00</published><updated>2010-05-15T07:52:37.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Maestria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ez ou outra, invento de ler alguma biografia. Quando cismo em fazer isso, costumo escolher alguma personalidade pela qual eu tenha &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S-55W9UEg3I/AAAAAAAABKA/cW0DpBrfpz0/s1600/tom+jobim.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471444032624558962" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S-55W9UEg3I/AAAAAAAABKA/cW0DpBrfpz0/s400/tom+jobim.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;admiração e de quem eu busque mais informação. Foi assim com Garrincha, Assis Chateaubriant, Carmen Miranda ou Nelson Rodrigues. Todos, personagens que me suscitavam curiosidade. Todos, de quem eu sabia que sabia pouco. E, por causa disso foi que eu relutei em iniciar a leitura da &lt;a href="http://www.jobim.com.br/publics/scabral/scabral.html"&gt;biografia de Tom Jobim&lt;/a&gt;, escrita por Sérgio Cabral. Afinal, eu já li tanta coisa a respeito deste fundamental artista, já ouvi tanto as suas músicas, já me inteirei tanto a respeito da Bossa Nova, que achei que representaria certa perda de tempo, encarar suas mais de 500 páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me surpreendi, duplamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, por que descobri que havia, sobre ele, meia dúzia de histórias desconhecidas completamente por mim, além de perceber que, ler as histórias já conhecidas, com começo, meio e fim e inseridas num contexto e ambiente mais claramente explicitados, é uma experiência muito mais prazerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra surpresa, igualmente positiva, foi descobrir o lado biógrafo de Sérgio Cabral. Já li dezenas de reportagens suas, críticas, comentários, sempre envolvendo a cultura brasileira, sobretudo a nossa música, especialmente o samba. Nunca tinha, entretanto, lido um trabalho biográfico escrito por este jornalista. Gostei muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não tem aquele estilo investigativo, de quem caça os segredos, esmiúça os detalhes, garimpa as histórias, como outros biógrafos como Ruy Castro ou Fernando Morais. Não mantém aquela distância solene e respeitosa do biografado, criando quase uma barreira entre eles. Não. Sérgio Cabral escreve de dentro da história. Escreve com a propriedade de quem conviveu com o objeto de seu estudo, seu personagem, seu ambiente, seu mundo. Isso dá ao texto um sabor diferente. Isso o exime de ter de comprovar, de checar, de cruzar informações. Faz o trabalho como se fosse mero exercício de relembrar momentos especiais, situações prazerosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo isso, ler esta biografia só veio reforçar minha opinião de que, se Carmem Miranda foi a primeira a levar o mundo (e mais especificamente os Estados Unidos) a conhecer a música brasileira, foi Tom Jobim que fez com que os americanos e o mundo todo, passassem a respeitá-la como produto de qualidade superior. Tom Jobim é, sem sombra de dúvidas, um dos compositores brasileiros mais respeitados no mundo inteiro, não só pelos amantes da boa música mas, sobretudo, por aqueles que estão inseridos neste meio, que vivem dela, que fazem dela razão de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, sem dúvida, nosso maestro soberano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kLdEjlnSkGM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kLdEjlnSkGM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5472243530892173177?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5472243530892173177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5472243530892173177&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5472243530892173177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5472243530892173177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/05/v-ez-ou-outra-invento-de-ler-alguma.html' title='Maestria'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S-55W9UEg3I/AAAAAAAABKA/cW0DpBrfpz0/s72-c/tom+jobim.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-127448066489476680</id><published>2010-05-03T19:05:00.001-03:00</published><updated>2010-05-03T19:08:29.215-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>Confissões futebolísticas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;onfesso, eu que tenho deixado muito claro o quanto o futebol deixou de me encantar, há tempos, que voltei a sentir a fisgada da sedução vendo o time do Santos jogar, neste campeonato paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que deixei de assistir a um jogo do meu time para ver um jogo do Santos, que passava no mesmo horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que cheguei a torcer a favor do Santos, num jogo contra o meu time, dada a infinita diferença estética entre o futebol exibido pelos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não havia visto nenhum jogo do Santo André e fui assistir ao primeiro jogo da final, imaginando que os meninos da Vila iriam golear o time do ABC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, no segundo jogo, depois de ver a trave tramar contra o time menor, a arbitragem favorecer o time maior e toda a mídia incensar o de maior torcida, no finalzinho do jogo, torci pelo Santo André.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santos foi campeão e, apesar das lambanças da arbitragem e da covardia do técnico, acho que foi merecido. Apesar do mau-caratismo e da imbecilidade que Robinho e Neymar, respectivamente, exibem fora de campo, mesmo assim, o Santos mereceu ser campeão. E mereceu, sobretudo, pela elegância de Paulo Henrique, o Ganso, este sim, um jogador que nem mesmo a cegueira de Dunga deveria impedir que fosse à África do Sul.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 277px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467168915527817490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S99JKZEX2RI/AAAAAAAABJ4/9PXL6gEW7qc/s400/ganso1.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-127448066489476680?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/127448066489476680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=127448066489476680&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/127448066489476680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/127448066489476680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/05/confissoes-futebolisticas.html' title='Confissões futebolísticas'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S99JKZEX2RI/AAAAAAAABJ4/9PXL6gEW7qc/s72-c/ganso1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5891279251556623174</id><published>2010-04-17T20:27:00.003-03:00</published><updated>2010-04-17T20:36:10.685-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Coisa Rara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;arne de vaca, arroz de festa, mato. São expressões que a gente usa para designar o que é raso, ordinário, não especial. Não necessariamente ruim, apenas, pouco especial. As coisas raras são as que me seduzem, mais ainda quando me surpreendem. É por isso que prefiro sempre um livro, um disco, um show, em que eu receba algo novo, algo que não esteja esperando. Sinto certo enfado, por exemplo, ao assistir a um show recheado de sucessos, ouvir um disco cheio de obviedades, ler autor que prime pela repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra me excitar, além da sedução, só quando, além de raro, a coisa é especial. Há poucas coisas tão especiais quanto a música de Edu Lobo. É muito mais que raro, embora o seja, e muito. Mas é mais. A música de Edu Lobo é elegante, é requintada, é &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S8pEyVL9B7I/AAAAAAAABJo/tjvSVouDhrk/s1600/edu+lobo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461253129611577266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S8pEyVL9B7I/AAAAAAAABJo/tjvSVouDhrk/s400/edu+lobo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;chique. E foi por isso que fiquei ansioso para ouvir seu novo disco, &lt;a href="http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=543"&gt;&lt;em&gt;Tantas Marés&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, lançado depois de ... , quantos anos mesmo? Fui pesquisar em seu &lt;a href="http://www.edulobo.com.br/site/"&gt;site&lt;/a&gt;. O último disco, de 2002, foi para a peça &lt;em&gt;Cambaio&lt;/em&gt;, com músicas dele e de Chico Buarque, com muita gente boa cantando. Antes disso, em 1997, saiu &lt;em&gt;Álbum de Teatro&lt;/em&gt;, uma compilação de músicas, também de Edu e Chico, feitas para peças teatrais e ballets. Voltando um pouco mais, o disco &lt;em&gt;Meia Noite&lt;/em&gt;, excelente, com Edu cantando em todas as faixas, embora nenhuma canção fosse inédita. Disco de Edu Lobo, com músicas novas, o último foi &lt;em&gt;Corrupião&lt;/em&gt;, de 1993. Há 17 anos! Tá aí a explicação pra minha ansiedade. A excitação veio logo em seguida, quando eu percebi que, das 12 faixas, a metade era de inéditas e com letra de Paulo César Pinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo não me sentia tão seduzido por um disco. Ouví-lo foi um êxtase.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=11086377-53b"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=11086377-53b"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=11086377-53b" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Primeira Cantiga (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro) Edu Lobo e Mônica Salmaso&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5891279251556623174?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5891279251556623174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5891279251556623174&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5891279251556623174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5891279251556623174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/04/coisa-rara.html' title='Coisa Rara'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S8pEyVL9B7I/AAAAAAAABJo/tjvSVouDhrk/s72-c/edu+lobo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2882415441062999763</id><published>2010-04-04T14:00:00.002-03:00</published><updated>2010-04-04T14:15:08.287-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>Política e futebol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;este ano, teremos dois eventos muito importantes para nós, o povo brasileiro. 2010 é ano de Copa do Mundo e de eleições para presidente. São dois eventos, entretanto, que não me animam, justamente por que futebol e política são dois assuntos aos quais eu dou extrema importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por gostar muito de futebol, tenho certa cisma com a Copa do Mundo. Me incomoda essa cultura do ganhar a qualquer custo que o espírito desta competição impinge às nossas mentes. Essa coisa da garra e da disciplina tática em detrimento do prazer e da arte. Percebi isso aos 22 anos, quando vi jogar uma seleção que não venceu a disputa, mas encheu meus olhos de admiração. Depois de ver juntos, em campo, Sócrates, Zico, Júnior e Falcão, nunca mais tive o mesmo prazer em uma Copa do Mundo. Nenhuma outra seleção, vencedora ou não, depois daquela, me causou alguma emoção. Sei que sou diferente. Sei que sou como um ser extra-terrestre por gostar mais de futebol bem jogado do que de títulos de campeão. Fazer o que? Sou assim, simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito de política, também. Tenho extrema convicção de que é através dela que podemos construir um mundo melhor, mais justo, mais equilibrado. Abomino as formas de governo que suprimem a liberdade política com o argumento da governabilidade. Por isso mesmo, sou avesso às ditaduras, sejam elas de direita ou de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora aprecie o jogo da política, o processo eleitoral é o que eu menos gosto, até porque vira um clima de campeonato, um processo de ganhar a qualquer custo, muito parecido com o da Copa do Mundo. Principalmente, nos últimos tempos, em que o marketing virou ciência, em que a imagem pasteurizada dos candidatos, com seus sorrisos super brancos, seus punhos cerrados, suas mangas arregaçadas, são mais eloqüentes que suas idéias ou seus planos de governo. Sem falar no posicionamento da mídia, tão tendenciosa, para um lado e para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais e revistas adotam posição de apoio e de crítica aos candidatos segundo suas convicções e interesses. Não vejo muito mal nisso. Ruim é quando os fatos são falseados, as informações manipuladas, os interesses escondidos. Revestida de sua tradicional pose, a Folha de São Paulo critica duramente o atual governo, tentando atingir Dilma. A Veja faz a mesma coisa. Não me oponho a que a imprensa critique, creio que é esta uma de suas principais funções. Estaria no papel dela, se não tratasse com tanto carinho o ex-governador de São Paulo, principal oponente da ex-ministra. Caminho inverso faz a revista Carta Capital, que bate em Serra como a sua polícia bate em bandido e releva qualquer deslize do governo federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da mídia mais poderosa e entrando nos blogs mais conhecidos, temos de um lado, Reinaldo Azevedo espinafrando Lula e a sua candidata e, do outro, Paulo Henrique Amorim tratando Serra como se fosse o maníaco do parque. Ambos, sem nenhuma preocupação em ser, minimamente, elegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando-se a isso, o equilíbrio que as pesquisas estão mostrando (fica fora a última pesquisa do Vox Populi, vergonhosamente tendenciosa em seu método) indica que o embate será bem parelho e feio, como uma final entre Itália e França, decidida nos pênaltis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, além da disputa não animar, ela também não incomoda, até porque não vejo tanta diferença assim entre os candidatos. Poderia ser muito pior. Poderia ser Alckmin ou Arthur Virgílio contra Marta Suplicy ou Mercadante. Poderia ser o DEM contra o PSOL. Poderia ser muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra e Dilma são, ambos, autoritários e antipáticos. Os marqueteiros de plantão irão se encarregar de torná-los mais palatáveis à massa que se informa pela televisão. Serra terá que se esmerar para não bater em Lula, que goza de popularidade inédita a um presidente em final de mandato. Dilma, por seu lado, terá que se manter agarrada a Lula e não largar mais até outubro, novembro. Essa é sua herança. Como se vê, disputa folgada só haveria se o candidato fosse o próprio Lula. Aliás, fosse ele o candidato, teria meu voto. Não sendo, minha escolha poderá ir para Dilma ou para Serra, tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de Lula. Simpatizo com a pessoa e admiro o político. Simpatia e admiração que, entretanto, nunca foram suficientes para calar minhas eventuais críticas ao seu governo. O que tem me incomodado, nesses 8 anos de governo Lula, é, justamente, esse clima de torcida de futebol. Ou se critica tudo nele, ou trata-se o presidente como um santo. Nem uma coisa nem outra. E, se de um lado, ao elogiar o governo encontro pela frente uma turma preconceituosa que só enxerga em sua figura o nordestino de origem pobre e detestável (àqueles olhos), do outro, ao criticá-lo encontro outra turma, me patrulhando, como se isso fosse blasfêmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco me importa quem vai vencer as eleições. Só uma coisa, porém, me alivia. Acho que vou poder falar mal do governo com um pouco mais de tranqüilidade. Afinal, o que pode ser mais prazeroso de se fazer na frente de uma cerveja gelada, num boteco bem imundo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456331346531543586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S7jIc2bXaiI/AAAAAAAABJg/SLQB6j7_C30/s400/lula+jogando+futebol.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2882415441062999763?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2882415441062999763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2882415441062999763&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2882415441062999763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2882415441062999763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/04/politica-e-futebol.html' title='Política e futebol'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S7jIc2bXaiI/AAAAAAAABJg/SLQB6j7_C30/s72-c/lula+jogando+futebol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4430421557483703402</id><published>2010-04-03T10:56:00.006-03:00</published><updated>2010-04-03T11:20:52.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O baianismo e os norte-americanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S7dKAPMjV7I/AAAAAAAABJY/DmSWJed2v6M/s1600/coracao+vagabundo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455910841522280370" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S7dKAPMjV7I/AAAAAAAABJY/DmSWJed2v6M/s400/coracao+vagabundo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; filme &lt;em&gt;Coração Vagabundo&lt;/em&gt;, produzido por Paula Lavigne é, fundamentalmente, um meio de veiculação para o ego de Caetano Veloso. Tem lá seus encantos, como a fotografia bem cuidada e a trilha sonora, recheada de músicas cantadas por ele, sobretudo as do disco &lt;em&gt;A foreign sound&lt;/em&gt;, o último do baiano de que eu gostei, com um repertório desigual de músicas norte-americanas em que mistura Cole Porter e Gershwin a Kurt Cobain e Bob Dylan. Eu preferiria que fossem apenas Standards de jazz e, sobretudo, que não tivesse bobagens como &lt;em&gt;Diana&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Feelings&lt;/em&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao filme, a condução da câmera, pelas mãos do diretor Fernando Grostein Andrade, acaba sendo apenas um trabalho braçal, já que segue, fielmente, os passos de Caetano e acaba, por fim, servindo de palanque para que ele possa falar sobre seu assunto preferido, ou seja, ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado momento, logo no início, o compositor evoca seu baianismo e faz um paralelo entre a sua importância no cenário da música brasileira e a dos, também baianos, Dorival Caymmi e João Gilberto. Achei isso interessante e, ao longo do filme, enquanto Caetano destilava sua verve, eu fiquei pensando no assunto. De fato, penso que os três tiveram uma participação decisiva, revolucionária, até, na nossa música. Três baianos, em diferentes momentos da história, com João Gilberto recebendo influência de Caymmi e Caetano sendo o que não seria, caso não tivesse existido os outros dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos três terem vindo da Bahia e se colocado, de forma categórica, no cenário musical brasileiro, dominado sempre pelo eixo Rio-São Paulo, estes artistas estabeleceram, cada um ao seu modo, uma relação com a música dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caymmi, dos três, o que interagiu menos com os norte-americanos, talvez seja o único a inserir uma marca, por conta da música &lt;em&gt;O que é que a baiana tem&lt;/em&gt;, cantada por Carmem Miranda, e que acabou dando o tom do que seria a imagem do Brasil no imaginário daquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto morou quase 20 anos nos Estados Unidos numa relação simbiótica, quase parasitária, cujo objetivo sempre foi usufruir das benesses daquele mercado. Estabeleceu-se em solo americano sem, no entanto, integrar-se àquela sociedade. Diz-se, talvez com alguma má fé, que nunca aprendeu a falar inglês com fluência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de Caetano com os Estados Unidos é de exagerada admiração. Isso fica claro no filme e já é bem conhecido de quem acompanha sua carreira e tem ouvido o que ele fala sobre o assunto. A mim, incomoda um pouco essa quase submissão, essa assunção da condição de colonizado, de subdesenvolvido. Caetano lida bem com essa convicção de atraso que ele tem, da nossa sociedade, em relação à da América do Norte. O que me espanta não é isso, mas, sim, que essa convicção se estenda, também, à nossa música, que ele considera menor, comparada à do norte do continente. Gosto muito de certo tipo de música americana, muito provavelmente diferente do tipo de música americana que encanta Caetano. Mas isso não tem importância. Isso é questão de gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa questão, aliás, fico mais na linha do que compôs um baiano que veio antes de Caymmi e que foi cantado por baianos que vieram depois de Caetano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10958501-018"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10958501-018"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10958501-018" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Brasil Pandeiro (Assis Valente) – Novos Baianos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4430421557483703402?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4430421557483703402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4430421557483703402&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4430421557483703402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4430421557483703402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/04/o-baianismo-e-os-norte-americanos.html' title='O baianismo e os norte-americanos'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S7dKAPMjV7I/AAAAAAAABJY/DmSWJed2v6M/s72-c/coracao+vagabundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7001269522239812173</id><published>2010-03-20T18:53:00.002-03:00</published><updated>2010-03-20T19:18:16.369-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inclassificável'/><title type='text'>Amor e posse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;erder alguma coisa material tem a sua dor. É uma dor amena, ao menos pra mim. Já passei por isso algumas vezes. Certa vez, esqueci um livro numa sala de espera de dentista. A dor foi mais pelo que deixei de ler e pela ruptura da continuidade do prazer que já experimentara, do que pelo valor do livro, propriamente dito. Curiosamente, vim a comprar um outro exemplar dele, algum tempo depois, mas nunca retomei sua leitura. Ficou, mesmo, como uma perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, emprestei um disco a um amigo e não mais o reouve devido a uma dupla amnésia, a do amigo que deve tê-lo colocado em sua estante por descuido e a minha, que não me lembrei qual foi o amigo contemplado pelo empréstimo sem volta. A dor, neste caso, foi amenizada pela certeza que o bom amigo passou a regozijar-se com boa música, já que, assim como só tenho bons amigos, sempre só tive bons discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor maior, a mais pungente, é a perda de algo que nos falte ao sentimento, algo pelo que sintamos carinho, algo pelo qual sintamos amor. Algo que tenha uma história, construida ao longo de muitos anos. Aí, a sensação é maior do que a de perda. A sensação é a de vazio, um vazio que parece que nunca mais vai ser ocupado novamente. Talvez o tempo amenize essa dor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7001269522239812173?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7001269522239812173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7001269522239812173&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7001269522239812173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7001269522239812173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/03/amor-e-posse.html' title='Amor e posse'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3232672900742129117</id><published>2010-03-18T20:57:00.007-03:00</published><updated>2010-03-19T00:27:26.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O Rio e o choro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ada pior do que viver mal informado. E confesso, ultimamente, ando com tanta preguiça que pouco interesse tenho tido nos assuntos que pululam nos nossos dias. Mas eis que, de repente, sou tomado de assalto por essa pendenga a respeito dos royalties do pré-sal, envolvendo os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todo mundo falando, manifestações nas ruas do Rio, o governador Sérgio Cabral ora chorando ora indignado. Podia tentar me informar, ler como um louco a &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S6LAHNXzMOI/AAAAAAAABJQ/H_bXUcCBtwU/s1600-h/sergio_cabral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450129729152823522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S6LAHNXzMOI/AAAAAAAABJQ/H_bXUcCBtwU/s400/sergio_cabral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;respeito do assunto, mas a preguiça me cria barreiras, ata minhas pernas, embota meus olhos. E aí, quando não se tem informação suficiente, só há duas ferramentas pra encarar a questão. Uma é usar a intuição e a segunda é dar uma olhada em quais são as pessoas que estão defendendo um lado e outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A primeira opção é a mais perigosa, já que a intuição pode trair a gente, danada que ela é. Além do mais, a intuição sempre funciona melhor quando está acompanhada de fortes convicções a respeito de todas as coisas. E nesse aspecto, admito, ando meio fraquinho. Se ainda fosse no tempo dos meus 30 anos, quando eu tinha as certezas mais absolutas a respeito de tudo, mas hoje, beirando os 50, não tenho certeza de nada. Virei, de novo, aprendiz. Só que aprendiz preguiçoso, que é o pior tipo que pode existir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, meu sentimento vai na direção de achar que não é pelo fato de uma riqueza ser produzida numa determinada região que as pessoas das outras partes do país não devam usufruir dela. Tenho essa mania meio antiquada de crer que a riqueza deve ser dividida com todo mundo. Mania fora de moda, reconheço. Mas se for só pela intuição e pelo sentimento, absolutamente desprovido de informação e sem nenhum saco de pensar muito no assunto, minha tendência é a de achar que os lucros da exploração do petróleo não devem ficar concentrados somente nas regiões produtoras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sei que isso é pouco pra segurar qualquer discussão, embora não esteja nos meus planos discutir esse assunto com ninguém. Estou, sinceramente, pouco me lixando pra o tema. Mas, mesmo assim, reconheço que meus argumentos são fracos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Resta, portanto, a segunda opção. Resolvo, então, prestar atenção em quem é que está esbravejando contra a emenda do Ibsen Pinheiro e vejo, de cara, o Arnaldo Jabor e o Reinaldo Azevedo. Isso não deveria bastar, mas acabou bastando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, munido do que consegui formular utilizando estas duas precárias ferramentas, tendo a concluir que a riqueza deva ser distribuída de maneira mais igualitária entre todos, preservando o direito das regiões produtoras de terem seus custos cobertos. É uma conclusão bem simplista, simplória até, bem sei. Mas, como já deixei claro, não tenho nenhuma intenção de descer tão profundamente nesta questão quanto as profundezas do pré-sal. É só intuição. Intuição e faro.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3232672900742129117?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3232672900742129117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3232672900742129117&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3232672900742129117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3232672900742129117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/03/o-rio-e-o-choro.html' title='O Rio e o choro'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S6LAHNXzMOI/AAAAAAAABJQ/H_bXUcCBtwU/s72-c/sergio_cabral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7656948788569335607</id><published>2010-03-16T21:17:00.008-03:00</published><updated>2010-03-16T21:33:41.659-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Bar do Cação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ontinuando a singela participação no &lt;a href="http://www.comidadibuteco.com.br/botecosparticipantes.php?i=9"&gt;Comida Di Buteco &lt;/a&gt;em Campinas, antes que o evento acabe, fomos ao bar do Cação comer o camarão empanado. Talvez por excesso de expectativa, acabei ficando um tanto decepcionado com a iguaria. O camarão é enorme, não há como negar, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S6AidR4r5tI/AAAAAAAABJI/AKgjjFlktg0/s1600-h/bar+do+ca%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; FLOAT: left; HEIGHT: 80px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449393435531011794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S6AidR4r5tI/AAAAAAAABJI/AKgjjFlktg0/s400/bar+do+ca%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;mas, talvez, até por isso mesmo, não é nenhum espetáculo. Mas também não é ruim, levou uma nota 8. Mais que o 6 que eu dei pra coxinha e menos do que o 9 que o joelho de porco mereceu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espetéculo, mesmo é o chopp Brahma, meu preferido, de longe. Estava no ponto ideal, temperatura perfeita, cremosidade criminosa. Um néctar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O bar me pareceu bem honesto e o cardápio bastante instigante. Tem muita coisa interessante. Só não tem cação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devemos voltar lá pra provar algum dos escondidinhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7656948788569335607?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7656948788569335607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7656948788569335607&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7656948788569335607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7656948788569335607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/03/bar-do-cacao.html' title='Bar do Cação'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S6AidR4r5tI/AAAAAAAABJI/AKgjjFlktg0/s72-c/bar+do+ca%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8501715502757418575</id><published>2010-03-14T12:28:00.003-03:00</published><updated>2010-03-14T12:33:37.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Lá do Paraná</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão Paulo e Rio de Janeiro nos impõem uma hegemonia cruel na área da música popular. Embora a Bahia tenha gerado tantos talentos, de João Gilberto aos Novos Baianos, passando pelos antigos, os Doces Bárbaros, esses talentos, todos, só foram mostrados ao Brasil depois que migraram para o eixo Rio-São Paulo. E isso se repete, ali e acolá, com artistas de todos os cantos. Essa hegemonia, forçada pelo poder econômico, acaba nos impedindo de ver, ouvir e conhecer muita gente boa, de talento, que não tem oportunidade de se mostrar ou não tem assim tanta fome de fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S50BK_VudzI/AAAAAAAABI4/toiK1U8rVIE/s1600-h/Rogeria+Holtz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448512412501047090" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S50BK_VudzI/AAAAAAAABI4/toiK1U8rVIE/s400/Rogeria+Holtz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Por tudo isso, me encho de alegria quando descubro algum artista novo ou, ao menos, que eu não conhecia. Foi o caso de Rogéria Holtz que, apesar de paulista, radicou-se no Paraná e lá, vem tentando firmar uma carreira. E em seu segundo disco, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=731929&amp;amp;tit=Rogeria-Holtz-lanca-o-CD-No-Pais-de-Alice-com-cancoes-de-Alice-Ruiz"&gt;&lt;strong&gt;No país de Alice&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, resolveu cantar parte da obra de Alice Ruiz, outra paranaense de quem, aliás, já falei &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2007/12/ouvir-poesia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no disco, parcerias de Alice Ruiz com Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Zeca Baleiro, Zé Miguel Wisnik e Alzira Espíndola, entre outros. Este amplo espectro de compositores possibilita percebermos que a cantora detém considerável versatilidade. O acompanhamento prima pelo básico, guitarra, baixo e bateria, eventualmente um teclado, sem invencionices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Rogéria Holtz é grave, lembrando, às vezes, a de Zélia Duncan, de quem também me agrada muito o timbre. E como Alice tem esta fauna diversa de parceiros, o disco é também bastante diversificado, embora ao longo das faixas o que impera são as baladas de levada bem pop, umas mais leves, outras mais ligeiras. Não é, definitivamente, meu tipo predileto de música, mas não posso negar que causa certo prazer ficar a ouvi-lo. Não há uma faixa espetacular, mas, no todo, o disco encaixa muito bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10759234-7ab"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10759234-7ab"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10759234-7ab" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Virtual (Alice Ruiz – Zé Miguel Wisnik)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8501715502757418575?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8501715502757418575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8501715502757418575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8501715502757418575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8501715502757418575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/03/la-do-parana.html' title='Lá do Paraná'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S50BK_VudzI/AAAAAAAABI4/toiK1U8rVIE/s72-c/Rogeria+Holtz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7704502350455674945</id><published>2010-03-06T20:24:00.007-03:00</published><updated>2010-03-06T20:39:16.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Comida di buteco em Campinas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;niciou ontem o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Comida di Buteco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em Campinas. Este evento, originado em Belo Horizonte, onde acontece há dez anos, começou com uma idéia simples, a de eleger a melhor comida servida entre os incontáveis botecos da capital mineira. A idéia fez sucesso, virou evento e acabou sendo exportada para outras cidades. Ganhou site, organização e regras. Tenho um certo pé atrás quando se colocam muitas regras em manifestações naturais e como boteco é um assunto muito sério, fico,então, com os dois pés atrás. Tenho medo quando as coisas viram moda e boteco, definitivamemte, não combina com modismos. Boteco é lugar pra encontrar os amigos de verdade ou pra ir sozinho curtir dor de cotovelo. É lugar pra apreciar mulher bonita e pra falar mal do governo. É, enfim, lugar pra lamber os beiços e encher a cara, sem ter que se preocupar se está fazendo bonito ou feio. Boteco é o último reduto do homem livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, o concurso, em Campinas, já começou e vai durar 2 semanas. 20 botecos participam e eu não sei qual foi o critério para a seleção, mas me parece inacreditável que o City Bar, meu preferido, não esteja na lista. A relação deles, com os petiscos concorrentes, pode ser encontrada no &lt;a href="http://www.comidadibuteco.com.br/botecosparticipantes.php?i=9"&gt;site do evento&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não preciso de um motivo pra ir a um boteco, com motivo foi mais fácil ainda. Provavelmente, não irei a todos, nestes quinze dias, mas já fui em dois deles, um ontem e outro hoje. Não conhecia, ainda, nenhum dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estar bem perto de casa, fomos, ontem, ao Bar da Coxinha. O lugar me decepcionou. Ostentando este nome, o mínimo que eu esperava era que o acepipe principal da casa fosse &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S5LnCZq6hOI/AAAAAAAABIw/ZdevnDHQUDU/s1600-h/coxinha.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 131px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445668927880987874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S5LnCZq6hOI/AAAAAAAABIw/ZdevnDHQUDU/s400/coxinha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;irrepreensível. Achei abaixo da média e nem acho que uma coxinha mediana precise ser espetacular. O recheio estava bom, mas a massa era molenga e a fritura encharcada. Quem é do ramo saberia como trazer esta iguaria bem sequinha à nossa mesa. Um lugar aprazível, bem boteco de bairro, onde as pessoas podem ir a pé tomar uma cerveja honesta, mas deveria, obrigatoriamente, oferecer uma coxinha de primeira, ou mudar o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fomos ao Rei do Joelho. Ao chegar, já simpatizei com a casa: é a minha cara. Abrindo o cardápio, um texto do amigo Bruno Ribeiro, tecendo loas ao local, me deixou ainda mais animado. Pedimos o joelho à pururuca. O que comemos foi bem melhor do que imaginava. Já &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S5Lk4jaXVSI/AAAAAAAABIo/oYwlIe9FI_U/s1600-h/Joelho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 390px; FLOAT: right; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445666559673980194" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S5Lk4jaXVSI/AAAAAAAABIo/oYwlIe9FI_U/s400/Joelho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;comi muito joelho de porco, nas nossas terras e em terras alheias. Arrisco-me a dizer que este seja o melhor entre os que já digeri. A salada de batata que o acompanha é fundamental. A mostarda utilizada mostra que o responsável pela cozinha sabe bem o que está fazendo. Até o azeite que a Clélia, a mais crédula das crédulas, pediu era bom, soterrando, mais uma vez, minha falta de fé na raça humana. Saímos de lá satisfeitos e felizes. Para aqueles que cultuam a comida leve, sugiro que fujam com a mesma tenacidade com que eu fujo de um prato de alface. É comida pra iniciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modismos à parte, o evento, pelo menos, acabou servindo pra me dar assunto pro blog. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7704502350455674945?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7704502350455674945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7704502350455674945&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7704502350455674945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7704502350455674945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/03/i-niciou-ontem-o-comida-di-buteco-em.html' title='Comida di buteco em Campinas'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S5LnCZq6hOI/AAAAAAAABIw/ZdevnDHQUDU/s72-c/coxinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7328857826960724329</id><published>2010-02-16T10:22:00.004-02:00</published><updated>2010-02-16T15:08:48.620-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A Fita Branca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ue o ser humano é o animal com maior capacidade de cometer atrocidades contra elementos da mesma espécie eu não tenho a menor dúvida. É um bicho capaz de torturar, escravizar, vingar-se e, mais do que tudo, sentir prazer com isso. Por essa razão é que eu sempre encaro expressões como humanidade ou humanismo, com uma visão muito mais negativa do que a maioria das pessoas tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história está recheada de acontecimentos que atestam a capacidade que temos de cometer atrocidades contra nossos semelhantes, muitas vezes revestidas de legalidade, como a escravidão, impingida aos africanos após a descoberta do novo continente, 500 anos atrás, ou os métodos utilizados pelo Império Romano para controlar as populações das terras conquistadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a coisa é antiga, nos é mais fácil ter uma perspectiva histórica. Quando é coisa relativamente nova, envolvendo pessoas do mesmo tempo que o nosso, aí fica um gosto amargo na boca, uma constatação de que somos mesmo capazes de atos e atitudes vis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os eventos mais recentes, um que sempre me intrigou foi o nazismo. Custa-me entender como um povo, relativamente culto e educado, como o alemão do meio do século passado, pôde deixar-se envolver e conduzir ou, mais do que isso, ser condutor de um regime que culminou com o holocausto. Tentando entender como isso possa ter acontecido, procuro, constantemente, compreender a gênese do povo alemão. Procuro observar o alemão de hoje, aproveitando as oportunidades que tenho, com boa freqüência, de viajar para aquele país, já há mais de 15 anos. Confesso que as muitas observações que faço, mais me confundem do que trazem conclusões. Na verdade, conhecer o alemão de hoje pouco ajuda a entender o que aconteceu mais de 50 anos atrás. Mais elucidativo seria, talvez, conhecer o alemão de antes das guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3qPDX4BJsI/AAAAAAAABIY/kMIngmZ_ogs/s1600-h/fita+branca+2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438816788114646722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3qPDX4BJsI/AAAAAAAABIY/kMIngmZ_ogs/s400/fita+branca+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Pois o filme &lt;em&gt;A Fita Branca&lt;/em&gt; de Michael Haneke nos proporciona, exatamente, uma percepção de como era a população numa época anterior à primeira guerra mundial, retratando a vida numa pequena aldeia alemã. Estão lá presentes a rígida educação, baseada na disciplina, e o estímulo à delação, marcas incontestáveis do regime do Terceiro Reich. Mais forte do que tudo isso, há o olhar duro, sem doçura, das crianças. É inevitável perceber que serão aquelas crianças que, num futuro próximo, vão conduzir o regime nazista até onde ele chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é lento, quase parado. Filmado em preto e branco, bem escuro, sua fotografia ajuda muito a mostrar o ambiente dentro do qual se formatou o regime que construiu nossa história mais recente e forjou o mundo em que vivemos hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7328857826960724329?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7328857826960724329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7328857826960724329&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7328857826960724329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7328857826960724329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/fita-branca.html' title='A Fita Branca'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3qPDX4BJsI/AAAAAAAABIY/kMIngmZ_ogs/s72-c/fita+branca+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-460163283001165001</id><published>2010-02-12T10:21:00.006-02:00</published><updated>2010-02-12T18:47:04.386-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Risco e prazer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á falei &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/nossa-vida-com-graca.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, há algum tempo, o quanto imagino ser difícil conviver com a obrigação de escrever crônica todo santo dia. E falei, também, como é perigoso comprar livros de crônicas &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3VI94OKmvI/AAAAAAAABII/T4mjra2YTCo/s1600-h/ubaldo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437332353020762866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3VI94OKmvI/AAAAAAAABII/T4mjra2YTCo/s400/ubaldo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de autores famosos, correndo o risco de perceber que os textos já haviam sido lidos nos jornais. Por isso mesmo, foi com muita atenção que comprei &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=563"&gt;O Rei da Noite&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de João Ubaldo Ribeiro. Tive o cuidado de ler, ainda na livraria, o início de vários textos, para ver se não os conhecia, já que tive, no passado, o hábito de ler sua coluna no Estadão. Como não leio o Estadão há muito tempo (sempre preferi a Folha, embora esta já não me satisfaça), este risco mostrou-se mínimo. Comprei o livro, portanto, com segurança. Foi uma sábia decisão, percebi depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito mais do Ubaldo escritor de crônicas do que do escritor de romances. Na verdade, só li, dele, dois romances: &lt;em&gt;A Casa dos Budas Ditosos&lt;/em&gt;, da coleção Plenos Pecados, tratando da luxúria, foi penoso de ler. Não foi por sentimento puritano, já que não tenho nada contra erotismo e nem mesmo a pornografia. Achei o livro ruim, só isso. O outro romance que li foi &lt;em&gt;Sargento Getúlio&lt;/em&gt;, baseado no qual, achei o filme melhor. Pelo menos pela minha ótica, isso não é uma grande virtude para um livro. Provavelmente por causa destas duas experiências malsucedidas, O livro &lt;em&gt;Viva o Povo Brasileiro&lt;/em&gt; repousa preguiçoso e virgem na minha estante há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crônicas de Ubaldo, entretanto, sempre me agradaram muito, como me agrada vê-lo falar em entrevistas na televisão. Seus textos são rápidos e, principalmente, não são datados. Isso é muito raro. Nada pior que uma crônica que só tem vigor quando lida numa época específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro, &lt;em&gt;O Rei da Noite&lt;/em&gt;, teve o poder de me proporcionar bastante prazer. E é, fundamentalmente, o prazer que eu busco quando compro livros de crônicas, seja do Ubaldo, do Veríssimo ou do Cony. Compro, mesmo sabendo dos riscos que corro. Afinal, quanto maior o risco, mais prazerosa pode ser uma empreitada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-460163283001165001?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/460163283001165001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=460163283001165001&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/460163283001165001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/460163283001165001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/risco-e-prazer.html' title='Risco e prazer'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3VI94OKmvI/AAAAAAAABII/T4mjra2YTCo/s72-c/ubaldo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-427608060361150796</id><published>2010-02-10T16:06:00.006-02:00</published><updated>2010-02-12T10:32:39.125-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Maturidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3L2E7xXReI/AAAAAAAABH4/dNiBY2LgPZE/s1600-h/Zimbo+1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 153px; FLOAT: left; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436678264814257634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3L2E7xXReI/AAAAAAAABH4/dNiBY2LgPZE/s400/Zimbo+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oi quando atingi a maioridade que saiu este disco. Eu o comprei sem pestanejar, atestando assim, possivelmente, que atingira a maturidade. Pelo menos a musical, já que em outros aspectos talvez nunca a atinja. Assim espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao disco, foi num tempo em que, depois de flertar com o rock americano e namorar com os Beatles, apaixonei-me, de vez, pela música brasileira, aquela que se convencionou chamar de MPB, até cair nos braços do samba, este sim, meu grande amor. Nesta alternância, um tanto volúvel, um tanto promíscula, de amores, acabei descobrindo o jazz e o que era pra ser uma aventura fortuita, virou um romance duradouro. Hoje, posso dizer que acaricio meus ouvidos com samba, MPB e jazz, não necessariamente nesta ordem, mas com clara predominância do primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco do Zimbo Trio reúne tudo isso. O grupo tem formação típica de trio de jazz americano, piano, baixo acústico e bateria. Sua música, entretanto é muito mais do que jazz, já que a maneira com que sempre lidou com ritmo e divisão nunca estará ao alcance dos músicos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1964 teve a mesma formação por pelo menos 35 anos. Em 2001, com a saída do baixista Luis Chaves, falecido em 2007, o piano de Amilton Godoy e a bateria de Rubens Barsotti agregaram outro componente. Confesso que nunca ouvi a formação nova. Talvez nunca venha a fazê-lo, já que tenho certa má vontade com mudanças de componentes de grupos musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi com a aquisição deste &lt;a href="http://loronix.blogspot.com/2007/09/zimbo-trio-zimbo-trio-1978.html"&gt;disco&lt;/a&gt; (pelo que sei, nunca foi lançado em CD) que virei gente grande, pelo menos em termos musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10437417-e15"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10437417-e15"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10437417-e15" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bebê (Hermeto Paschoal) com Zimbo Trio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-427608060361150796?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/427608060361150796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=427608060361150796&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/427608060361150796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/427608060361150796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/f-oi-quando-atingi-maioridade-que-saiu.html' title='Maturidade'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S3L2E7xXReI/AAAAAAAABH4/dNiBY2LgPZE/s72-c/Zimbo+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2981143890659795263</id><published>2010-02-06T00:59:00.003-02:00</published><updated>2010-02-06T01:15:12.033-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Teimosia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;enho tremenda má vontade com a atriz Audrey Tatou. Na verdade, não gostei da maioria dos filmes que ela fez e naqueles que gostei, desgostei de seu desempenho. Cabe aqui uma exceção, o filme &lt;em&gt;Bem me quer, mal me quer&lt;/em&gt;, que achei interessante. Especialmente, detestei &lt;em&gt;O Fabuloso destino de Amelie Poulain&lt;/em&gt;, filme incompreensivelmente incensado por todos e que tornou a atriz conhecida fora da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, era de se esperar que eu odiasse o filme &lt;a href="http://wwws.br.warnerbros.com/cocoavantchanel/"&gt;&lt;em&gt;Coco antes de Chanel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, sobretudo por tratar da vida de alguém que alcançou enorme notoriedade no mundo da moda, um dos assuntos pelos quais tenho mais desprezo na vida. De fato, dou um valor exageradamente pequeno a este tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teimosamente, fui ver o filme mesmo assim. Surpreendentemente, gostei dele. Gostei do filme e do trabalho da atriz. Primeiramente, por não tratar quase nada de moda. E no que tratou, foi para mostrar o quanto revolucionária foi esta mulher. Nem todas as revoluções são feitas para libertar. A dela foi. Foi feita para libertar as mulheres dos espartilhos, dos penduricalhos, dos balangandãs exagerados. Sua revolução deu dignidade às mulheres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 398px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434962135349931762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2zdRDU7LvI/AAAAAAAABHw/ztDZwuObORk/s400/coco+chanell+1.jpg" /&gt;O que mais me interessou no filme foi ver a vida sofrida na Europa do início do século XX, com sua elite desprezível e preconceituosa, sobretudo na França, a mesma coisa que já mostrou o filme &lt;em&gt;Piaf – Um hino ao amor&lt;/em&gt;, do qual já falei por &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2007/10/programa-triplo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. E se em Piaf a vida era sufocante, em &lt;em&gt;Coco antes de Chanel&lt;/em&gt;, o que chama a atenção é a falta de esperança, falta de esperança no amor, sobretudo. A fase áurea de Coco Chanel, no filme, não é mostrada. Por sorte. Eu teria muito tédio em assistir a um filme que falasse de moda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2981143890659795263?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2981143890659795263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2981143890659795263&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2981143890659795263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2981143890659795263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/teimosia.html' title='Teimosia'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2zdRDU7LvI/AAAAAAAABHw/ztDZwuObORk/s72-c/coco+chanell+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8855689631381248126</id><published>2010-02-05T10:23:00.001-02:00</published><updated>2010-02-05T10:27:00.158-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Exagero e abuso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.losabrazosrotos.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;braços partidos&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, o último filme de Pedro Almodóvar é puro exagero. Ele exagera no uso de clichês, exagera nas roupas, exagera nas cores. Exagera na maneira frenética com que os personagens encadeiam os diálogos para desencadear a trama. E usando o artifício do filme dentro do filme, chega ao delírio nos diálogos insanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o exagero é a maior virtude de Almodóvar. Ninguém lida melhor com isso do que ele e, nesse filme, esse exagero acaba dando num resultado delicioso. Sou fã incondicional de Pedro Almodóvar, não tenho vergonha de confessar. Fazia tempo, porém, que não me divertia tanto com um filme seu. O último que me tocou foi &lt;em&gt;Volver&lt;/em&gt;, do qual escrevi &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2006/11/de-novo-almodvar.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, onde também falei que não haviam me encantado &lt;em&gt;Má educação&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Fale com ela&lt;/em&gt;. Abraços Partidos, porém, me agradou ainda mais. Não ao ponto de &lt;em&gt;Ata-me&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Mulheres à beira de um ataque de nervos&lt;/em&gt;. Isso não deve acontecer mais, nem comigo, nem com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior exagero do filme, esse sim, quase insuportável, é a beleza de Penélope Cruz. É mais que um exagero. Chega a ser um abuso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434734674921078658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2wOZHMrP4I/AAAAAAAABHo/Ke7Y-srPeK8/s400/penelope+cruz+desnuda+2.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8855689631381248126?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8855689631381248126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8855689631381248126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8855689631381248126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8855689631381248126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/exagero-e-abuso.html' title='Exagero e abuso'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2wOZHMrP4I/AAAAAAAABHo/Ke7Y-srPeK8/s72-c/penelope+cruz+desnuda+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3427424687096927320</id><published>2010-02-04T17:52:00.006-02:00</published><updated>2010-02-05T10:28:21.163-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Nuvens esparsas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão me lembro se foi Gilberto Gil ou outro artista que, em seu depoimento no filme, fez um paralelo entre o samba e o baião, como os dois únicos ritmos genuinamente populares brasileiros. Nunca tinha pensado nisso, mas a coisa faz sentido. Foi no pós-guerra, quando uma enxurrada de ritmos estrangeiros invadiu nosso país e quando o samba mais autêntico enfrentava preconceituosa resistência de nossa elite, que, através de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, o baião ganhou o país e depois o mundo. Luiz Gonzaga, o rei do Baião, ficou na mente de todos. É reverenciado, até hoje, por várias gerações de músicos importantes que reconhecem a influência que foi exercid&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smbbbKx5I/AAAAAAAABHQ/uoeSa8-YD3g/s1600-h/humberto+teixeira+cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434479628012668818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smbbbKx5I/AAAAAAAABHQ/uoeSa8-YD3g/s400/humberto+teixeira+cartaz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;a por sua música. Mais do que isso, a marca de Luiz Gonzaga ficou fixada, de forma indelével, na vida do povo brasileiro. Tão importante quanto o velho Lua, para a disseminação deste ritmo, foi seu grande parceiro Humberto Teixeira. E como ocorreu com Guilherme de Brito e Vadico, que tiveram reconhecimento muito menor que seus parceiros Nelson Cavaquinho e Noel Rosa, respectivamente, Humberto Teixeira ficou relegado a um plano inferior, apesar da fundamental importância. O filme &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.ohomemqueengarrafavanuvens.com.br/"&gt;O Homem que engarrafava nuvens&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; vem para reafirmá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o ano 2000, sua filha, a atriz Denise Dumont, que mora em Nova York, vem-se encarregando de resgatar suas memórias, promovendo shows e artigos em jornais e revistas sobre a importância de sua obra, nos ensina Ricardo Cravo Albin em seu &lt;a href="http://www.dicionariompb.com.br/"&gt;Dicionário da Música Popular Brasileira&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smqWOZCeI/AAAAAAAABHg/uodBxi0Bj2U/s1600-h/humberto+teixeira+1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434479884314937826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smqWOZCeI/AAAAAAAABHg/uodBxi0Bj2U/s400/humberto+teixeira+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em 2002, idealizou o projeto que culminou com um show no teatro Rival, Rio de Janeiro, em que vários artistas importantes apresentaram clássicos compostos por ele. O show, gravado ao vivo, virou o CD &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=48"&gt;O doutor do baião&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; lançado pela gravadora Biscoito Fino. E agora, neste filme dirigido por Lirio Ferreira, é ela a responsável pela produção e quem conduz os depoimentos, dando, ela mesma, o seu próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas cenas do show são utilizadas no filme, mas as imagens mais instigantes são as do Rio de Janeiro da década de 50. São muitas cenas, muitas imagens, muitos depoimentos e muitos sons. Informações esparsas, como nuvens, que o diretor, com muita sensibilidade, conseguiu engarrafar em quase duas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smjXuckTI/AAAAAAAABHY/WBXXQ0hZ4H8/s1600-h/denise-dumont.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434479764458737970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smjXuckTI/AAAAAAAABHY/WBXXQ0hZ4H8/s400/denise-dumont.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Resumindo, são quase duas horas do mais puro prazer. Prazer por ouvir boa música e por rever Denise Dumont, que tanto me encantou na adolescência, seja em filmes de qualidade duvidosa, seja nas páginas de revistas masculinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10378364-b36"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10378364-b36"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10378364-b36" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Respeita Januário (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Lenine &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3427424687096927320?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3427424687096927320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3427424687096927320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3427424687096927320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3427424687096927320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/nuvens-esparsas.html' title='Nuvens esparsas'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2smbbbKx5I/AAAAAAAABHQ/uoeSa8-YD3g/s72-c/humberto+teixeira+cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2642705069419970357</id><published>2010-02-03T13:15:00.003-02:00</published><updated>2010-02-03T13:22:49.431-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Como nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; principal virtude do filme &lt;em&gt;Procurando Elly&lt;/em&gt; é desmanchar a imagem estereotipada que a mídia ocidental tenta nos passar do povo do oriente médio. Feito no Irã, o filme nos mostra pessoas absolutamente normais, com sonhos e excitações, algumas delas chulas (a maioria), como os que temos cá no ocidente. O único ponto que chama a atenção é o fato das mulheres ficarem cobertas dos pés à cabeça, o tempo todo, até mesmo quando entram no mar. Mesmo isso, entretanto, acaba nos parecendo absolutamente normal, após alguns minutos de exibição da fita, colaborando, positivamente, para o nosso exercício de tolerância com o que nos é diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434036870011584066" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2mTvhVqfkI/AAAAAAAABHI/AENwh_Y89O0/s400/procurando+elly+1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem um marco, exatamente na metade, quando um fato importante altera o comportamento dos personagens, até então, efusivo e alegre. A partir deste ponto, a trama passa a mostrar o quanto as pessoas tentam se esquivar de qualquer situação incômoda e começam a manejar a culpa como um instrumento de opressão. Se o comportamento da primeira metade do filme me incomoda, apesar de positivo, mas, justamente pela minha má vontade com estas situações de alegria imensa e exagerada, na segunda parte, regozijei com o filme, já que o comportamento negativo, absolutamente egoísta das pessoas, me pareceu muito mais próximo dos sentimentos sinceros do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria exagerada me incomoda. Me parece um artifício desonesto que as pessoas utilizam para convencer, a si próprias e aos outros, que na vida está tudo bem. Na vida nunca está tudo bem. A vida da gente é sempre feita de momentos de alegria e de tristeza, de consternação e de beleza, de fulgor e tédio. E são estas vicissitudes que a tornam rica e a nós, capazes de levá-la, para o lado que queremos. Quando nos enganamos e nos tornamos artificialmente alegres, deixamos de ser sujeitos para ser coadjuvantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encaramos uma situação traumática, entretanto, e temos a possibilidade de enfrentá-la e matar nossos fantasmas, recorremos, freqüentemente, às ferramentas de autodefesa, dentre as quais, apontar o indicador pra frente é das mais utilizadas. E é isso o que passa a ocorrer na segunda metade do filme, em que cada personagem se apura em imputar culpas alheias, na tentativa de repassar o problema em lugar de tentar resolvê-lo. E nessa hora, mais uma vez, o filme mostra que os iranianos são exatamente iguais a nós.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2642705069419970357?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2642705069419970357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2642705069419970357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2642705069419970357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2642705069419970357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/02/como-nos.html' title='Como nós'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2mTvhVqfkI/AAAAAAAABHI/AENwh_Y89O0/s72-c/procurando+elly+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-650166692357327867</id><published>2010-01-30T19:00:00.002-02:00</published><updated>2010-01-30T19:08:07.792-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>A melhor opção nas terras do Barão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O bairro de Barão Geraldo tem muitas atrações gastronômicas, como eu já escrevi &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2008/12/q-uando-viemos-de-so-paulo-7-anos-atrs.html"&gt;num texto&lt;/a&gt;, aqui do blog. Faltava, entretanto, um lugar especial, daqueles que a gente tem vontade de voltar e voltar sempre, daqueles que dá ânsia de ser freqüentador assíduo. Agora não falta mais. Abriu, há uma semana, o Almanaque Café, na Avenida Albino José de Oliveira, a principal do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma decoração apurada e um chope de primeiríssima qualidade, o local passa a ser, de longe, a melhor opção para tomar uns gorós e comer uns acepipes. Chamado de café, eu chamaria de boteco, com todo orgulho que causa ostentar esta palavra. É um boteco dos bons, com os donos atentos, preocupados com o bom andamento da casa. Três dos proprietários fazem parte do ótimo grupo musical Bons Tempos. Eles são do ramo, pois já comandaram, no passado, outro bar homônimo, de grande sucesso na cidade. O bom atendimento dos garçons denota um treinamento esmerado onde se consegue perceber a mesma mão com que o Elder comandou a equipe do Deck Sousas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432641485026558082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2SepbMPAII/AAAAAAAABHA/yY13HfqFUMM/s400/almanaque+2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;A casa tem lotado todos os dias, desde que abriu. Sei disso, pois passo todo dia em frente, voltando do trabalho. Dá uma vontade insuportável de parar. Nunca parei. Afinal, que graça teria ir ao bar sem minha trupe. Pois ontem, depois do trabalho, fomos lá, Clélia, Cecília e eu. Estava lotado, mas foi suportável a espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter um palco, a casa ainda não conta com música ao vivo, coisa que será alterada daqui a algum tempo, como me disse o Niltinho. Isso, certamente, irá melhorar, mais ainda, o clima da casa, já que essa turma entende deste riscado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto da casa, entretanto, é o cardápio. Tudo muito criativo e delicioso. Não é pra menos, já que de uma cozinha capitaneada pelo Caco Piccoli, o chefe mais inspirado da cidade, não costuma sair nada que não seja, pelo menos, sublime. Um dos caldos, o Iemanjá, feito de peixes e frutos do mar, é muito mais que sublime. É perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em tempo: A &lt;a href="http://eptv.globo.com/emc/GFOT,0,3,294,almanaque+cafe.aspx"&gt;foto&lt;/a&gt; utilizada para ilustrar este post foi surrupiada do ótimo blog &lt;a href="http://eptv.globo.com/blog/?http://eptv.globo.com/blog/blog.asp?id=16"&gt;Na Rua&lt;/a&gt;, da jornalista Marina Avancini, cuja descoberta foi recente.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-650166692357327867?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/650166692357327867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=650166692357327867&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/650166692357327867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/650166692357327867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/melhor-opcao-nas-terras-do-barao.html' title='A melhor opção nas terras do Barão'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2SepbMPAII/AAAAAAAABHA/yY13HfqFUMM/s72-c/almanaque+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8685524405309324262</id><published>2010-01-28T01:09:00.001-02:00</published><updated>2010-01-28T01:16:40.030-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Viajante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É comum ficarmos irritados quando algum estrangeiro (sobretudo os americanos) faz confusão e acha que a capital do Brasil é Buenos Aires ou Bogotá. Achamos isso um grande desrespeito. Onde já se viu desconhecer um país tão importante como o nosso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, pouquíssimos de nós sabem qual é a capital da Mongólia, da Malásia, do Casaquistão, da Noruega, do Suriname ou de Belize. E não achamos que isso seja algum desrespeito. Afinal, nenhum destes países é tão importante quanto o nosso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, temos a mania de nos acharmos mais importantes do que os outros. E somos assim, tanto nacionalmente quanto no âmbito regional. Os paulistas se acham mais trabalhadores, os sulistas se acham mais sérios, os baianos se acham mais alegres, os cariocas os mais espertos. Nós, brasileiros, somos os maiorais. Tudo isso é uma grande bobagem. Há gente especial e gente babaca em qualquer lugar do mundo. Infelizmente, aliás, a babaquice impera em todo canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente viaja muito, depois daquela fase de comparações, quando parece que todo lugar é pior ou melhor do que o lugar em que vivemos, começamos a entender as diferenças e a aceitá-las com mais naturalidade. É a partir deste ponto que as viagens começam a ser mais proveitosas, sejam elas a passeio ou a trabalho. A partir deste ponto, a gente começa a entender a maneira das pessoas lidarem com as situações, a aceitar o sabor das coisas que elas comem, a extrair prazer da vida que se leva em qualquer lugar. É a partir deste ponto que a gente deixa de ser turista para ser viajante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2EBTL-1NSI/AAAAAAAABGw/kti_6pipOFI/s1600-h/ebano.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 140px; FLOAT: right; HEIGHT: 208px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431624054730994978" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2EBTL-1NSI/AAAAAAAABGw/kti_6pipOFI/s400/ebano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;E é com este espírito, o de viajante, sem preconceitos e, principalmente, sem julgamentos, que foi escrito o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11447"&gt;Ébano – Minha vida na África&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, pelo jornalista polonês Ryszard Kapuściński. As reportagens são escritas a partir de experiências específicas, sem seguir uma seqüência cronológica ou uma divisão regional. Assim, os textos acabam mostrando uma região absolutamente fragmentada com regiões desconectadas entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África é um grande mistério para a maioria de nós. Pra quem vê de muito longe, parece um grande continente com uma identidade única. Quando se olha mais de perto, vemos uma região que foi dividida por uma leva de colonizadores estrangeiros, impondo a cada divisão uma demarcação linear e artificial. Porém, se penetrarmos profundamente na história e, principalmente, na realidade africana, vamos entender que essa divisão, na verdade, foi um aglutinamento traumático de mais de 10 mil povos e nações completamente independentes entre si, cada um com sua língua, seus costumes, suas crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Kapuściński escancara, de forma peremptória, a capacidade de tirania que tem o ser humano e mostra que esta capacidade vai muito além da questão da discriminação racial. Mostra, claramente, como se deu, ao longo do tempo, o domínio agressivo do branco europeu sobre a população de maioria negra, mas, indo mais longe, mostra o histórico de opressão e violência entre povos de etnias e culturas diferentes, mesmo quando negros, todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virtude principal do livro, entretanto, é fazer todas as narrativas, com um profundo respeito pela população africana, aceitando seus costumes e tradições. Assim, consegue assimilar sua cultura e compreender melhor o mundo que retrata. E, com isso, comporta-se como o mais inteligente viajante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8685524405309324262?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8685524405309324262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8685524405309324262&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8685524405309324262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8685524405309324262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/viajante.html' title='Viajante'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S2EBTL-1NSI/AAAAAAAABGw/kti_6pipOFI/s72-c/ebano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4021138550341987106</id><published>2010-01-21T04:35:00.010-02:00</published><updated>2010-01-21T08:16:21.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Saudades de São Bernardo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;esde que me mudei para a região de Campinas, procurei me aplicar na tarefa de descobrir os lugares que me falavam alguma coisa. Tenho descoberto muitas coisas sobre as quais já falei em diversos textos sobre a &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/03/desvendando-campinas.html"&gt;cidade&lt;/a&gt; ou o &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2008/12/q-uando-viemos-de-so-paulo-7-anos-atrs.html"&gt;bairro&lt;/a&gt; onde moro. Desde o começo destes tempos campineiros, me surpreendeu minha percepção de que não tinha tanta saudade de São Bernardo do Campo, cidade onde morei desde os 9 anos de idade. Não falo da saudade das pessoas. Esta existe, é claro, saudade da família e dos amigos. Falo de saudade da cidade e dos lugares que me fazem falta. Essa falta não se fez sentir profundamente, mas, pensando bem, a saudade existe sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBC25t3BI/AAAAAAAABGQ/qSxgU9pPY-o/s1600-h/costela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429090499404094482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBC25t3BI/AAAAAAAABGQ/qSxgU9pPY-o/s400/costela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se penso bastante nisso, consigo lembrar-me de alguns lugares. São lugares para os quais eu procuro voltar, sempre que tenho a oportunidade de viajar para lá. Glutão que sou, estou falando de restaurantes, evidentemente. Uma das saudades, que consegui compensar é do restaurante &lt;a href="http://www.costelaecia.com.br/lojas.html"&gt;Costela &amp;amp; Cia&lt;/a&gt;, já que encontrei &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2006/11/comida-boa-em-indaiatuba.html"&gt;semelhante&lt;/a&gt; em Indaiatuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de mais tradicional, em São Bernardo, são os restaurantes do bairro Demarchi, especializado em frango com polenta. Freqüentei estes restaurantes desde criança, aos domingos, com a família, que procurava uma opção que não &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBI1Z1GPI/AAAAAAAABGY/Uzg411lOaHU/s1600-h/frango+com+polenta.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429090602081130738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBI1Z1GPI/AAAAAAAABGY/Uzg411lOaHU/s400/frango+com+polenta.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;doesse no bolso e que agradasse a alma. Naquele tempo eram espaços bem pequenos e o frango e a polenta eram, praticamente, os únicos pratos oferecidos. Pedir uma porção de batatas fritas era uma temeridade e o que se recebia na mesa, intragável. Hoje são grandes potências, estes restaurantes, com uma variedade imensa de pratos, mas quando vou lá, fico mesmo é no velho frango a passarinho ao alho e óleo. Meu preferido, dentre tantos, é o restaurante &lt;a href="http://www.restaurantesaojudas.com.br/"&gt;São Judas Tadeu &lt;/a&gt;que faz o melhor frango com polenta frita do mundo, estou seguro disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBTeKyuyI/AAAAAAAABGg/z_LxFd7KgUk/s1600-h/Rabada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429090784822606626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBTeKyuyI/AAAAAAAABGg/z_LxFd7KgUk/s400/Rabada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É possível comer frango com polenta, também, no &lt;a href="http://www.seligasaobernardo.com.br/restaurante_gaia.htm"&gt;Restaurante do Gaia&lt;/a&gt;, que fica na mesma região. Mas lá, o que vale mesmo a pena é comer rabada. Para fazer isso, há que se ir almoçar numa quinta ou sexta-feira. É um restaurante que começou modesto, baratíssimo, e que tinha o objetivo de atender os operários da fábrica Volkswagen, que fica naquele bairro. Ganhou fama e ganhou preço alto a sua comida que continua, entretanto, excepcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBc2ID-XI/AAAAAAAABGo/_0sfQk2YORY/s1600-h/pao+com+bolinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429090945872427378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBc2ID-XI/AAAAAAAABGo/_0sfQk2YORY/s400/pao+com+bolinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A saudade mais braba, mesmo, talvez, seja a do &lt;a href="http://www.bardobolinho.com.br/"&gt;Bar do Bolinho&lt;/a&gt;, justamente por que foi pra lá que eu nunca voltei depois da mudança de cidade. Só de pensar nisso fico assustado. Faz quase dez anos que não como um pão com bolinho! Parece que agora ficou moderninho. Até endereço na internet o boteco tem, com mesa e cadeiras pra gente se sentar. No meu tempo, a gente comia mesmo era em pé, na calçada. Pão com bolinho e queijo, e um vinagrete estupidamente apimentado. Isso sim dá saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, pensando bem, há outras saudades, sim. Menos fortes, algumas, e outras, de lugares que já não existem mais.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4021138550341987106?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4021138550341987106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4021138550341987106&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4021138550341987106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4021138550341987106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/saudades-de-sao-bernardo.html' title='Saudades de São Bernardo'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1gBC25t3BI/AAAAAAAABGQ/qSxgU9pPY-o/s72-c/costela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4600259406896447196</id><published>2010-01-16T18:37:00.001-02:00</published><updated>2010-01-16T18:41:09.789-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Revirando-se no túmulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenho uma auto-reconhecida má vontade com as modernidades em geral. Já fui chamado de mal-humorado, por causa disso, coisa que, provavelmente, sou mesmo. Tenho procurado, então, exercitar mais &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1IkN8amDVI/AAAAAAAABGI/JFDXsDFvyQg/s1600-h/Thedy+Correa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427440322909441362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1IkN8amDVI/AAAAAAAABGI/JFDXsDFvyQg/s400/Thedy+Correa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;minha capacidade de tolerância e foi com esse espírito que resolvi ouvir o disco de um tal Teddy Correa chamado Loopcinio em que canta clássicos de Lupicínio Rodrigues. Antes de ouvir, dei uma pequena olhada na internet e descobri que o moço é vocalista de uma banda chamada Nenhum de Nós da qual, sinceramente, nunca ouvi falar. Li também que, no disco, ele fazia uma “releitura” da obra de Lupicínio, inserindo uma levada mais moderna às músicas do homem. Isso me arrepiou, já que tenho certa aversão a esta coisa de releitura. Mesmo assim, resolvi arriscar, já que naquele momento estava de bom humor, estado de espírito que se alterou imediatamente, após poucos segundos de audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que resolvi ouvir, de cara, a faixa com a música que eu mais gosto do grande compositor gaúcho. E se eu tinha me arrepiado com a idéia, meu corpo todo estremeceu quando meus tímpanos captaram aquela blasfêmia. Sou obrigado a confessar que não ouvi a faixa até o fim. Por isso, vou achar compreensível que vocês não consigam fazê-lo quando clicarem no comando colocado aí embaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10191993-93b"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10191993-93b"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10191993-93b" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;"&gt;(Nervos de Aço com Teddy Corrêa)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando Jamelão, o grande intérprete de Lupicínio, ouvindo esta barbaridade. Fiquei imaginando Noite Ilustrada, do qual tenho um disco lindo, cantando, com sua voz elegante, as canções do mestre. Certamente choraria de desgosto. Mais do que isso, fiquei imaginando o próprio Lupicínio, dando voltas no caixão, urrando de ódio, protestando contra esta heresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que ouvir este disco, ou melhor, ouvir um trecho desta faixa, me causou profunda azia. Dois envelopes de sal de frutas não foram suficientes pra me curar. Fui obrigado, então, a buscar correndo, este remédio, mais do que isso, este antídoto aí embaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10191862-eea"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10191862-eea"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10191862-eea" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Nervos de Aço com Paulinho da Viola)&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4600259406896447196?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4600259406896447196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4600259406896447196&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4600259406896447196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4600259406896447196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/revirando-se-no-tumulo.html' title='Revirando-se no túmulo'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S1IkN8amDVI/AAAAAAAABGI/JFDXsDFvyQg/s72-c/Thedy+Correa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4575203876603368430</id><published>2010-01-10T11:52:00.003-02:00</published><updated>2010-01-10T11:55:43.786-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Bolo solado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á receitas que, se seguidas à risca, parecem não ter chance de o negócio dar errado. Os ingredientes estão certos, os procedimentos corretos, a temperatura do forno, tudo perfeito, conforme a receita e, ao fim, o bolo sola. Faltou alguma coisa e não sabemos o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com música pode acontecer a mesma coisa. Pegue-se um repertório irrepreensível, daqueles que ninguém, com todos os parafusos na cabeça, tem coragem de questionar. Um repertório mais que respeitável, produto de primeira. Junte-se, no mesmo caldeirão, uma cantora especial, afinada, timbre bonito, voz forte. Para temperar, um grupo de músicos muito mais que competente. Gente do quilate de Cristóvão Bastos, Alceu Maia, Victor Biglione, Luciana Rabello e Robertinho Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S0ncOiOMAZI/AAAAAAAABGA/n2n9rG00mlU/s1600-h/selma.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 130px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425109368407064978" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S0ncOiOMAZI/AAAAAAAABGA/n2n9rG00mlU/s400/selma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Pois foi com todos estes ingredientes que se produziu o disco &lt;em&gt;A Minha Homenagem ao Poeta da Voz&lt;/em&gt;, de &lt;a href="http://www.selmareis.com.br/"&gt;Selma Reis&lt;/a&gt;, cantando músicas de Paulo César Pinheiro. E não é que o bolo solou? O vatapá embolou, o pão não cresceu. Tudo certo: repertório, cantora, músicos. Só que não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantar os sucessos de Paulo César Pinheiro pode parecer fácil, mas não é. A principal dificuldade, talvez, esteja, exatamente, na comparação com as gravações consagradas. Assim como o poeta têm inúmeros parceiros fixos, há intérpretes para os quais suas músicas caem como uma luva. Ninguém canta suas parcerias com Eduardo Gudin como a cantora Márcia. Os sambas que fez com Mauro Duarte ficam insuperáveis na voz de Clara Nunes. O conjunto MPB4 é o melhor canal para ouvir as músicas feitas com Maurício Tapajós, e os sambas de João Nogueira, nada melhor que ouvi-los com o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não se trata de um disco intragável. Mas é como aquele bolo que ficou mais ou menos, aquele que a gente até come um segundo pedaço, só pra agradar o dono da festa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4575203876603368430?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4575203876603368430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4575203876603368430&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4575203876603368430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4575203876603368430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/h-receitas-que-se-seguidas-risca.html' title='Bolo solado'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S0ncOiOMAZI/AAAAAAAABGA/n2n9rG00mlU/s72-c/selma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7909708454317185141</id><published>2010-01-05T19:03:00.003-02:00</published><updated>2010-01-05T19:29:01.354-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Arte em segundo plano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estreou ontem, na Rede Globo, o especial &lt;em&gt;Dalva e Herivelto – uma canção de amor&lt;/em&gt;, sobre a vida da cantora Dalva de Oliveira e do compositor Herivelto Martins. Produção bem cuidada, seu primeiro episódio já mostrou que a minissérie irá abordar muito mais a dramática vida pessoal dos protagonistas do que a música brasileira, que entrará, apenas, como pano de fundo. É uma pena, já que, pelo menos pra mim, a intimidade das pessoas famosas é muito menos importante que a obra que elas legam à posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herivelto foi um compositor muito importante da nossa música, tendo sido responsável por vários clássicos de nosso cancioneiro, como &lt;em&gt;Praça Onze&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Isaura&lt;/em&gt; ou a imbatível &lt;em&gt;Ave Maria no Morro&lt;/em&gt;. Dalva foi uma cantora de enorme popularidade, nas décadas de 1940 a 1960, tendo emplacado sucessos absolutos como &lt;em&gt;Tudo acabado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Kalu&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Bandeira Branca&lt;/em&gt;, talvez o mais emblemático deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, ao que tudo indica, esta obra será coadjuvante na minissérie. Isto é compreensível, já que vivemos numa época em que a mídia valoriza, sobremaneira, aquilo que acontece na vida pessoal das, hoje chamadas, celebridades. É a preponderância da personalidade em detrimento da arte, a exposição exagerada da imagem e das fofocas, é a era dos paparazzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Esteves e Fábio Assunção estão bastante convincentes nos papéis principais, ambos muito bonitos, beleza muito superior aos personagens na vida real. Mas, como a vida real interessa mais se for revestida de glamour, até isso está dentro do combinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, sinceramente, que, nos próximos episódios, a música tenha um pouquinho mais de espaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10045735-2fb"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10045735-2fb"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10045735-2fb" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Ave Maria no morro (Herivelto Martins)&lt;br /&gt;Trio de Ouro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423370626596896114" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S0Ou2cOYfXI/AAAAAAAABF4/xsQpDmRV2do/s400/trio+de+ouro.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7909708454317185141?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7909708454317185141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7909708454317185141&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7909708454317185141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7909708454317185141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/arte-em-segundo-plano.html' title='Arte em segundo plano'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/S0Ou2cOYfXI/AAAAAAAABF4/xsQpDmRV2do/s72-c/trio+de+ouro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6914127606125721240</id><published>2010-01-02T00:39:00.008-02:00</published><updated>2010-01-06T05:15:12.075-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Uma coisa leva a outra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s Beatles aconteceram antes de eu me conhecer musicalmente. O conjunto nasceu na mesma época que eu e terminou quando eu começava a me interessar por música. Na verdade, eu me interessei, primeiramente, por John Lennon. Lennon me levou aos Beatles e os Beatles me levaram a Paul McCartney. Virei maníaco dos 3. Sendo assim, minha beatlemania foi póstuma. Esse som me interessa até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, a TV tocava pouca música, ou, pelo menos, era pouca a música que me interessava. Lembro-me de que a única coisa que chamava minha atenção, na TV, eram os festivais, no canal 7. Esse interesse ficaria guardado para mais tarde. Na realidade, a música entrava em minha alma através do rádio e a rádio que eu ouvia só tocava música pop americana. Daí meu interesse pelos Bee Gees (na fase pré-discoteca) ou por Elton John, por exemplo. Dei uma leve flertada com o rock, mas isso acabou logo, já que, um pouco mais tarde, uns 3 ou 4 anos depois, meu ouvido migrou, radicalmente, na direção da música brasileira. Resquício da lembrança dos festivais, recuperei o interesse em Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano e Gil. E esse interesse me levou à Bossa Nova, como Lennon me levara aos Beatles. E a Bossa Nova tornou-se minha outra mania póstuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a Bossa Nova que girou meu ouvido de volta na direção da música americana, mas não mais à música pop. Minha atenção voltou-se ao som que influenciara aquele movimento brasileiro. Passei a ouvir Sinatra e Ella Fitzgerald, cantando músicas de Cole Porter, Irving Berlin, Gershwin, entre outros. E é essa, a música americana que me interessa, até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sz6zPWUMHuI/AAAAAAAABFo/6vmvR_94TbE/s1600-h/nego.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421968077670325986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sz6zPWUMHuI/AAAAAAAABFo/6vmvR_94TbE/s400/nego.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo isso pra falar do disco &lt;a href="http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=502"&gt;&lt;em&gt;Nego&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, em que standards da música americana, com versões de Carlos Rennó, são apresentados por cantores brasileiros dos mais diferentes matizes. É possível ouvir Erasmo Carlos cantando &lt;em&gt;Summertime&lt;/em&gt;, de Gershwin, ou Olívia Hime cantando &lt;em&gt;White Christmas&lt;/em&gt;, de Irving Berlin, por exemplo. Tudo com letras em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, nutri má vontade com versões, de uma forma geral. Sempre tive a firme convicção de que dificilmente gostaria de alguma. As de Carlos Rennó, entretanto, me agradam. Desde que ouvi sua versão para &lt;em&gt;My heart belongs to Daddy&lt;/em&gt; (Eu sou é do papai), de Cole Porter, gravada por Vânia Bastos, em 1986, minha má vontade com as versões ganhou um porém. Depois, veio o disco &lt;a href="http://www1.uol.com.br/cancoesversoes/"&gt;&lt;em&gt;Cole Porter, George Gershwin - Canções, Versões&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, em que inaugurou a fórmula de Nego. É sempre bom quando alguma coisa vem derrubar as nossas convicções, principalmente as mais firmes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9994646-bb8"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9994646-bb8"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9994646-bb8" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;MEU ROMANCE (MY ROMANCE)&lt;br /&gt;Autor: Richard Rodgers / Lorenz Hart / versão: Carlos Rennó&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6914127606125721240?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6914127606125721240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6914127606125721240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6914127606125721240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6914127606125721240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2010/01/uma-coisa-leva-outra.html' title='Uma coisa leva a outra'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sz6zPWUMHuI/AAAAAAAABFo/6vmvR_94TbE/s72-c/nego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3817905578757814249</id><published>2009-12-31T09:37:00.013-02:00</published><updated>2009-12-31T10:40:27.513-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>Outro balanço – Futebol brasileiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; desfecho do campeonato brasileiro teve, ao menos, duas virtudes. A primeira foi a de desmistificar a idéia de que, pra ser campeão, o clube tem de ser bem administrado, gerido como uma empresa, organizado profissionalmente e pagar os salários em dia. Todos disseram, ao longo do campeonato, coisas assim. Vaticinaram a vitória do Palmeiras, depois do São Paulo e por fim, do Internacional. Fosse assim, o Flamengo teria feito companhia ao Fluminense e ao Botafogo na luta para escapar do rebaixamento e o meu São Paulo teria erguido a taça pela quarta vez consecutiva. Por sorte, o futebol consegue nos surpreender e, por isso, nos dar prazer. Isso não quer dizer que se possa continuar avacalhando as coisas como alguns clubes insistem em fazer. Se tudo continuar como está, o Flamengo vai levar mais 17 anos para ser campeão novamente. Se não inovar, a nova presidente, Patrícia Amorim, vai ver seu time fazer um papel medíocre em 2010. Aliás, pelo que tudo indica, Vasco, Fluminense e Botafogo irão continuar rondando as últimas colocações do campeonato. Nada dá algum sinal de que as diretorias destes clubes terão comportamento diferente do que vêm tendo nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda virtude deste campeonato foi a queda do salto alto dos técnicos professores doutores. A vitória de Andrade sobre Luxemburgo ou Muricy, lavou a alma de quem se enoja com a prepotência e arrogância que imperam neste meio. Há séculos que Tostão vem sustentando que, principalmente a imprensa, dá, aos técnicos, muito mais importância do que eles efetivamente têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu lado, vou continuar vendo futebol com os olhos nostálgicos e melancólicos. Nostalgia de um tempo em que jogar bola era uma forma de fazer arte. Afinal, para um são-paulino que teve a oportunidade de ver jogar Roberto Dias, Pedro Rocha ou Dario Pereyra, dói, mortalmente, ver seu time depender de gols do Washington. A melancolia fica por conta da convicção de que isso não volta mais. Vou continuar achando o jogo bonito mais importante do que o jogo vencido e, como 2010 será ano de copa, tenho certeza que, mesmo que a seleção brasileira vença, vou continuar preferindo a de 82, a que mais me emocionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por absoluta falta de talento para falar mais sobre o assunto, fica este samba de Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro, que talento têm de sobra:&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9982688-589"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9982688-589"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9982688-589" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Samba bom de bola - Moacyr Luz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Fazer samba é que nem jogar bola&lt;br /&gt;Na rua, no campo ou no quintal&lt;br /&gt;Tem que ter malícia, jogo de cintura,&lt;br /&gt;Ginga, malandragem e coisa e tal&lt;br /&gt;Um bom samba é que nem um gol feito&lt;br /&gt;Depois dos noventa e na final&lt;br /&gt;Com a mão do juiz encerrando a partida&lt;br /&gt;Pro grande delírio da geral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um samba bom é que nem o Pelé dando lençol&lt;br /&gt;É que nem o Brasil consagrado penta campeão de futebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogar bola é que nem fazer samba&lt;br /&gt;É que nem batucar feito o Marçal&lt;br /&gt;Tem que ter cadência, ter letra bonita,&lt;br /&gt;Encarando o Noel no pau-a-pau&lt;br /&gt;Um bom jogo é que nem escutar&lt;br /&gt;O Cartola, o Ismael e o Dorival&lt;br /&gt;Com a escola querida vencendo o desfile&lt;br /&gt;Ganhando o troféu do carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogo bom é que nem o balanço do João&lt;br /&gt;É que nem a batida do samba do Baden tocando violão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E como samba bom é igual a gol bonito, sempre vale a pena ouvir de novo. Ei-lo cantado por dois craques:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9982711-ac7"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9982711-ac7"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9982711-ac7" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Samba bom de bola - Teresa Cristina e Junior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyaFd6H00I/AAAAAAAABFY/FBT0ZeIjNL4/s1600-h/junior-e-moa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 295px; FLOAT: left; HEIGHT: 221px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421377470165668674" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyaFd6H00I/AAAAAAAABFY/FBT0ZeIjNL4/s400/junior-e-moa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyaRdDjEKI/AAAAAAAABFg/3kcJ1ki-grg/s1600-h/Teresa+e+junior.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 296px; FLOAT: right; HEIGHT: 222px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421377676095197346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyaRdDjEKI/AAAAAAAABFg/3kcJ1ki-grg/s400/Teresa+e+junior.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyYA527N4I/AAAAAAAABFQ/DwXi0HoQBFM/s1600-h/Teresa+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyXx2tjFXI/AAAAAAAABFI/O5Z9CrFqg7E/s1600-h/junior-e-moa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyYA527N4I/AAAAAAAABFQ/DwXi0HoQBFM/s1600-h/Teresa+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyYA527N4I/AAAAAAAABFQ/DwXi0HoQBFM/s1600-h/Teresa+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3817905578757814249?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3817905578757814249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3817905578757814249&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3817905578757814249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3817905578757814249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/12/outro-balanco-futebol-brasileiro.html' title='Outro balanço – Futebol brasileiro'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SzyaFd6H00I/AAAAAAAABFY/FBT0ZeIjNL4/s72-c/junior-e-moa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5943769123754700268</id><published>2009-12-30T23:19:00.003-02:00</published><updated>2009-12-31T08:25:05.500-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Balanço oportuno – Governo Lula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ncomoda uma atual dicotomia a respeito do presidente Lula. Há os que o idolatram e creditam a ele tudo o que de bom tem acontecido ao país, isentando-o de qualquer mal. Já àqueles que o criticam sem critério, os aspectos positivos de nossa vida devem-se exclusivamente aos humores do mercado, aos fenômenos da natureza ou aos desígnios divinos e, todos os malefícios debitam-se da conta de seu governo ou sua forma de governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havemos de ser justos. Ou se credita a ele tudo de bom e tudo de mal que nos ocorre ou acreditamos que o nosso mundo é uma bola que anda sozinha, acertando o gol, a trave ou sumindo pela linha de fundo, sem que ninguém a direcione. Quisera eu viver num mundo em que esta segunda opção fosse possível. Seria bom que nosso país fosse sólido o suficiente para voar imune às turbulências ou aos humores do piloto. Não é. Talvez, nenhum seja. Rendo-me, então, a reconhecer sua responsabilidade em muito do que se passa de positivo no Brasil, assim, como lhe impinjo as culpas de parte do que anda mal em nossa nação. Prefiro assim. Quero reconhecer seus méritos sem idolatrá-lo, já que abomino ídolos, e quero poder criticá-lo sem cair na armadilha do preconceito. Uma e outra coisa são o que mais se vê por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem critica Lula é, basicamente, a classe média. A população mais pobre percebeu uma sensível melhora em seu padrão de vida e associa essa melhora ao governo. Se essa associação é pertinente ou não, pouco importa. A classe dominante tem levado a sua vidinha como sempre levou. Banqueiros, megaempresários, grandes empreiteiros, estão todos numa situação muito confortável, nada mudou. Lula se elegeria muito facilmente, caso pudesse ser candidato, hoje. Afinal, agrada a classe pobre e não desagrada a classe dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temporada eleitoral já se inaugurou há tempos e anda a todo vapor. Lula emplacou Dilma dentro do partido e Serra conseguiu vencer, meio na marra, é verdade, as principais resistências entre os tucanos. Será uma disputa ferrenha. Dilma tende a crescer mais e virar gente grande. Deve brigar pau a pau com Serra. Marina e Ciro devem continuar insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há grande diferença entre Dilma e Serra, mas há grandes semelhanças entre eles, também. Aliás, as semelhanças entre Dilma e Serra são maiores que as semelhanças entre cada um deles e seus respectivos aliados. O mais natural seria Dilma e Serra estarem na mesma trincheira e do outro lado do campo de batalha, na outra trincheira, o PMDB estar ao lado dos Demos. Os tipos de farinha estariam mais bem acomodados dentro de cada saco. Já foi assim, no passado. Faz tempo que não é mais. Já passamos desta fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma, não vai ser tão fácil eleger Dilma. Afinal, a candidata não tem o prestígio que o Presidente goza em relação à classe pobre. Também não tem a confiança que Lula conquistou junto à classe dominante. Aliás, uma confiança que a classe rica não deposita em Serra. Talvez confiem menos nele do que na candidata governista. Com isso, na eleição de 2010 a classe média pode ter um papel mais importante. Quem souber tratá-la com perspicácia, pode se dar bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421204375556652050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Szv8qCPY_BI/AAAAAAAABEw/jfZ1OruNwG8/s400/lula-serra-dilma2.jpg" border="0" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5943769123754700268?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5943769123754700268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5943769123754700268&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5943769123754700268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5943769123754700268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/12/balanco-oportuno-governo-lula.html' title='Balanço oportuno – Governo Lula'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Szv8qCPY_BI/AAAAAAAABEw/jfZ1OruNwG8/s72-c/lula-serra-dilma2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-487229240062150344</id><published>2009-12-16T10:25:00.003-02:00</published><updated>2009-12-16T10:39:31.336-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Motivos para assistir Julie &amp; Julia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; título deste post não é o que parece ser. Não, eu não estou tentando convencer ninguém a assistir este filme. Cinema é uma coisa muito séria pra gente ficar indicando para os outros. Ao que se refere o título são os &lt;strong&gt;meus&lt;/strong&gt; motivos para assisti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal deles é que se trata de uma comédia romântica. E eu, tenho que confessar, gosto de comédias românticas. Sei que, em geral, são fúteis, idiotas e previsíveis. Pois quanto mais fútil, mais idiota, mais previsível, mais eu gosto. Não tem uma justificativa, não tem perdão. É uma falha de caráter, eu sei, entre tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretora é Nora Ephron, craque neste tipo de filme. São dela &lt;em&gt;Sintonia de amor&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Mens@gem para você&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Feiticeira&lt;/em&gt;, entre outras bobagens, algumas deliciosas. Conta, como protagonistas, com Meryl Streep e Amy Adams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar que tenho alguma má vontade com Meryl Streep. Sei que ela já ganhou 2 Oscars e foi indicada uma dúzia de vezes. Mas tenho má vontade com ela. Acho-a exagerada, quase sempre. Achei isso em &lt;em&gt;O Diabo Veste Prada&lt;/em&gt; e em &lt;em&gt;Terapia do Amor&lt;/em&gt;, por exemplo. O único papel em que gostei de sua atuação foi em &lt;em&gt;As Pontes de Madson&lt;/em&gt;. Provavelmente, sua atuação foi ótima em outros filmes, talvez em todos. Continuo com má vontade. O problema não é ela, sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, achei-a absolutamente caricata, interpretando Julia Child. Isso me incomodou durante toda a exibição e esse sentimento só passou quando cheguei em casa e, procurando no YouTube, encontrei filmes da verdadeira Julia. Pude perceber, então, quão perfeita foi a caracterização feita pela atriz. Admirável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amy Adams está se transformando na nova namoradinha da América. Fez pouco mais que uma dúzia de filmes bobinhos, dos quais assisti dois ou três, incluindo o inacreditavelmente idiota &lt;em&gt;Encantada&lt;/em&gt;, que vi no avião, indo ou voltando da Alemanha, dublado em português. Uma bobagem de dar medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julie &amp;amp; Julia tem ainda, num papel coadjuvante, o ator Stanley Tucci, um dos meus preferidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do cinema feliz. Há muita coisa que me agradou no filme. Ele fala de blogs e de gastronomia, dois assuntos que me interessam e me divertem; a trilha sonora é discreta e interessante; a caracterização de época bem feita. E, como se tudo isso não bastasse, &lt;a href="http://www.adorocinema.com/atores/amy-adams/#imagens"&gt;Amy Adams&lt;/a&gt; é uma gracinha.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415812307114625634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SyjUmV_BimI/AAAAAAAABEo/C4BxrITjsR0/s400/julie+e+julia+2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-487229240062150344?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/487229240062150344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=487229240062150344&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/487229240062150344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/487229240062150344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/12/motivos-para-assistir-julie-julia.html' title='Motivos para assistir Julie &amp; Julia'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SyjUmV_BimI/AAAAAAAABEo/C4BxrITjsR0/s72-c/julie+e+julia+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6919148472365606760</id><published>2009-12-06T22:03:00.002-02:00</published><updated>2009-12-06T22:07:48.720-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Pornografia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxxHEiLzq0I/AAAAAAAABEQ/wfJ4QrK2f9k/s1600-h/Moacyr+Scliar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 152px; FLOAT: right; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412278995413871426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxxHEiLzq0I/AAAAAAAABEQ/wfJ4QrK2f9k/s400/Moacyr+Scliar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oacyr Scliar é um grande contador de histórias. Já disse isso, aqui, quando escrevi sobre o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2007/03/sentir-inveja.html"&gt;Os Vendilhões do Templo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; em que, assim como em &lt;em&gt;A Mulher que Escreveu a Bíblia&lt;/em&gt;, ele se utilizou de uma temática religiosa para criar sua narrativa. E isso aconteceu novamente agora, em seu mais recente livro, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12294"&gt;Manual da Paixão Solitária&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Apesar de muito bem escrito, o livro não me empolgou. Talvez essa repetição da temática seja o que tenha tirado um pouco minha empolgação com este seu novo texto. Ou, então, a inserção do componente erótico, quase pornográfico, que domina a narrativa. Outro autor que admiro, mais pelas crônicas do que pelos romances, o João Ubaldo Ribeiro, publicou &lt;em&gt;A Casa dos Budas Ditosos&lt;/em&gt;, recheado de pornografia. Também achei o livro ruim. Muito pior que este de Scliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nada, a princípio, contra a pornografia. Posso até gostar dela, contando que alimente minha imaginação e conduza a um erotismo que, realmente, me excite sexualmente. Isto nem sempre é muito fácil. A pornografia, pra funcionar, tem que mexer com a mente, tem que criar um imaginário instigante, que nos leve a sonhar um sonho que pareça minimamente factível, uma situação possível. E é aí que as várias formas de expressão podem ter maior ou menor chance de lograr sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura tem um poder muito maior de incitar a imaginação do que o cinema. No cinema, a coisa já vem pronta, construída, escolhida. Na literatura, quem faz as escolhas é o leitor. Por mais que o texto seja explícito, detalhado, sempre sobra espaço pra criação de imagens, paisagens e tons. No cinema as cores estão prontas. Por isso, a um filme, só resta a opção de tentar mostrar alguma coisa que esteja escondida por detrás das imagens. Acaba sendo a antítese dos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o que mais me cala fundo, em termos de erotismo, ou mesmo de pornografia, são as narrativas, muito mais do que as imagens. Os filmes pornográficos, aliás, de forma geral e, sobretudo, os mais novos, pecam pela total falta de imaginação, com suas seqüências padronizadas do tipo chupa-é chupado-mete-goza na boca. É sempre a mesma coisa. Sempre. Sem falar na inaturalidade das posições, acrobáticas quase sempre, em sua tarefa de mostrar pra câmera, os ângulos e os detalhes que não deveriam aparecer. Não seria necessário, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do tempo em que as revistas masculinas sonegavam tudo. Nem sequer um mamilo era liberado, que dirá um chumaço de pelos pubianos. Hoje, vê-se mais que em consulta ao ginecologista (parafraseando Aldir Blanc). Pelos pubianos continua-se a não ver, pois já não os há (o que fizeram com os pelos pubianos?). Com tanta sonegação de imagens, o exercício da erotização ficava por conta da nossa criatividade. E como sou de uma geração que chegou a ter acesso aos últimos catecismos de Carlos Zéfiro, fica bem claro que mais do que os traços toscos de mulheres nuas e falos desproporcionais, o que levava os jovens às nuvens, eram as histórias contidos naqueles quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, uma narrativa erótica ou mesmo pornográfica, produzida por um competentíssimo contador de histórias deveria sempre levar ao ápice da excitação sexual. Nem sempre isso dá certo, descobri.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6919148472365606760?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6919148472365606760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6919148472365606760&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6919148472365606760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6919148472365606760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/12/m-oacyr-scliar-e-um-grande-contador-de.html' title='Pornografia'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxxHEiLzq0I/AAAAAAAABEQ/wfJ4QrK2f9k/s72-c/Moacyr+Scliar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4260201813760624891</id><published>2009-11-29T23:27:00.011-02:00</published><updated>2009-11-29T23:34:48.206-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>Futebol ou emoção?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMf4aLw6WI/AAAAAAAABEA/KvlX_tP_yd8/s1600/messi.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 99px; FLOAT: right; HEIGHT: 135px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409702631363897698" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMf4aLw6WI/AAAAAAAABEA/KvlX_tP_yd8/s400/messi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;erminou a penúltima rodada do campeonato brasileiro de futebol, com todos os jogos no mesmo dia e no mesmo horário. Uma hora antes das partidas, entretanto, foi possível assistir Barcelona e Real Madrid, ao vivo, direto da Espanha. Foi fenomenal. Assisti ao primeiro tempo e pude me deliciar com um jogo rápido, objetivo e bonito, praticamente sem passes &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMfsLb0EvI/AAAAAAAABDw/gGf-FEWLnuk/s1600/kaka.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 101px; FLOAT: left; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409702421246251762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMfsLb0EvI/AAAAAAAABDw/gGf-FEWLnuk/s400/kaka.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;errados. De um lado, Messi e Daniel Alves e, do outro, Kaká e Cristiano Ronaldo, puderam proporcionar uma partida que, até a metade, me seduzia apesar de não ter gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 5 da tarde, com o jogo espanhol correndo longe da minha atenção, sintonizei em Goiás e São Paulo, sem perder de vista os jogos do Flamengo e do Palmeiras. No Serra Dourada, o primeiro choque era o gramado. Cheio de terra, com tufos verdes, aqui e acolá. Quanta diferença do tapete de Barcelona. Mas isso não foi nada. O que doía era ver a diferença das jogadas, confusas, atabalhoadas, sem objetividade, como, de resto, tem sido o futebol no Brasil durante todo o campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMf-GqpuQI/AAAAAAAABEI/CDrniPP_UFs/s1600/ronaldo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 100px; FLOAT: right; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409702729203955970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMf-GqpuQI/AAAAAAAABEI/CDrniPP_UFs/s400/ronaldo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;De positivo mesmo, só a emoção. A cada minuto os gols iam saindo em todo canto, mudando a classificação de cada time, mexendo na parte de cima da tabela e também na zona de rebaixamento. Ao final da noite, o Flamengo surge como o mais provável candidato ao título, depois de enfrentar um Corinthians desinteressado e com uma disputa com o Grêmio, provavelmente misto, no próximo domingo, no Maracanã. O Grêmio, completo, não ganhou quase nenhum jogo fora de casa. Não vai ser agora que vai ganhar, ainda mais sabendo que uma vitória sobre o Flamengo pode dar o título ao rival colorado. O São Paulo poderia ter ido para a última rodada com todas as chances de ser campeão, mas seu futebol burocrático e sem criatividade não permitiu que vencesse o Goiás. Sobre o Palmeiras, há um mês, todos diziam que seria o campeão. Não será. Não merece. Assim como o São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMfyNWLm5I/AAAAAAAABD4/XvGQBETu1RY/s1600/washington-.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 101px; FLOAT: left; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409702524838714258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMfyNWLm5I/AAAAAAAABD4/XvGQBETu1RY/s400/washington-.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mas enfim, quem merece? Ninguém. Ou então, todos. Afinal, o que é o futebol que se joga hoje no Brasil? É um futebol de terceira, com jogadores jovens que não têm categoria pra jogar nos campeonatos europeus ou veteranos que deixaram de ter mercado no velho continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, ninguém pode reclamar. Pra quem gosta de emoção, de competição, pra quem gosta de torcer, o brasileiro é imbatível. É o único campeonato nacional que, faltando 3 ou 4 rodadas para terminar, apresentava 5 ou 6 times com chances reais de serem campeões. Emoção garantida, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de futebol, de esporte, sempre há a possibilidade de ver os jogos do campeonato espanhol, Italiano ou inglês. Que cada um faça a sua escolha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4260201813760624891?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4260201813760624891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4260201813760624891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4260201813760624891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4260201813760624891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/11/futebol-ou-emocao.html' title='Futebol ou emoção?'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxMf4aLw6WI/AAAAAAAABEA/KvlX_tP_yd8/s72-c/messi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-1201127182792317784</id><published>2009-11-28T09:33:00.003-02:00</published><updated>2009-11-28T09:45:41.397-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O amor medíocre</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxEK9msrkpI/AAAAAAAABDo/j6cs722sysk/s1600/tinha+que+servoce.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409116680924926610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxEK9msrkpI/AAAAAAAABDo/j6cs722sysk/s400/tinha+que+servoce.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;egar dois atores que desejam trabalhar juntos pela percepção mútua de que têm uma boa empatia e, a partir disso, fazer um filme para satisfazer este desejo, pode parecer uma idéia esdrúxula. Pois foi exatamente o que aconteceu com o filme &lt;em&gt;Tinha que ser você&lt;/em&gt;, tradução infeliz que o distribuidor brasileiro encontrou para &lt;em&gt;Last chance Harvey&lt;/em&gt;, segundo filme do diretor Joel Hopkins. Assistindo ao &lt;em&gt;making off&lt;/em&gt; contido nos extras do DVD, é ele próprio quem dá a entender que seu trabalho foi coadjuvante. O filme e o roteiro foram feitos para saciar a vontade de Dustin Hoffman e Emma Thompson de trabalharem juntos. Dessa forma, a história poderia ser qualquer uma, isso não importa muito, já que a idéia era que ela servisse de meada para que estes excelentes atores expusessem, cada um, seu fio. O mais interessante é que eles nem parecem estar atuando. Parecem estar vivendo suas vidas, normais e medíocres, como afinal, todas as vidas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo trata do amor maduro, e de como ele pode ser construído a partir de uma paixão. Estamos acostumados ao amor e à paixão das pessoas jovens. Somos bombardeados, diariamente, pelo cinema e pela televisão, com casais bonitos e sarados se apaixonando e se amando nos filmes, seriados e novelas. Os feios, os gordos e, sobretudo, os velhos, não amam e muito menos se apaixonam no mundo retratado pela arte de massa. E quando o fazem, é de uma maneira contida ou caricata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme a coisa é tratada com mais naturalidade, como realmente pode acontecer na vida real, a vida mediana que todos nós levamos. Esta naturalidade se deve muito às atuações de Dustin e Emma, dois atores acima da média. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-1201127182792317784?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/1201127182792317784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=1201127182792317784&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/1201127182792317784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/1201127182792317784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/11/p-egar-dois-atores-que-desejam.html' title='O amor medíocre'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SxEK9msrkpI/AAAAAAAABDo/j6cs722sysk/s72-c/tinha+que+servoce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4505427749154815547</id><published>2009-11-25T09:15:00.003-02:00</published><updated>2009-11-25T11:01:39.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Criticar virou pecado?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;lguns dias atrás, numa &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,as-ultimas-de-caetano-veloso-em-entrevista-exclusiva,461281,0.htm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;entrevista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ao jornal O Estado de São Paulo, o artista Caetano Veloso disse algumas besteiras a respeito do presidente Lula, chegando a ofendê-lo, inclusive. Caetano Veloso falar besteira não deveria ser novidade pra ninguém e, por isso mesmo, eu não valorizo o fato tanto quanto a mídia o fez. Aliás, nem mesmo a sua mãe, sabiamente, concordou com ele. Chamou sua atenção em público, deu-lhe um merecido puxão de orelha. Isto não vai fazer Caetano Veloso deixar de falar bobagens, já que sua incontinência verbal parece ser uma patologia crônica. Tivesse aberto a boca para elogiar o presidente Lula ou para criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, provavelmente teria falado besteira, também. Afinal, a qualidade que lhe sobra ao lidar com as palavras, na forma poética, lhe faz falta quando as usa para emitir opiniões. É um pouco o que ocorre com Pelé, que não consegue, dando declarações públicas, nem mesmo um milésimo da qualidade que obtinha com a bola nos pés. Alguns artistas deveriam ficar sempre calados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o que me tem incomodado, ultimamente, não é a opinião de artistas como esses, da música ou da bola. O que tem me incomodado é o quanto as críticas ao presidente Lula são recebidas como pecados imperdoáveis por uma parcela das pessoas que eu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tomo sempre muito cuidado ao criticar o nosso presidente. Temo ser confundido com a maioria que o critica pelo fato de ser nordestino; por sua origem operária; por seus deslizes na língua portuguesa; por ter um dedo a menos, perdido num acidente de trabalho. Temo ser confundido com a horda de preconceituosos que desprezam o povo brasileiro e adoram não fazer parte dele, embora dele dependam para limpar suas latrinas, varrer suas calçadas, servir os copos de chope que tomam em restaurantes requintados ou em botequins imundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceito, entretanto, que o medo de ser confundido com os beócios me impeça de criticar aspectos de seu governo com os quais não concordo, como a sua capacidade infinita de se compor, politicamente, com qualquer exemplar da fauna brasileira. Não me tomem por ingênuo. Sei muito bem que composições políticas são absolutamente necessárias para sustentar a governabilidade. Sei também, entretanto, que o que baliza, minimamente, uma conduta política apropriada é a existência de limites e critérios na elaboração destas composições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui petista, mas isso não me impede de reconhecer inúmeras virtudes do atual governo. Este reconhecimento, entretanto, não embota minha visão e nem deve bloquear minha capacidade de identificar erros na atuação de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nenhuma simpatia particular com qualquer partido. Esse tempo, pra mim, já passou. Foi uma época em que eu nutria, ainda, alguma crença na espécie humana. Como não a tenho mais, faço questão de preservar, ao menos, a liberdade de elogiar e criticar, quem quer que seja, sem sentir-me um pecador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4505427749154815547?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4505427749154815547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4505427749154815547&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4505427749154815547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4505427749154815547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/11/criticar-virou-pecado.html' title='Criticar virou pecado?'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8716096963227035150</id><published>2009-11-22T19:13:00.002-02:00</published><updated>2009-11-22T19:19:59.390-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Há preconceito sim. E onde está o problema?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;exta-feira passada, dia da consciência negra, que é feriado em algumas cidades brasileiras, eu fui trabalhar, como faço sempre, ouvindo rádio, sintonizado na CBN. Depois de ouvir os comentários habituais, alguns que gosto e outros nem tanto, ouvi uma &lt;a href="http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/pais/2009/11/20/REPORTERES-COMPROVAM-PRECONCEITO-EM-ROTEIRO-DE-LOJAS-DA-ZONA-SUL-DO-RIO-DE-JANEIRO.htm"&gt;reportagem feita no Rio de Janeiro&lt;/a&gt; sobre o preconceito racial. Dois repórteres, mesma idade, altura equivalente, trajando roupas parecidas, um negro e outro branco, foram a diversas instituições comerciais e bancárias para avaliar se seriam atendidos de forma diferenciada. O resultado óbvio é que sim, ouve diferença no atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na concessionária de automóveis, o repórter negro, apesar de andar pelos carros zero quilômetro demonstrando interesse, não foi abordado por ninguém. O branco, sim. Em poucos segundos, havia ao lado dele um vendedor que gastou um bom tempo com explanações técnicas sobre os carros. O mesmo ocorreu numa grande livraria, no setor de informática, em que a representante comercial de uma marca japonesa de notebooks só deu atenção ao repórter de pele clara. Numa das agências bancárias em que tentaram entrar, o dispositivo que bloqueia a porta “automática” só travou para o repórter negro, embora ambos estivessem com exatamente os mesmos objetos dentro das respectivas bolsas. Muito provavelmente, o automatismo do dispositivo de segurança era o olhar atendo do vigia, de dentro de sua guarita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem segue esta toada e acaba concluindo que sim, existe preconceito racial no Brasil. Será que alguém ainda duvida disso? A pergunta que faço é: seria só isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção que eu identifiquei na reportagem é muito mais grave. O que se estava tentando passar é a ideia de que o preconceito é um &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Swmq0J4b89I/AAAAAAAABDg/IZHPla6IzuQ/s1600/zumbi-dos-palmares.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407040640617542610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Swmq0J4b89I/AAAAAAAABDg/IZHPla6IzuQ/s400/zumbi-dos-palmares.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;sentimento inerente na população, um traço genuinamente cultural, quase inconsciente. Isso fica claro quando a reportagem não divulga o nome da concessionária e nem a marca que ela representa, quando não revela o nome do banco, quando não diz em qual livraria ocorreu o fato reportado. É como se o preconceito só existisse nas camadas mais humildes da população, deixando a classe dominante de fora disso. A representante comercial da “famosa marca japonesa” de computadores era negra, ressalta o repórter. E eu duvido que o vendedor da concessionária tenha dinheiro para comprar o carro zero que oferece ou que o vigia do banco tenha cheque especial. Aquelas pessoas deram tratamento diferenciado para os repórteres só por preconceito? Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas pessoas fizeram aquilo por absoluta convicção de que o rapaz negro não teria dinheiro para comprar o carro zero ou o notebook. Pode até ser uma convicção equivocada, mas foi sincera. E essa convicção vem do conhecimento da nossa realidade. Vem da constatação de que aos negros são dadas as piores oportunidades de trabalho, os menores salários, bem menos chances de crescer. E é isso que faz com que muitos deles tenham que migrar para a informalidade, para a mendicância, para a marginalidade, eventualmente. As condições de vida da população negra, no Brasil, são piores porque isso interessa a uma elite que se beneficia de sua existência, da mão de obra mais barata, da discriminação racial da classe média. Tudo é muito mais que preconceito. É puro jogo de interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito racial existe sim, isso é óbvio, mas é muito desonesto parar a discussão por aí. Como é hipócrita acreditar que se pode acabar com ele ou diminuí-lo, sem identificar, claramente, os motivos de sua existência. É muito confortável debitar à população menos favorecida o ônus desta culpa. É como se racista fosse só esta manada de vendedores, vigias e recepcionistas, todos eles também vítimas de algum tipo de discriminação, muitos deles, também negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito e o racismo existem sim. É até ofensivo negar. Mas o problema não para por aí. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8716096963227035150?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8716096963227035150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8716096963227035150&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8716096963227035150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8716096963227035150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/11/ha-preconceito-sim-e-onde-esta-o.html' title='Há preconceito sim. E onde está o problema?'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Swmq0J4b89I/AAAAAAAABDg/IZHPla6IzuQ/s72-c/zumbi-dos-palmares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6358892275960832231</id><published>2009-11-21T02:06:00.002-02:00</published><updated>2009-11-21T02:10:53.277-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Miopia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uem acredita que conseguirá ter isenção suficiente, devido à perspectiva histórica, ao ler um livro 30 anos depois dele ter sido escrito, narrando fatos ocorridos 10 anos antes, está redondamente enganado. 40 anos não significam nada, mesmo numa vida curta como a nossa. Podem curar a miopia, mas não cicatrizam feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Swdnz0s64XI/AAAAAAAABCY/Z0G2HJ0e5Hs/s1600/Carbon%C3%A1rios+1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; FLOAT: left; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406404017699610994" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Swdnz0s64XI/AAAAAAAABCY/Z0G2HJ0e5Hs/s400/Carbon%C3%A1rios+1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Foi isso que ocorreu comigo, na semana passada, quando peguei pra ler o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.editoras.com/record/05315.htm"&gt;Os carbonários&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de Alfredo Sirkis. Por algum motivo, não o li quando comprei, há 30 anos. E agora, escolhido a esmo na estante, devorei, rapidamente, suas páginas já amareladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato fala do movimento estudantil nos anos mais brabos do regime militar, entre 1968 e 1969. Mostra como uma parcela da juventude, da classe média da época, resolveu embarcar numa canoa que, os fazia crer, levaria a um mar de águas mais limpas e, sobretudo, mais justas. A mesma classe média, que havia marchado com deus e a família, estava agora dando alguns de seus filhos para a aventura da luta armada. Desiludida com a redentora, vendo a água chegando aos seus pés, a mesma água que já tinha afogado muita gente, reagiu a seu modo, ensaiando uma indignação efêmera, pra depois abandonar os filhos à própria sorte. De repente, eram alguns gatos pingados, desviados do caminho, mas a vida segue, o que se há de fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro nos mostra o quanto aquela geração acreditou neste caminho e o quanto não foi capaz de ganhar a população para a sua luta. Não ganhou os próprios pais, não ganhou a esquerda engessada (às vezes auto-engessada), não sobreviveu. Mostra a divisão entre os diversos grupelhos de esquerda, minúsculos, sectários, inconciliáveis, e como a repressão fez uso disto com muita facilidade. O livro escancara a bravura, a inocência e a ilusão de uma legião de meninos sinceramente bem intencionados. Depois da derrota, nunca mais conseguimos produzir meninos assim no nosso país. Depois da derrota veio a desilusão, o desbunde, a apatia. Ler o livro com 30 anos de distância só ajudou a compreender, mais facilmente, o quanto era inglória aquela empreitada, o quanto era óbvia a incapacidade de vitória, o quanto foram ingênuos aqueles meninos guiados por pessoas tão experientes quanto irresponsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivesse lido o livro à época do lançamento, à beira da abertura, teria praticamente a mesma reação que tive ao lê-lo agora, 30 anos depois. Uma reação carregada de indignação com as atrocidades que os detentores do poder foram capazes de patrocinar. Morte, tortura, sofrimento desmedido. A distância pode ajudar a curar a miopia, mas não é suficiente para diminuir a indignação. Esta, acho, nem 100 anos conseguem isolar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6358892275960832231?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6358892275960832231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6358892275960832231&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6358892275960832231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6358892275960832231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/11/miopia.html' title='Miopia'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Swdnz0s64XI/AAAAAAAABCY/Z0G2HJ0e5Hs/s72-c/Carbon%C3%A1rios+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3747218759489041663</id><published>2009-11-07T10:11:00.002-02:00</published><updated>2009-11-07T10:16:34.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Samba em Almanaque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SvVkp8t3w1I/AAAAAAAABCA/D4m0OieGApE/s1600-h/almanaque.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; FLOAT: right; HEIGHT: 227px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401333999936717650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SvVkp8t3w1I/AAAAAAAABCA/D4m0OieGApE/s400/almanaque.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; sensação imediata que tive, ao começar a ler &lt;a href="http://www.zahar.com.br/catalogo_detalhe.asp?id=0999&amp;amp;ORDEM=A"&gt;&lt;em&gt;Almanaque do Samba&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;de André Diniz, foi de uma incômoda superficialidade. Percebi rapidamente, entretanto, que não seria possível tratar a história do samba e de suas conseqüências e ramificações num livro de 270 páginas. Nem 200 livros deste tamanho seriam suficientes para tratar o tema com a profundidade que ele merece. Por isso mesmo, e felizmente, consegui prosseguir a leitura encarando o que levava nas mãos como o que ele realmente é, um almanaque, obviedade explícita em seu título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como almanaque, o livro é delicioso. Apesar do deleite, me consumia, durante a leitura, outra sensação, a de vazio. Não que as informações ali contidas não fossem importantes ou corretas, muito pelo contrário, mas, ao longo de todo o livro, não me deparei com nenhuma sequer que eu já não soubesse. E esta sensação de vazio, ainda bem, não chegou a me provocar uma outra, que seria muito pior, a de decepção. Não, absolutamente. Li o livro pensando nas pessoas que acham que samba é aquela música que fazem certos grupos vestidos com paletós de mangas dobradas e ficam dançando e dublando nos programas dos Faustões da vida. Consegui ler um livro desprovido de informações desconhecidas, com inexplicável prazer. E esse é o prazer que me provoca o samba que, de tão amado, beira o sectarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do trabalho é dedicado às origens e vai enveredando pela história, numa linha temporal conservadora e correta, passando pelos grandes compositores, os grandes intérpretes, as escolas de samba, até chegar nas influências que o samba desencadeou. É aí que, a meu ver, reside o seu ponto fraco. Ou então, é aí que se esconde a minha intolerância, quiçá meu preconceito. É que enquanto não contesto o valor que a Bossa Nova ou o movimento tropicalista tiveram, influenciados com obviedade pelo samba, o autor transige com excessiva benevolência com o Axé e o Pagode Paulista, um arremedo de música, bonde que alguns artistas oportunistas souberam tomar para faturar alguns trocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, apenas alguns deslizes, mínimos, que meu amor ao samba acaba por superlativar. Deslizes como afirmar que &lt;em&gt;Samba do Avião&lt;/em&gt; é de autoria de Tom e Vinícius sendo que letra e música são exclusivamente da autoria de Tom Jobim. E não foi um erro de digitação, já que utiliza este clássico do nosso maestro soberano para ilustrar o verbete do poetinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro deslize ocorreu ao informar que a Academia Brasileira de Letras exaltou a qualidade dos versos do samba &lt;em&gt;Quem me vê Sorrindo&lt;/em&gt; de Cartola e Carlos Cachaça exibindo um trecho dos versos: “semente de amor, sei que sou, desde nascença...”. Na verdade, os versos citados são de outro samba da mesma dupla com Zé da Zilda, chamado &lt;em&gt;Não quero mais amar a ninguém&lt;/em&gt;. Uma verdadeira confusão. De positivo, só o fato dos dois sambas serem magníficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deslizes, reconheço, são poucos e pequenos e não comprometem a qualidade do livro. Reconheço, também, que eu sou um chato de galocha e que consigo ficar irritado com esse tipo de coisa, irritação que passa rapidinho, depois de dois copos de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão é que o livro é bom. É gostoso de ler e é útil para quem conhece pouco de samba e, principalmente, quem acha que samba é aquilo que fazem aqueles grupos dos paletós de manga dobrada. Samba, de verdade, de luxo, é uma coisa muito diferente daquilo. Aquilo é lixo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3747218759489041663?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3747218759489041663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3747218759489041663&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3747218759489041663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3747218759489041663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/11/samba-em-almanaque.html' title='Samba em Almanaque'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SvVkp8t3w1I/AAAAAAAABCA/D4m0OieGApE/s72-c/almanaque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-626599733208698947</id><published>2009-10-25T06:34:00.004-02:00</published><updated>2009-10-25T06:41:05.633-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>A melhor cantora, hoje.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Brasil sempre foi muito abundante de boas cantoras. Sempre teve, tem e sempre terá algumas maravilhosas. Divinas, majestosas, suaves, apimentadas. Gosto de muitas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sem nenhuma dúvida, a cantora que mais me emociona, de longe, é Mônica Salmaso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zie5paDsUBg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zie5paDsUBg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-626599733208698947?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/626599733208698947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=626599733208698947&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/626599733208698947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/626599733208698947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/10/teste.html' title='A melhor cantora, hoje.'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-1726299229258833323</id><published>2009-10-23T07:03:00.006-02:00</published><updated>2009-10-23T07:17:45.008-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Pompa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SuFyBLtdpqI/AAAAAAAABBw/_MFBBsSWir8/s1600-h/guinga+e+paulo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; FLOAT: left; HEIGHT: 135px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395719193215477410" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SuFyBLtdpqI/AAAAAAAABBw/_MFBBsSWir8/s400/guinga+e+paulo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;G&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;enialidade e virtuosismo, em música, são características invejáveis, entretanto, raras. Enquanto uma gera grande resultado criativo, o outro garante apuro na execução, proporcionando resultado igualmente embevecedor. Já que raras, são características quase impossíveis de se encontrar juntas, numa só pessoa. Assim, tão feliz combinação é mais fácil de ocorrer na união de talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi felicidade, justamente, o que eu senti ao ouvir, já na primeira oportunidade, o disco de Guinga com Paulo Sérgio Santos, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.conexaovivo.com.br/noticias/guinga-e-paulo-sergio-santos-registram-parceria"&gt;Saudade do Cordão&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9001599-5d1"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9001599-5d1"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=9001599-5d1" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Di menor (Guinga e Celso Viáfora)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Guinga é capaz de verdadeiras atrocidades quando a tarefa é exterminar o lugar comum. Suas músicas são sempre especiais, nunca ralas. Por muitos, considerado irascível, característica dos gênios, sua obra é respeitada e, muitas vezes, cultuada por qualquer ser que consiga identificar qualidade na combinação de notas musicais. Dono de um dedilhado preciso, é na criação das melodias e harmonias, entretanto, que seu talento se expressa com maior fulgor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho conhecimento de alguma obra composta por Paulo Sérgio Santos. Conheço há muito, entretanto, a qualidade interpretativa do clarinetista do Quinteto Villa Lobos. Seu virtuosismo trafega do erudito ao popular, sem que ele tenha de lançar mão de malabarismos, recurso muito empregado por inúmeros instrumentistas. Transita entre Bach e Pixinguinha com a naturalidade de quem sabe tratar-se da mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntar estes dois monstros da nossa música, gênio e virtuose, só poderia dar no resultado que deu: um disco inebriante. Só mesmo esse som pra me motivar a escrever um texto tão recheado de termos pomposos. Não poderia ser diferente. Esse disco merece pompa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-1726299229258833323?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/1726299229258833323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=1726299229258833323&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/1726299229258833323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/1726299229258833323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/10/pompa.html' title='Pompa'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SuFyBLtdpqI/AAAAAAAABBw/_MFBBsSWir8/s72-c/guinga+e+paulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6244138348410740629</id><published>2009-10-11T13:21:00.002-03:00</published><updated>2009-10-11T13:27:53.601-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Ciência e fé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão foi por coincidência que o fim da minha fé em deus aconteceu no momento em que eu ingressei na escola técnica, aos 14 anos. Afinal, a intimidade com os átomos e as moléculas e tudo o que podia ocorrer com eles, devidamente comprovado nos laboratórios de física e química, pareceu, aos meus jovens olhos, incompatível com as crenças que a família tentava incutir em minha mente. Empreendi, naquele momento, uma peleja contra a fé, sempre aparado no conhecimento científico que começava a desvendar, excitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, minha crença não ressurgiu, mas aprendi a respeitar e, até mesmo, a entender o efeito que a fé pode causar nas pessoas, em grande parte das vezes, um efeito positivo. Percebi o quanto esta fé pode fazer bem a essas pessoas e o quanto a existência deste suporte pode servir de alento e até mesmo de consolo, nos momentos difíceis pelos quais, todos nós, acabamos passando. Hoje, lido muito bem com qualquer manifestação de fé que as pessoas possam ter, respeitando o direito de todas elas escolherem seu caminho. Minha tolerância não é tão elástica em relação às igrejas que canalizam, formatam e manipulam esta fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/StIHbixgbsI/AAAAAAAABBg/x2umAaRf588/s1600-h/darwin.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 149px; FLOAT: right; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391379873688219330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/StIHbixgbsI/AAAAAAAABBg/x2umAaRf588/s400/darwin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;No fim de tudo, é sobre isso que trata o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=24084"&gt;A goleada de Darwin&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de Sandro de Souza. Em 90% dos seus capítulos, ele trata do debate entre criacionismo e darwinismo, quando levados aos bancos escolares, sobretudo nos Estados Unidos. Mostra o quanto uma grande parcela daquela sociedade rejeita a teoria de Charles Darwin e como, no início do século passado, foi difícil ensiná-la nas escolas americanas. Hoje, depois da batalha ganha pela teoria da evolução das espécies, existe, ainda, um forte movimento no sentido que se ensine, também, outra versão da história, baseada na crença da criação do universo e, sobretudo, da humanidade, por uma entidade divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro não rejeita este ensino. O livro resiste a que esse ensino seja feito nas aulas de ciência. E nesse ponto, concordo plenamente com ele. Acho lícito ensinar essa versão do caminho que criou a vida numa aula de teologia, filosofia, ou até mesmo de história. Nas aulas de ciências ou biologia deve-se ensinar o que está cientificamente comprovado, ou seja, a teoria da evolução da espécie e da seleção natural, desenvolvida por Charles Darwin, mais de 100 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal conclusão do livro, afinal, é, justamente, perceber que ciência e fé podem caminhar juntas, contanto que cada uma ocupe o seu lugar na mente das pessoas e, principalmente, nos bancos escolares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6244138348410740629?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6244138348410740629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6244138348410740629&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6244138348410740629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6244138348410740629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/10/ciencia-e-fe.html' title='Ciência e fé'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/StIHbixgbsI/AAAAAAAABBg/x2umAaRf588/s72-c/darwin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5543224596551627268</id><published>2009-10-04T14:04:00.004-03:00</published><updated>2009-10-04T17:25:40.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Aos 74 anos, morre La Negra</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsjW-IIyA8I/AAAAAAAABBY/uWGuyYAonPI/s1600-h/mercedes+1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; DISPLAY: block; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388793316973347778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsjW-IIyA8I/AAAAAAAABBY/uWGuyYAonPI/s400/mercedes+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; primeira vez que fui a Buenos Aires foi numa viagem de trabalho. Meu portuñol era muito pior do que é hoje e eu ainda não fora apresentado à carne argentina e ao tango, duas das minhas paixões atuais. Dos argentinos eu só conhecia Mercedes Sosa e Violeta Parra, já que as canções desta, na voz daquela, embalaram meus sonhos na juventude. Foi uma época em que eu tinha esperança nos homens. Conhecia tão pouco a Argentina que achei, até hoje, que Violeta Parra fosse de lá, mas era chilena, me corrigiu o bom amigo Bruno Ribeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Naquela viagem, indo de taxi para o trabalho, vi um cartaz que anunciava um show com La Negra, naquela semana. Era um teatrão antigo e imponente, na Avenida Corrientes, próximo ao hotel em que eu estava hospedado, na região central da cidade. Fui à bilheteria e comprei um lugar na primeira fila do balcão superior. Na platéia não havia mais lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do show foi só com músicas mais modernas, com participações de artistas, até então, desconhecidos pra mim, como Fito Paes e Charly Garcia. Foi um bom show, mas eu sentia um certo vazio, ansioso por ouvir as canções que embalaram a minha mocidade. Após o intervalo, ela volta e começa a cantar todos os clássicos de Violeta Parra, Victor Jara, Athaualpa Yupanqui. Não tive como segurar as lágrimas. Eu estava lá, sozinho e longe das pessoas que mais amo e, ao mesmo tempo, muito perto de mim. Perto da pessoa que havia sido anos antes, cheio de sonhos e esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu Mercedes Sosa, muito tempo depois que morreu, em mim, a esperança. Mesmo assim, sinto saudades. Saudades de um tempo, saudades de uma cantora, saudades de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="315" height="80"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V2CC070PB0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V2CC070PB0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5543224596551627268?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5543224596551627268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5543224596551627268&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5543224596551627268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5543224596551627268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/10/primeira-vez-que-fui-buenos-aires-foi.html' title='Aos 74 anos, morre La Negra'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsjW-IIyA8I/AAAAAAAABBY/uWGuyYAonPI/s72-c/mercedes+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2104024825514054915</id><published>2009-10-03T10:19:00.004-03:00</published><updated>2009-10-03T10:27:45.181-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><title type='text'>E o povo, pra variar, dança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Rio de Janeiro vai realizar os Jogos Olímpicos de 2016. Assim que o resultado saiu, foi anunciado pelos principais sites de notícias on-line que exibiram fotos do povo dançando nas ruas, em comemoração. É a comemoração da amnésia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueceu-se, já, tão cedo, da farra que foram os Jogos Pan-americanos, com obras super faturadas e uma herança inútil para a cidade do Rio de Janeiro, a mesma de agora. Esqueceu-se das promessas não cumpridas, de antes do Pan. Esqueceu-se da engenhoca que é o Engenhão, estádio tão indesejado que foi cedido a um clube que deve cair pra segunda divisão. Estádio que não vai servir pra Copa e que não vai servir pros Jogos Olímpicos. Não serve pra nada. Esqueceu-se que a prestação de contas não foi prestada, virou tudo um faz-de-conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão comemorando, a Rede Globo e os grandes jornais brasileiros, de olho nas verbas de publicidade que o governo, certamente, vai despejar na grande mídia. Estão comemorando as empreiteiras, de olho nas obras que vão fazer com o dinheiro público, o nosso dinheiro. Aliás, a comemoração é dupla, já que teremos Copa do Mundo, em 2014, e Olimpíadas, em 2016. Vai ser uma festa, uma gastança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já posso ver o atraso nas obras e no planejamento, o que vai acabar justificando a falta de licitação para contratar as empresas. Exatamente como aconteceu no Pan. Será que ninguém se lembra disso? Será que toda essa gente, que dança nas ruas, prefere que seu dinheiro seja utilizado pra construir estádios, em cidades onde não há times de futebol, ao invés de colocar remédios nos hospitais públicos? Será que não percebem que um evento defendido por João Avelange e Carlos Arthur Nuzman não merece crédito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente Lula está radiante. Como todos os políticos, aliás. Afinal, em 2014, ano da Copa, o candidato Lula vai estar em plena campanha, assim como Serra, ou Aécio, até Ciro Gomes. Qualquer um que seja eleito vai pegar os Jogos Olímpicos no meio do mandato. Mais motivo de festa. Mas isso é natural da política. O que me preocupa é a comemoração dos outros. Daqueles que vão ganhar muito dinheiro sem investir um centavo, daqueles que vão conseguir financiamento a juros mais baixos do BNDES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemoram os Marinhos, os Frias, os Mesquitas, os Odebrechts, os Correias, os Gutierres. Todos eles comemoram, mas quem dança, pra variar, é o povo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 305px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388363784136330898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsdQUBoGjpI/AAAAAAAABBQ/sgmB7FsGNiQ/s400/copa.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2104024825514054915?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2104024825514054915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2104024825514054915&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2104024825514054915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2104024825514054915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/10/e-o-povo-pra-variar-danca.html' title='E o povo, pra variar, dança'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsdQUBoGjpI/AAAAAAAABBQ/sgmB7FsGNiQ/s72-c/copa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6612805464833834554</id><published>2009-09-29T19:26:00.002-03:00</published><updated>2009-09-29T19:30:40.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Honduras. Honduras?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsKKWwlBmtI/AAAAAAAABBI/Y3gexTk9BX0/s1600-h/honduras+2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387020227890485970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsKKWwlBmtI/AAAAAAAABBI/Y3gexTk9BX0/s400/honduras+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ou, por princípio, contra qualquer golpe de estado, seja ele proveniente da direita ou da esquerda. Embora reconheça as imperfeições dos regimes democráticos, tenho a convicção de que nenhuma outra forma de governo apresenta alguma vantagem sobre a democracia. Sobre as formas de estado, a história tem demonstrado, ao longo do tempo, que nenhuma das que foram experimentadas conseguiu promover bem-estar e justiça social para a maioria da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos golpes de estado, devido a este meu princípio, encarei com orgulho a posição firme do governo do presidente Lula de repudiar, sem nenhuma tolerância, a tomada de poder em Honduras, absolutamente ilegal. Lembrei-me da época em que os golpes de estado pipocavam na América Latina, época que não traz nenhum resquício de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nutro nenhuma simpatia pela figura do presidente deposto, Manuel Zelaya, assim como sua figura, tampouco, me inspira antipatia. Humildemente, confesso que nunca tinha ouvido falar nesta pessoa. Confesso, ainda, que seu jeito meio fanfarrão, com bigode e chapéu, não me motivaria a convidá-lo para uma feijoada em minha casa, mas isso não quer dizer nada, já que são pouquíssimas as pessoas a quem me animo a enviar este convite. O não quer dizer que a figura do presidente golpista, Roberto Micheletti, com seu terno e sua gravata, me inspire mais simpatia, muito pelo contrário. Tenho certa má vontade com quem usa, constantemente, este tipo de roupa, em cidades de clima tropical ou equatoriano, seja político, empresário ou treinador de time de futebol. Acho isso um pouco jeca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma, meu conhecimento sobre Honduras, ou qualquer outro país da América Central, é nulo e, mais uma vez confesso, desta vez envergonhado, que não tenho nenhuma curiosidade em aumentá-lo. Sugiro, para quem tenha uma ânsia maior que a minha por detalhes sobre este episódio, que leia &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/2009/09/o-brasil-e-os-golpistas.html"&gt;este texto&lt;/a&gt; do Bruno Ribeiro, com o qual eu concordo, como concordo, em boa parte das vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço esta sugestão movido pela convicção de que os nossos jornais e revistas não estão dando o tratamento adequado ao caso. Muito menos os canais de televisão. E se a situação em Honduras não move meu ânimo, a maneira com que nossos mais tradicionais órgãos de comunicação se comportam, isso sim, me tira do sério. Eles conseguiram, por exemplo, inventar (ou apropriar-se) de termos capciosos para qualificar o regime instaurado ilegalmente. Chamaram-no “governo de fato” ou “governo interino”, coisas que ele não é. É um governo golpista, simples assim. Agora, aparentemente, os jornais começam a economizar estas expressões (será vergonha?) e a utilizar o verdadeiro nome do regime, mas não fazem isso de maneira sistemática. Usam uma expressão na manchete e outra no corpo da matéria, quem sabe para criar uma mensagem subliminar no leitor. A TV, entretanto, continua firme em sua qualificação errada do governo ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acerto do nosso governo ao repudiar o golpe de estado e oferecer abrigo (ou asilo) ao presidente deposto não está sendo repetido, em minha opinião, na maneira com que está conduzindo a situação. O Itamarati, pelo que tudo indica, perdeu o controle, por não ter adotado um plano para conduzir uma crise absolutamente previsível, desde que resolveu dar abrigo ao bigodudo. Com isso, corre o risco de perder o respeito que conquistou no primeiro momento da crise. Seria uma pena.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6612805464833834554?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6612805464833834554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6612805464833834554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6612805464833834554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6612805464833834554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/09/honduras-honduras.html' title='Honduras. Honduras?'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SsKKWwlBmtI/AAAAAAAABBI/Y3gexTk9BX0/s72-c/honduras+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3681516383325627498</id><published>2009-09-27T11:12:00.005-03:00</published><updated>2009-11-21T05:18:36.915-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Emoção e Arrepio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão sei o que é que me emociona mais ao ouvir este samba. Se é ouvir o nome de tantos bambas ou se é identificar quem está cantando cada verso. Devem ser as duas coisas. Só sei que me arrepia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8664724-29e"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8664724-29e"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8664724-29e" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O samba bate outra vez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maurício Tapajós &amp;amp; Paulo Cesar Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odete, Aracy, Dona Ivone&lt;br /&gt;SíIvia Teles, Claudette, Simone&lt;br /&gt;Clara, Beth, Elizeth, Alcione&lt;br /&gt;Dolores Duran, Clementina&lt;br /&gt;Carmem Costa, Miúcha e Cristina&lt;br /&gt;Gal, Bethânia e Elis Regina&lt;br /&gt;Nora Ney, Nana, Linda e Dircinha&lt;br /&gt;Dóris, Elza, Marlene, Emilinha&lt;br /&gt;- O samba bate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba bate outra vez&lt;br /&gt;Bate outra vez, não pára&lt;br /&gt;Bate no Estácio, na mídia&lt;br /&gt;No estúdio, no pódio, no estádio&lt;br /&gt;Num gol do Mengão campeão&lt;br /&gt;E nos programas de televisão&lt;br /&gt;Jornal e rádio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba bate outra vez&lt;br /&gt;Bate outra vez e invade&lt;br /&gt;Bate no bar, na boate&lt;br /&gt;Nos palcos de toda cidade&lt;br /&gt;Que bom que já bate esse som,&lt;br /&gt;Que é do Brasil,&lt;br /&gt;Dentro do coração da mocidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba bate outra vez&lt;br /&gt;O toque de reunir&lt;br /&gt;O samba é que leva emoção&lt;br /&gt;Ninguém pode impedir&lt;br /&gt;O samba é que é revolução&lt;br /&gt;É preciso que se convençam&lt;br /&gt;Por isso hoje o samba saiu&lt;br /&gt;Saiu de novo pra quem não ouviu&lt;br /&gt;E vem do compositor do Brasil&lt;br /&gt;Com sua benção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pixinga, Vinícius e Baden&lt;br /&gt;Caymmi e Chico Buarque&lt;br /&gt;Vanzolini e Mauro Duarte&lt;br /&gt;Manacéa e Waiter Alfaiate&lt;br /&gt;Wilson Moreira e Nei Lopes&lt;br /&gt;Bide, Brancura e Baiaco&lt;br /&gt;Marçal, Ismael, Nilton Bastos&lt;br /&gt;Casquinha, Candeia e Monarco&lt;br /&gt;O samba bate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O samba bate outra vez...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mijinha, Anescar, Aniceto&lt;br /&gt;Assis Valente, Ataulfo, Herivelto&lt;br /&gt;Ary Barroso, Jobim, João Gilberto&lt;br /&gt;Haroldo Lobo e Janet de Almeida&lt;br /&gt;Wilson Batista e Geraldo Pereira&lt;br /&gt;Mano Décio e Silas de Oliveira&lt;br /&gt;Vadico, Sinhô, Noel Rosa&lt;br /&gt;Luis Reis e Haroldo Barbosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donga e João da Baiana&lt;br /&gt;Monsueto e Luis Soberano&lt;br /&gt;Claudionor e Pedro Caetano&lt;br /&gt;Cartola e Nelson Cavaquinho&lt;br /&gt;Elton Medeiros, Zé Kéti e Paulinho&lt;br /&gt;Mirabeau, Zé-com-Fome, Valzinho&lt;br /&gt;Lyra, Menescal e Bôscoli&lt;br /&gt;Donato, Aldir, João Bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miltinho, Aquiles, Rui, Magro&lt;br /&gt;(A moçada do MPB-4)&lt;br /&gt;Dick, Lúcio, Emílio Santiago&lt;br /&gt;Vassourinha e Ciro Monteiro&lt;br /&gt;Jamelão, Dilermando Pinheiro&lt;br /&gt;Roberto Silva e Roberto Ribeiro&lt;br /&gt;Mário Reis, Jorge Veiga, Moreira&lt;br /&gt;Zimbo Trio, Jair, João Nogueira&lt;br /&gt;O samba bate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O samba bate outra vez...) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3681516383325627498?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3681516383325627498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3681516383325627498&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3681516383325627498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3681516383325627498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/09/emocao-e-arrepio.html' title='Emoção e Arrepio'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-510915893519030561</id><published>2009-09-26T19:27:00.001-03:00</published><updated>2009-09-26T19:30:03.055-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inclassificável'/><title type='text'>O pior pecado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; cena se repete todos os dias, invariavelmente. Pode mudar o cenário, com nuvens ou com céu aberto, mas os personagens são os mesmos, ainda que mudem. Eu, sozinho no carro, sou como tantos outros, a maioria sozinhos, indo em seus carros, manhã bem cedo, rumo ao trabalho. Há os que andam nas calçadas, determinados, ambos os lados, um rumo parecido. Descem dos ônibus ou se dirigem ao ponto. Rostos diferentes, roupas diferentes, o mesmo semblante. O cenho fechado, grave, obscuro, como o que exibimos nós, de dentro dos carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no meio desta cena, eis que um personagem me chama a atenção. É um rapazote no mesmo cenário que todos, também anda sozinho, determinado, indo pro trabalho ou pra escola, quem sabe. É de manhã cedo, como é pra todos. O mesmo céu, o mesmo chão. O que difere é um inexplicável sorriso em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma imagem engraçada em seu campo de visão e nenhuma mulher especialmente bonita anda à sua frente e nem vem ao seu encontro. Não é um riso largo, nem um riso de ironia. Também não é um sorriso idiota. Não é dirigido a ninguém que se possa notar. É um sorriso só dele, que não precisa ser explicado e que, talvez, nem ele mesmo perceba. Nem é um sorriso especialmente bonito, mas é um sorriso, só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo aquilo, pequei o pecado que eu mais abomino. Vendo aquilo, senti uma curtíssima e imensa ponta de inveja.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-510915893519030561?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/510915893519030561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=510915893519030561&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/510915893519030561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/510915893519030561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/09/o-pior-pecado.html' title='O pior pecado'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5343881659954362333</id><published>2009-09-26T09:53:00.008-03:00</published><updated>2009-09-27T10:04:36.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Samba e piano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;van Lins não está entre meus ídolos. Na verdade, eu não gosto dessa idéia de idolatrar ninguém, mas há artistas por quem tenho extrema admiração. Artistas que me comovem, fazendo músicas que me emocionam. Músicos que me seduzem com canções que fazem minha vida ser mais feliz. Enfim, Ivan Lins não está entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que desgosto deste artista. Muito pelo contrário. Acho que sou capaz de relacionar dez ou até vinte músicas dele que acho excelentes. Gosto muito da maneira que ele lida com a harmonia e percebo sua assinatura em muitas composições, em geral, gostando dela. Me incomoda, entretanto, sua voz um tanto metálica e sua maneira de executar o piano, de forma martelada. Gosto bastante, enfim, de algumas de suas músicas, preferencialmente cantadas por outros artistas. E, da mesma forma, nunca me interesso quando ele canta músicas de outros compositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sr4QD8deiiI/AAAAAAAABA4/8FHju-8r1Eo/s1600-h/ivan+lins.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385759864337107490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sr4QD8deiiI/AAAAAAAABA4/8FHju-8r1Eo/s400/ivan+lins.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Foi por tudo isso que não me interessei em ouvir o disco em que &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.velas.com/ivan_noel.htm"&gt;Ivan Lins canta Noel Rosa&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, há doze anos, quando foi lançado. Afinal, se Ivan Lins figura entre os artistas que eu apenas admiro, Noel está naquela outra categoria, a de quase idolatria. Fiquei imaginando seu martelo assassinando as clássicas obras de um gênio, e sua voz metálica profanando algumas letras magistrais do poeta da Vila Isabel. Além do mais, tenho tremenda má vontade com a mistura de samba e piano. O disco saiu e eu deixei passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses dias, por puro acaso, este CD começou a tocar no meu carro (&lt;em&gt;Acaso&lt;/em&gt;, aliás, é uma das canções de Ivan Lins que muito me agradam). Fui tomado de grande surpresa. Surpresa, aliás, é o que mais existe neste trabalho, lançado, inicialmente, em 2 volumes e depois relançado em formato de box, com a adição de um terceiro. Já na primeira faixa, numa grande sacada, o samba &lt;em&gt;De Babado&lt;/em&gt; de Noel e João Mina é transformado em um partido alto em que Ivan versa ao lado de Nelson Sargento, Nei Lopes e Zeca Pagodinho, partideiros notórios. Outra surpresa agradabilíssima é que o piano foi deixado a cargo de duas feras do instrumento: Cristóvão Bastos e Leandro Braga. Desse jeito, um piano se encaixa bem até em bateria de escola de samba. Entre os músicos, executando o samba mais autêntico que a nossa gente é capaz de produzir, tem gente da lavra de Armando Marçal, Cláudio Jorge e Marcos Suzano. Fica difícil não acertar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="_cx" value="8863"&gt;&lt;param name="_cy" value="740"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8664290-b82"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8664290-b82"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8664290-b82" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;De Babado (Noel Rosa &amp;amp; João Mina)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;Como se isso tudo já não fosse suficiente, há participações especiais de uma turma do primeiro time da nossa música como Chico Buarque, Caetano Veloso, MPB4, Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Zé Renato e Guinga, entre outros do mesmo quilate. O som fica quase perfeito. O que destoa é o que eu já previa: a voz metálica de Ivan Lins. Mesmo isso não consegue estragar este excelente trabalho. Ainda bem.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5343881659954362333?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5343881659954362333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5343881659954362333&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5343881659954362333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5343881659954362333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/09/samba-e-piano.html' title='Samba e piano'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sr4QD8deiiI/AAAAAAAABA4/8FHju-8r1Eo/s72-c/ivan+lins.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2873610892184430553</id><published>2009-09-07T09:18:00.003-03:00</published><updated>2009-09-07T09:25:31.896-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Avidez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SqT7e5N3hSI/AAAAAAAABAo/NCBF7FOK9e0/s1600-h/visoes+do+golpe.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378700363160847650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SqT7e5N3hSI/AAAAAAAABAo/NCBF7FOK9e0/s400/visoes+do+golpe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Faz muito tempo que eu não lia um livro com tanta avidez. Elogiado por Elio Gaspari em sua trilogia da ditadura brasileira como o mais importante documento sobre a conspiração dos militares, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.ediouro.com.br/templates/ediourolivros/catalogo/catalogo.asp?codigo=13338&amp;amp;AreaSite=6"&gt;Visões do Golpe - A memória militar de 1964&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; foi lançado em 1994 pela Relume-Dumará e relançado, 10 anos depois, pela Ediouro. Organizado por Maria Celina D’Araujo, Gláucio Ary Dillon Soares e Celso Castro, o livro traz depoimentos de 12 militares que participaram ativamente da conspiração que derrubou o presidente João Goulart em 1964. Todos oficiais de média patente, nenhum deles teve ação decisiva na eclosão do movimento, levado a cabo por generais, mas ao curso do tempo, foram sendo promovidos ao generalato e conduziram o regime ao longo de 20 anos com a morte ou reforma daqueles que deflagraram o golpe. O golpe, aliás, presente no título, é tratado pelos entrevistados por revolução, como se ela tivesse se originado do seio e dos anseios da população. Defendem o golpe com muita altivez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando claro que têm, muito firmemente, suas próprias convicções, os organizadores decidem eximir-se de mostrá-las para oferecer aos leitores o pensamento dos militares entrevistados. Sendo assim, o livro acaba não cometendo o maior pecado que cometeu Elio Gaspari ao não conseguir disfarçar sua clara admiração por Geisel e Golbery em sua trilogia. Esta é a diferença entre livros de história quando são escritos por jornalistas e quando são escritos por cientistas políticos, sociólogos ou historiadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica patente, no livro, além do fato de todos os entrevistados defenderem o golpe, é a clara existência, na época, de dois grupos distintos dentro das forças armadas. Os Castelistas e os Costistas, uns defendendo a legalidade e outros, a chamada Linha Dura. Todos eles reconhecem que Castelo Branco tinha por objetivo devolver o poder a um civil depois de seu mandato. Segundo eles, esta disposição foi atropelada pelo grupo da linha dura que teria, aliás, levado Costa e Silva a apoiar esta direção. A maioria admite que Costa e Silva queria o poder, desde a deflagração do golpe, o que não significa que quisesse a presidência. Isto, pra mim, é mais do que suficiente para caracterizar o regime como uma ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente das questões históricas, o relato dos entrevistados serve para deixar muito clara a maneira como pensam os militares, como eles se consideram em relação aos civis e como é importante, mais do que tudo, a questão da hierarquia dentro das corporações. Tanto que, todos eles não hesitam em apontar como causa da deflagração do golpe o apoio que Jango deu aos sargentos e marinheiros nos momentos em que se sublevaram ou questionaram a ordem estabelecida dentro das casernas. Muitos deles não titubearam em declarar que sem este apoio, provavelmente, os militares não teriam se unido a ponto de desferirem o golpe no estado. Afirmam, sobretudo, que Castelo Branco não o faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta afirmação me leva, sempre, a fazer pequenas digressões condicionais. Como seria o nosso futuro se Jango não tivesse sido deposto? E se Jânio não tivesse renunciado? Aliás, o que teria acontecido se Lott não tivesse garantido a posse de Juscelino? O que teria sido de nosso país se Getúlio não tivesse dado um tiro no peito? Nada disso, porém, serve pra alguma coisa. A história não admite o uso da conjunção condicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro trata apenas do período que vai da tomada do poder até a posse de Costa e Silva, como segundo presidente militar. Engloba, portanto, o tempo anterior ao recrudescimento do regime, com sua onda de repressão e tortura, marcas registradas dos governos de Costa e Silva e Médici. Mas, como na obra de Gaspari, este livro faz parte de uma trilogia. Sendo assim, já tenho em minhas mãos o segundo volume, cujo título é &lt;em&gt;Os anos de chumbo&lt;/em&gt;. Este, sim, é um período que me interessa ver como os militares vão encarar.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2873610892184430553?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2873610892184430553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2873610892184430553&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2873610892184430553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2873610892184430553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/09/avidez.html' title='Avidez'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SqT7e5N3hSI/AAAAAAAABAo/NCBF7FOK9e0/s72-c/visoes+do+golpe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-927312117251215393</id><published>2009-08-29T17:27:00.004-03:00</published><updated>2009-08-29T17:38:39.039-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Nem samba nem tango</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quem acompanha este blog, há algum tempo, sabe o quanto eu gosto de Buenos Aires. Quem não sabe deste gosto, pode ler o que eu escrevi &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/search?q=buenos+aires"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Gosto da cidade, mas, sobretudo, da comida e da música, principalmente o tango. Mas não só de tango vive a música argentina. Há muito mais. O problema é que, no Brasil, só conhecemos tango, quando pensamos em música portenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esse é um fenômeno muito claro. Os argentinos conhecem muito mais a nossa música do que nós conhecemos a deles. Em qualquer loja de CDs em que se entra em Buenos Aires, há sempre uma prateleira enorme com discos de artistas brasileiros. E não é como nos Estados Unidos em que essas prateleiras, muito menores, estão ocupadas com discos de Bossa Nova ou, como na Europa, em que estão infestadas de coletâneas de gosto duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Argentina há discos de quase todos os artistas brasileiros, desde os mais conhecidos, como os figurões da MPB, até aqueles desconhecidos &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SpmQk9c6fpI/AAAAAAAABAY/OGzrTOZsXFs/s1600-h/Aznar-Canta-Brasil.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375486594888924818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SpmQk9c6fpI/AAAAAAAABAY/OGzrTOZsXFs/s400/Aznar-Canta-Brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;aqui mesmo, pela grande maioria da nossa gente. E esta diversidade, que falta em muitas lojas de discos brasileiras, pode-se encontrar no CD duplo &lt;em&gt;Aznar Canta Brasil&lt;/em&gt;, do cantor e compositor argentino &lt;a href="http://www.pedroaznar.com.ar/"&gt;Pedro Aznar&lt;/a&gt;. São 23 canções que vão desde os compositores mais consagrados como Chico Buarque, Caetano Veloso e Milton Nascimento, até autores tão importantes quanto estes, mas que não freqüentam as estações das nossas rádios e muitos menos as trilhas das novelas de TV, como Egberto Gismonti ou Zé Miguel Wisnik.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="315" height="80"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24EFDAFPA0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24EFDAFPA0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A maioria das faixas é cantada em espanhol, em versões escritas pelo próprio Aznar, mas ele também se atreve a cantar uma ou outra canção em português com um resultado surpreendentemente bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos Pedro Aznar em nossa última viagem à capital argentina, fuçando nas estantes de discos. E chegamos a ele graças ao faro que todo fanático por discos tem, por causa de uma capa, de um título, lendo a ficha técnica. Em nossa próxima viagem, a meta é conseguir assistir a uma apresentação dele, ao vivo. Torço para que dê certo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-927312117251215393?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/927312117251215393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=927312117251215393&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/927312117251215393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/927312117251215393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/08/amba-nem-tango.html' title='Nem samba nem tango'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SpmQk9c6fpI/AAAAAAAABAY/OGzrTOZsXFs/s72-c/Aznar-Canta-Brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2890543372718178</id><published>2009-08-21T14:05:00.003-03:00</published><updated>2009-08-21T14:11:52.687-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Mago das palavras</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/So7VLPbYR2I/AAAAAAAAA_o/XDGhK85jYKQ/s1600-h/PAULO+CESAR+PINHEIRO.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 151px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372465794596226914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/So7VLPbYR2I/AAAAAAAAA_o/XDGhK85jYKQ/s400/PAULO+CESAR+PINHEIRO.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.casadapalavra.com.br/livros/index.php?codigo=381&amp;amp;PHPSESSID=ffc97ba42f94c36a45014851e0492ac5"&gt;A letra Brasileira de Paulo César Pinheiro – Uma jornada musical&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de Conceição Campos, impressiona pelos números. Foram catorze anos entre o início da pesquisa e a edição do livro, durante os quais a autora contou mais de 2000 letras, feitas para melodias de mais de 100 parceiros, quase metade das quais gravadas por mais de 500 intérpretes. A outra quase metade, continua inédita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando se fala em Paulo César Pinheiro não são os números que importam e sim as palavras. Não há, em minha opinião, quem lide melhor com a língua portuguesa do que este carioca brasileiro quando está imbuído da tarefa de encaixá-las numa melodia. Sou absolutamente fanático por suas letras. E foi por isso que meus olhos brilharam quando, na fila de espera da noite de autógrafos do livro da Soninha e do Baptistão, se depararam com este livro na estante. Não tive dúvidas, coloquei o volume com 410 páginas debaixo do braço e continuei na fila cheio de nova excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;230 páginas não seriam suficientes para falar de obra tão larga e importante. A primeira coisa que a autora declara, no livro, é sua total incapacidade de lidar com a pesquisa enquanto o pesquisado continua produzindo letras e poemas numa velocidade muito maior do que ela consegue trabalhar. Logo ficou claro, pra ela, que essa empreitada não teria fim. Por isso mesmo, depois de um primeiro capítulo biográfico, ela decide abandonar a cronologia como linha mestra da exposição de seu texto para adotar o critério regional da obra do escritor. Adotando este acertado critério, passeia pelas regiões que estão presentes em suas letras e poesias e onde ele se relaciona com seus principais parceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o critério foi acertado, ela errou na mão ao tentar dar certo equilíbrio entre cada uma das regiões, como se a obra do poeta fosse uma coisa linear. Com isso, acaba passando a impressão de que suas parcerias com o paraense Paulo André Barata sejam tão importantes quanto as com Baden Powell, Mauro Duarte ou João Nogueira. Não são, absolutamente. Nessa tentativa de equilíbrio, consegue diminuir a importância de um parceiro como Dori Caymmi, responsável por algumas das mais belas parcerias. E, pecado mortal, ela, praticamente, despreza os sambas com Eduardo Gudin, um dos seus parceiros mais importantes, ao desprezar, igualmente, a cidade de São Paulo na sua divisão regional da obra de Paulo César Pinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, e apesar de tudo isso, o livro é delicioso de se ler já que seu maior acerto foi colocar, ao lado da narrativa, mais de 100 letras de música e poemas do escritor. As 180 páginas finais são reservadas para fotos, listas de letras inéditas, registros de gravações das músicas. Nem 230, nem as 410 páginas do livro seriam suficientes para expressar toda a obra deste grande mago das palavras. Mas como eu já disse, não se trata de número. Trata-se de letra. A letra brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2890543372718178?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2890543372718178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2890543372718178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2890543372718178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2890543372718178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/08/mago-das-palavras.html' title='Mago das palavras'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/So7VLPbYR2I/AAAAAAAAA_o/XDGhK85jYKQ/s72-c/PAULO+CESAR+PINHEIRO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-361622080571561160</id><published>2009-08-16T17:05:00.003-03:00</published><updated>2009-08-16T17:25:22.451-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>O prazer, finalmente.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SohnmhMHpWI/AAAAAAAAA_Q/QnXM1lMTztc/s1600-h/leite+derramado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370656467081209186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 153px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SohnmhMHpWI/AAAAAAAAA_Q/QnXM1lMTztc/s400/leite+derramado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;utro dia, escrevi um &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/musica-literatura-e-cinema.html"&gt;texto&lt;/a&gt; reclamando dos filmes gerados a partir dos livros de Chico Buarque. Confessei, aliás, que não havia me empolgado, ainda, com nenhum livro seu, embora reconhecesse um gradativo aumento de minha satisfação a cada um que lia. Escrevi o texto às vésperas de iniciar a leitura de &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/"&gt;Leite Derramado&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, seu último lançamento. Falei da minha expectativa de que o aumento da minha satisfação perdurasse e, felizmente, isso aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei, particularmente, impressionado com a capacidade de se colocar no lugar do velho enfermo, mostrando conhecer características que só quem já esteve ao lado de uma pessoa num leito de hospital pode conhecer. Descreveu certos fenômenos dos quais não vou falar pra não entregar a história. Chico Buarque, aliás, é um grande conhecedor dos fenômenos que assolam a espécie humana. Isso está fartamente demonstrado em suas canções. E por falar em canção, é impossível ler o livro sem se lembrar de &lt;em&gt;O Velho Francisco&lt;/em&gt;, uma música sua lançada no disco &lt;em&gt;Francisco,&lt;/em&gt; de 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que &lt;em&gt;Leite Derramado&lt;/em&gt; foi o primeiro livro de Chico Buarque que me deu, verdadeiramente, um grande prazer em ler. Mostrou um autor mais próximo do meu paladar ou mostrou-me, a mim mesmo, mais próximo do seu jeito de escrever. Pra tirar esta dúvida, só relendo &lt;em&gt;Estorvo&lt;/em&gt;. Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero minha esperança de que não inventem de fazer um filme baseado no livro. Não é necessário, não é possível, não deveria ser permitido.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-361622080571561160?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/361622080571561160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=361622080571561160&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/361622080571561160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/361622080571561160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/08/o-prazer-finalmente.html' title='O prazer, finalmente.'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SohnmhMHpWI/AAAAAAAAA_Q/QnXM1lMTztc/s72-c/leite+derramado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8665472525565308408</id><published>2009-08-02T19:16:00.006-03:00</published><updated>2009-08-02T19:38:27.715-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Blasfêmia?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ntigamente, uma das coisas mais difíceis para um cantor iniciante era gravar um disco. Aliás, esse era o ponto alto do início de carreira e a partir dali é que ela fluía para um lado ou para o outro, nem sempre seguindo a vontade do artista. Muitas vezes, acompanhando os rigores das marés, vimos cantores e cantoras escolhendo caminhos mais fáceis, pra que a carreira pudesse crescer mais rapidamente. E, nessa toada, vimos muita gente enveredar pelos caminhos do samba, mesmo sem que esse fosse o caminho mais sincero, já que o samba, por mais que alguns insistam em não ver, é a música que fala mais alto na alma do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira cantora a arrebatar multidões cantando samba foi Clara Nunes. Vendeu muitos discos, chegando a equiparar-se a Roberto Carlos num determinado momento da história. Logo em seguida veio Beth Carvalho que, depois de um começo com indecisão, escolheu o samba como mola condutora da carreira. Se alguém desconfia que esta escolha tenha sido sincera, não há como negar que a cantora tenha se mantido fiel ao gênero, independentemente de modas ou marés. E, por fim, agora surge Teresa Cristina, tão grande quanto as antecessoras, mas que, aparentemente, não está talhada para o sucesso arrebatador de grande multidões ou enormes vendagens de disco. E que isso não signifique nenhum demérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnYQh_vd0aI/AAAAAAAAA_A/gA2mNvtyofY/s1600-h/Aline+Calixto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365494182290772386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnYQh_vd0aI/AAAAAAAAA_A/gA2mNvtyofY/s400/Aline+Calixto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Navegando à toa pela Internet, descobri &lt;a href="http://www.alinecalixto.com.br/"&gt;Aline Calixto&lt;/a&gt;, mineira nascida no Rio. Seu disco de estréia, homônimo, é delicioso. Ela canta um samba alegre e descontraído. Um samba verdadeiro e bem acompanhado. Numa das faixas do disco pode-se reconhecer as vozes de Monarco, Walter Alfaiate, Nelson Sargento e Wilson Moreira. Companhia melhor do que essa, impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando tão bem acompanhada, Aline poderia recorrer à receita fácil de gravar só os clássicos do samba, mas não se rende a esta estratégia. Ao mesmo tempo que canta sambas de compositores consagrados como Monarco, Roque Ferreira ou Arlindo Cruz, ela preenche os espaços do disco com sambas de gente menos conhecida como Edu Krieger e uma legião de novos mineiros. Rodrigo Santiago, Toninho Geraes, Toninho Nascimento, Affonsinho e Renegado são nomes de gente nova que desponta das Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ser acusado de blasfêmia, mas ver e ouvir Aline Calixto me faz lembrar Clara Nunes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UCZBqA8Ky3c&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UCZBqA8Ky3c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oxossi &lt;/em&gt;(Roque Ferreira) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8665472525565308408?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8665472525565308408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8665472525565308408&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8665472525565308408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8665472525565308408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/08/blasfemia.html' title='Blasfêmia?'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnYQh_vd0aI/AAAAAAAAA_A/gA2mNvtyofY/s72-c/Aline+Calixto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2207699949913105823</id><published>2009-08-02T18:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-02T18:50:56.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;doro a Bahia. Gosto muito do jeito malemolente de seu povo e sinto muita saudade de momentos deliciosos que passei nas praias de Ilhéus e do carinho da família da Clélia em Itabuna. Salvador, só conheço a trabalho e, por isso, minhas saudades de lá são todas gastronômicas. Gosto muito do restaurante Iemanjá, pra onde sempre sou levado por meu amigo Robson, baiano de araque, capixaba que é. Me encanta o bobó, o caruru, o vatapá, mas minha maior saudade baiana é o acarajé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci o acarajé antes de conhecer a Bahia. Moleque, ia sempre comê-los em São Bernardo do Campo, numa feira de artesanato, levado por meu pai, que não se cansava de contar histórias da única viagem que fizera pra fora do estado de São Paulo, jovem ainda, assim como não se cansava de lamentar o fato de ter desprezado inúmeras iguarias da comida baiana que não tivera ânimo para experimentar. Por sorte, minha e dele, o acarajé não fez parte deste cardápio desprezado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado em Campinas, nunca havia conseguido provar um acarajé decente. Tentei, certa vez, na feira de artesanato do Centro de Convivência, mas foi um fiasco. Nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnYJYsaMuRI/AAAAAAAAA-4/Fx_mCOTAGlM/s1600-h/acaraj%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; FLOAT: left; HEIGHT: 176px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365486325901080850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnYJYsaMuRI/AAAAAAAAA-4/Fx_mCOTAGlM/s400/acaraj%C3%A9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Felizmente, hoje, pude comer um excelente acarajé, aqui, perto de casa, no Canto do Acarajé, mais conhecido como Bar da Tonha. Já tinha ido lá outras vezes, mas em nenhuma das oportunidades havia acarajé. Explica-se: a iguaria só é servida à noite ou no almoço de sábado e domingo. Estava delicioso, no ponto certo, sem falha nenhuma. Eu, que tenho preferência por comê-los na mão, decidi experimentar o acarajé da Tonha servido no prato, com direito a todos os acompanhamentos que tanto me encantam. Comi ainda o caruru da Clélia que é mais chegada no vatapá, no camarão e no vinagrete. Eu, que não dispenso nada, carreguei meu prato de pimenta e me esbaldei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom matar a saudade. Saudade da Bahia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2207699949913105823?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2207699949913105823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2207699949913105823&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2207699949913105823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2207699949913105823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/08/ai-ai-que-saudade-eu-tenhoda-bahia.html' title='Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnYJYsaMuRI/AAAAAAAAA-4/Fx_mCOTAGlM/s72-c/acaraj%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7568584825721548187</id><published>2009-07-31T05:30:00.005-03:00</published><updated>2009-07-31T05:42:13.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inclassificável'/><title type='text'>Twitter</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u sou um dos caras mais lerdos no que diz respeito aos avanços tecnológicos. Mesmo quando as lojas de discos estavam, já, infestadas de CDs em suas prateleiras, eu entrava nelas à procura dos discos de vinil, relegados, cada vez mais, aos cantos ermos. Quando inventaram o Windows, eu ainda fiquei um bom tempo trabalhando no ambiente DOS e, mesmo quando o Excel já era uma unanimidade, eu ainda me virava com planilhas feitas no Lotus 123.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou absolutamente conectado à Internet, tenho aqui este blog, mas passo longe do Orkut. Não estou nesta rede e, provavelmente, não vou entrar. E agora começo a ouvir, a torto e a direito, essa história de Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, meio envergonhado, que ainda não entendo exatamente do que se trata. Sei que é uma questão de pura preguiça, já que com uma rápida consulta ao Google, eu, possivelmente, terei acesso a milhares de páginas explicando como funciona este novo fenômeno de comunicação. Pelo menos isso eu sei: trata-se de alguma coisa ligada a comunicação. Mais do que preguiça, entretanto, eu sinto certa desmotivação em saber o que é isso. A sensação é de que seja uma coisa que não vai me fazer falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do tempo em que tweeter era um auto-falante pequenino, específico para reproduzir sons agudos. Cansei de instalar tweeters em caixas acústicas e na porta do carro. Fui craque em calcular componentes eletrônicos para produzir divisores de freqüência que proporcionavam um maior resultado na reprodução do som. Hoje, ninguém mais faz isso. Nem eu e nem ninguém. Hoje já vem tudo pronto, é tudo &lt;em&gt;plug and play&lt;/em&gt;, embora haja quem diga que, ao comprar esses equipamentos mais modernos, a expressão mais apropriada deveria ser &lt;em&gt;plug and pray&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364539940703102562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnKsp00A5mI/AAAAAAAAA-w/-7u8WlFd-E8/s400/tweeter.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, vou seguindo com meu atraso e minha desinformação. Estou cada vez menos interessado na modernidade, na rapidez, na falta de profundidade das coisas. Ah! Que saudade do vinil! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7568584825721548187?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7568584825721548187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7568584825721548187&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7568584825721548187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7568584825721548187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/twitter.html' title='Twitter'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SnKsp00A5mI/AAAAAAAAA-w/-7u8WlFd-E8/s72-c/tweeter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4817563789735903359</id><published>2009-07-21T20:45:00.004-03:00</published><updated>2009-07-21T21:00:56.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Novidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;onheci a cantora Ceumar através de uma amiga que me enviou seu primeiro disco, Dindinha, dos Estados Unidos. Tudo era novidade naquele CD, recheado com canções de Zeca Baleiro, também uma novidade naquela época. Tinha mais coisa e tudo soava novo, desde músicas desconhecidas até canções popularíssimas como o baião &lt;em&gt;Olha pro Céu&lt;/em&gt;, de Luiz Gonzaga e José Fernandes. Até esta, entretanto, parecia coisa novíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui vê-la, pela primeira vez, no SESC de São Caetano do Sul, no ABC paulista. Num show intimista, palco pequeno, colado à platéia, ela se apresentou acompanhada do próprio violão, ao lado de uma excelente percussionista que o nome me escapou e que nunca mais vi na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estive em shows dela no Café Filosófico da CPFL, em Campinas, e no SESC Pompéia, em São Paulo. Em todos eles, uma presença marcante no palco, aliada a muita qualidade vocal. Em qualquer uma das apresentações, sempre reservava uma novidade, como a presença inebriante do percussionista Gigante Brasil no show campineiro, falecido ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmZT1xGviNI/AAAAAAAAA-g/p5YMH7SBzaA/s1600-h/ceumar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361064589610944722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmZT1xGviNI/AAAAAAAAA-g/p5YMH7SBzaA/s400/ceumar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se no segundo CD a novidade fora a presença de duas canções autorais, Ceumar nos brinda, agora, com um quarto disco, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.circusproducoes.com.br/artista_03.html"&gt;Meu nome&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, em que a totalidade das canções é de sua autoria. Embora isso seja novidade, a qualidade de Ceumar não me surpreende mais. Ganhamos este novo disco de uma amiga da Clélia, que foi ver o show, e nos trouxe um exemplar autografado. Foi só colocá-lo pra tocar e a convicção de que ouviríamos música de primeira qualidade se transformou em certeza, já no primeiro acorde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="315" height="80"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24EAA74PA0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24EAA74PA0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco foi gravado ao vivo, ano passado, num show em São Paulo. No palco, Ceumar e seu violão e as participações do músico mineiro &lt;a href="http://www.myspace.com/sergioperere"&gt;Sérgio Pererê &lt;/a&gt;e do pianista cubano &lt;a href="http://www.myspace.com/yanielmatos"&gt;Yanel Matos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encarte do CD, Ceumar registra um comentário de seu pai a respeito do disco: “um CD com 20 músicas é bom pra viajar!”. De fato, ouvir Ceumar é bom pra viajar. Em todos os sentidos, pra qualquer direção.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4817563789735903359?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4817563789735903359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4817563789735903359&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4817563789735903359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4817563789735903359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/novidade.html' title='Novidade'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmZT1xGviNI/AAAAAAAAA-g/p5YMH7SBzaA/s72-c/ceumar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-3155888447135786094</id><published>2009-07-18T23:41:00.002-03:00</published><updated>2009-07-19T02:25:29.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Sabor diferente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmKI2Tnh1_I/AAAAAAAAA-Y/OdLZtYMC7pU/s1600-h/Clos+Vert.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359996973084694514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 78px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmKI2Tnh1_I/AAAAAAAAA-Y/OdLZtYMC7pU/s400/Clos+Vert.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Restaurante Clos Vert, em Barão Geraldo, só abre para o almoço. Isso faz com que eu só possa visitá-lo aos sábados, já que aos domingos também fecha suas portas. Já falei, brevemente, deste restaurante no post &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/03/desvendando-campinas.html"&gt;Desvendando Campinas&lt;/a&gt;, em que eu aludia ao fato de que, chegando lá um pouco tarde, na primeira vez que fomos, acabei pegando o bufê um tanto quanto desfalcado. Voltamos lá hoje, tomando o cuidado de não cometer o mesmo erro. Fomos quase os primeiros a chegar e os pratos estavam todos à disposição, a maioria deles intocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restaurante tem identidade árabe, com um tempero diferenciado, graças à influência de Nadira, francesa, casada com Issa, que é sírio, donos do restaurante. Como é um restaurante árabe diferenciado, é melhor fugir das opções óbvias, como quibes e esfirras. O melhor é se enveredar pelos pratos mais inventivos, raros em restaurantes mais tradicionais. O restaurante é bom, sem ser magnífico. Na verdade, eu saí de lá com um sentimento dúbio. Sabia que tinha gostado, mas não tinha aquela sensação de ter comido a última maravilha do universo. Com o tempo, entretanto, ao longo da tarde, fui percebendo o quanto o sabor daquela comida permanecia em mim de maneira agradável. Tá difícil de explicar. Em geral, quando saio de um almoço plenamente satisfeito, a minha sensação é de grande regozijo, embora, por conta da quantidade, com o passar de algum tempo, aquela comida começa a pesar, tanto em meu estômago quanto em meu cérebro. Foi exatamente o contrário do que aconteceu ao sair do Clos Vert. Estou quase convencido de que essa sensação é melhor que aquela. Ainda não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comer muito no Clos Vert não é uma boa idéia, também, por causa do preço. Aos sábados é um pouco mais salgado, mas, desconfio que seja um tanto mais diversificado. De qualquer forma, a melhor estratégia é escolher muito bem aquilo que você mais gosta e pegar porções parcas daquilo que não conhece, mesmo que tenha que voltar mais vezes ao bufê e à balança. E essas manhas a gente só adquire com o tempo, ou seja, voltando lá mais vezes. É isso que vou fazer.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-3155888447135786094?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/3155888447135786094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=3155888447135786094&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3155888447135786094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/3155888447135786094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/sabor-difrente.html' title='Sabor diferente'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmKI2Tnh1_I/AAAAAAAAA-Y/OdLZtYMC7pU/s72-c/Clos+Vert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4444579658333965145</id><published>2009-07-17T14:34:00.018-03:00</published><updated>2009-07-18T10:34:49.464-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Moacyr Luz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão vou mentir, no começo eu achava que Moacyr Luz cantava mal. Reconhecia nele um compositor de primeiríssima linha, principalmente por ter composto um dos meus 5 sambas preferidos. Mas achava sua voz falha, quase desafinada. Devo adiantar que não tenho nada especialmente contra os desafinados. Chico Buarque desafina, Francis Hime desafina, Eduardo Gudin e Tom Jobim são quase insuportáveis para quem faz questão da freqüência exata na emissão das notas musicais. Não é meu caso. Nunca deixei de comprar discos destes artistas que citei por esse motivo. Mas no caso do Moacyr Luz, tive, quando conheci, alguma má vontade com sua voz. Tanto, que foi por esse motivo que não fui assistir a seu show, em Campinas, na primeira vez que se apresentou no Tonico’s Boteco. O segundo show eu perdi pelo fato de estar viajando e o terceiro, felizmente, pude ir vê-lo. Sim, digo felizmente, pois felizmente eu percebi que sua maneira de cantar samba é das mais autênticas e sonoras que eu já pude ouvir. Hoje, pouca gente me comove tanto quanto Moacyr Luz cantando samba.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC45dmQJkI/AAAAAAAAA94/xrL574Hlm_Q/s1600-h/Na+Galeria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359486853908014658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC45dmQJkI/AAAAAAAAA94/xrL574Hlm_Q/s400/Na+Galeria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Seus discos tenho todos, com exceção do primeiro, lançado em 1988, que já procurei muito sem lograr sucesso. Os 3 primeiros são de parcerias com Aldir Blanc, o que garante qualidade inquestionável e, na quarta empreitada fonográfica, gravou um disco com músicas de outros autores, chamado &lt;em&gt;Na Galeria&lt;/em&gt;. Este tem um significado muito grande pra mim, por dois motivos: foi neste disco que aprendi a gostar de seu jeito de cantar e porque há nele sambas fantásticos de grandes compositores, bem desconhecidos (os sambas, não os compositores). São sambas de Cartola, Noel Rosa e Candeia, entre tantos outros. Sua gravação de &lt;em&gt;Retiro&lt;/em&gt;, do Paulinho da Viola, vez por outra, me leva às lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24E0D07PD&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24E0D07PD" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC5FQFrngI/AAAAAAAAA-A/fre7JmcyP9A/s1600-h/samba+da+cidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359487056440172034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC5FQFrngI/AAAAAAAAA-A/fre7JmcyP9A/s400/samba+da+cidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Passei a comprar todos os seus discos e foi com &lt;em&gt;Samba da Cidade&lt;/em&gt; que, na minha opinião, ele atingiu o auge da qualidade, não por acaso, ao diversificar os parceiros. Naquele disco, ele apresentava composições com Wilson das Neves, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, Wilson Moreira e Aldir Blanc, naturalmente. O disco é de arrepiar, acreditem. &lt;em&gt;Som de Prata&lt;/em&gt;, com letra de Paulo César Pinheiro, é comovente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24E0D0FPA0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24E0D0FPA0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC5Qj687oI/AAAAAAAAA-I/OS9eGHV4_Tg/s1600-h/batucando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359487250742439554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC5Qj687oI/AAAAAAAAA-I/OS9eGHV4_Tg/s400/batucando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi uma sensação de muita excitação a que eu senti quando fui comprar seu último CD, &lt;em&gt;Batucando&lt;/em&gt;. Nele há, também, parcerias diversas e parceiros novos como Ivan Lins, Hermínio Bello de Carvalho e Sereno. Há, neste disco novo, várias participações especiais, cantando junto com ele. Zeca Pagodinho, Wilson das Neves, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Ivan Lins, Alcione, Tantinho da Mangueira, Luiz Melodia e Mart’nália passeiam entre as faixas em companhia do &lt;a href="http://youpode.com.br/blog/blogdomoa/"&gt;Moa&lt;/a&gt;. Um disco muito bom, que eu não me canso de ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24E0DA0PB0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24E0DA0PB0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4444579658333965145?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4444579658333965145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4444579658333965145&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4444579658333965145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4444579658333965145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/moacyr-luz.html' title='Moacyr Luz'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SmC45dmQJkI/AAAAAAAAA94/xrL574Hlm_Q/s72-c/Na+Galeria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2597330521072056518</id><published>2009-07-16T08:50:00.002-03:00</published><updated>2009-07-16T08:54:52.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Feminino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sl8UiIF29_I/AAAAAAAAA9w/TAtEheNr9Jg/s1600-h/caramelo+3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359024658114344946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sl8UiIF29_I/AAAAAAAAA9w/TAtEheNr9Jg/s400/caramelo+3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/caramelo/caramelo.asp"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;aramelo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, o filme libanês dirigido pela atriz Nadine Labaki, fala da solidão das mulheres. Das mulheres maduras, sobretudo. Apesar de não negar referências regionais, o filme poderia se passar em qualquer outro lugar e em qualquer outro tempo. Afinal, a discriminação e a opressão que as mulheres sofrem na Beirute de hoje já foram iguais à que ocorreu na sociedade brasileira ou norte-americana em algum outro tempo. Não é esta questão, portanto, o que mais me toca no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto principal é como a sociedade, em épocas e regiões distintas, impõe às mulheres, modelos estéticos e de comportamento cruéis. Aliás, eu sempre digo que o tempo é cruel com as mulheres, menos pelo que a natureza opera em seu corpo e mais pelo que a sociedade lhes cobra. Afinal, uma gordura localizada, uma mecha branca nos cabelos ou algumas rugas, são absolutamente aceitáveis nos homens (quando não são, em muitos casos, admiradas) enquanto são abomináveis nas mulheres. Pouquíssimas são as munidas de coragem e personalidade suficientes para encarar estas transformações, absolutamente naturais, com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se ressaltar que esta cobrança não provém apenas da parcela machista da sociedade, mas também as mulheres exercem esta tirania de forma cruel, na maioria das vezes, mais do que os homens. Isso obriga toda mulher, ao amadurecer, a tomar decisões difíceis como a de encarar estas transformações de frente ou tentar, inutilmente, escondê-las, através de cirurgia e maquiagem, com resultados desastrosos, muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de cada um destes e de outros dramas, enfrentados pelas mulheres, que trata Caramelo. É um filme repleto de mulheres, feito por mulheres, para as mulheres. Tanto é assim, que eu era um dos únicos dois exemplares do sexo masculino na sala de exibição. Isso não representa nenhum problema para mim. Se existe uma coisa de que eu gosto é da companhia das mulheres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2597330521072056518?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2597330521072056518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2597330521072056518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2597330521072056518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2597330521072056518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/feminino.html' title='Feminino'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sl8UiIF29_I/AAAAAAAAA9w/TAtEheNr9Jg/s72-c/caramelo+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-877741736677831627</id><published>2009-07-14T00:10:00.010-03:00</published><updated>2009-07-14T03:30:48.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Meus 5 sambas preferidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;eu amigo Alejandro gosta de fazer listas. Tem uma infinidade delas: filmes que ainda quer ver, próximos livros para ler, esse tipo de coisa, tudo no futuro. Ele as escreve em papeizinhos minúsculos, com um altíssimo grau de organização. Eu não consigo ser tão organizado e muito menos tenho disciplina para fazer listas, ainda mais no futuro. Nunca conseguiria cumpri-las. Por isso, em sua homenagem, resolvi fazer uma lista, mas uma lista no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo que lê esse blog percebe que o assunto mais constante aqui é a música. E sabe que, dentre as minhas preferências, é o samba a que mais me emociona. Por isso mesmo, resolvi fazer a lista dos meus 5 sambas preferidos. Não é uma lista definitiva (nunca será) e nem eterna. Essa lista, se eu tivesse pensado em fazê-la no ano passado, talvez fosse outra. Se eu cismar de fazê-la daqui a um ano, poderá ser diferente, quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma lista dos melhores sambas e nem dos sambas mais importantes. É a lista dos sambas que eu mais gosto, que mais me tocam e que, portanto, mais tocam em meu carro, minha casa, minha cabeça. São os sambas que mais me dão prazer ouvir e cantar. E vou colocá-los aqui com as gravações com as quais eu os conheci:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E lá se vão meus anéis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;com Os Originais do Samba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor pelo samba é tão grande quanto o meu ódio por aqueles conjuntos de pagode, em que 5 ou 6 marmanjos dublam “dançandinho”, vestindo a mesma roupa, sambas melosos de qualidade duvidosa. Ao que tudo indica, felizmente, esses grupos estão sumindo do mapa. Acho-os abomináveis. Houve, porém, num passado remoto, um grupo que fazia esta mesma coisa que eu abomino, com uma diferença crucial: eles sabiam tocar e cantar samba e um samba da maior qualidade. Faziam isso quando isso não era moda. Eram os Originais do Samba e foi com eles que eu conheci esta maravilha, fruto de parceria entre Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DGGCEP0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DGGCEP0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pressentimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;com MPB4 e Quarteto em Cy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo vocal de que mais gosto é o MPB4. Não o da formação de agora, com o Dalmo Medeiros, mas da anterior, com o Ruy Faria. E dentre os seus discos, o que mais me encanta é o 10 Anos Depois, recheado de gravações clássicas, entre elas, esse samba de Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DGGCFPA0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DGGCFPA0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Senhora Liberdade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Nei Lopes e Wilson Moreira&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;com Zezé Motta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei da voz vigorosa da atriz Zezé Motta, como gostei de seu vigor no filme Chica da Silva, esbanjando sensualidade, como uma rainha africana. Lembro-me do quanto gostava de ouvi-la cantando, assim como gostava de ver suas pernas. Em seu disco Negritude, cheio de músicas excelentes, o destaque era para &lt;em&gt;Senhora Liberdade&lt;/em&gt;, de Nei Lopes e Wilson Moreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DGGCGPAD&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DGGCGPAD" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saudades da Guanabara&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Moacyr Luz, Paulo César Pinheiro e Aldir Blanc&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;com Beth Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a primeira faixa do disco de mesmo nome que Beth Carvalho gravou, em 1989, no auge de sua maturidade como cantora. Uma parceria de Moacyr Luz com meus dois letristas preferidos da música popular brasileira, Paulo César Pinheiro e Aldir Blanc. Aliás, a história de como este samba foi composto pode ser lida &lt;a href="http://youpode.com.br/blog/blogdomoa/2009/03/11/saudades-da-guanabara"&gt;aqui&lt;/a&gt;, no Blog do Moa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DGG40PB0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DGG40PB0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O samba é meu dom&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;com Wilson das Neves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos shows de aniversário de 50 anos de Paulo César Pinheiro, no SESC Pompéia, estavam reunidos no palco grandes nomes do nosso samba como João Nogueira, Joyce, Márcia e Eduardo Gudin. Cada um, cantava algumas músicas e saía, dando vez para outro que entrava. O grupo que acompanhava a turma era de primeiríssima qualidade. De repente, Wilson das Neves, famoso baterista, sai de trás do instrumento e vem à frente do palco cantar um samba seu em parceria com o aniversariante. Era &lt;em&gt;O samba é meu dom&lt;/em&gt;. Lembro-me que fiquei perplexo e saí de lá, naquela noite, com esse samba na cabeça e não sosseguei enquanto não pude encontrar um disco com a gravação daquele jóia. Custou, mas quando consegui, a exaltação que sentira da primeira vez voltou com a mesma força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DGGDAPAD&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DGGDAPAD" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como eu já disse, pode nem ser a lista dos melhores ou mais importantes sambas já compostos. Só sei que, depois de postar este texto, não sei se serei capaz de sair da frente do computador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-877741736677831627?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/877741736677831627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=877741736677831627&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/877741736677831627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/877741736677831627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/meus-5-sambas-preferidos.html' title='Meus 5 sambas preferidos'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-6445987684490987846</id><published>2009-07-13T17:11:00.003-03:00</published><updated>2009-07-13T19:32:01.914-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Nossa vida com graça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u nunca me atrevi a escrever um romance, pois tenho a forte convicção de que não conseguirei chegar perto de um Saramago ou de um Cony. Na juventude, cometi poemas e letras de música, mas como não me equiparava a um Drummond nem a um Paulo Cesar Pinheiro, resolvi desistir. Os contos que tenho escritos estão absolutamente inéditos, pois não são da mesma casta dos de um Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o que me permito mesmo é escrever estes textos publicados no blog que, na falta de uma classificação mais apropriada, eu poderia chamar de crônica. Melhor não. Afinal, estes rabiscos não chegam aos pés de crônicas de um Rubem Braga ou um Paulo Mendes Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida de cronista, ao menos os mais famosos, tem seu lado ruim e seu lado bom. O lado ruim é a obrigatoriedade de escrever todo santo dia uma crônica diferente. Já li muitos deles reclamarem desta ditadura. O lado bom é que a maioria deles, depois de ter suas crônicas publicadas em jornais e revistas, acaba lançando livros reunindo seus melhores textos, ou seja, fazem um mesmo trabalho servir pra dois propósitos. Cansei de comprar livros do Ubaldo, do Veríssimo, do Loyola e, ao lê-los, descobrir que mais da metade das crônicas não eram inéditas pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SluVjuxNt-I/AAAAAAAAA9g/6hgvZqgJPio/s1600-h/mario+prata.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358040622769747938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SluVjuxNt-I/AAAAAAAAA9g/6hgvZqgJPio/s400/mario+prata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi por isso que fiquei com um pé atrás quando comprei o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8576653265%20%20&amp;amp;sid=01121411411710301213265125"&gt;Cem melhores crônicas (que, na verdade, são 129)&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; do Mario Prata. Fiquei bastante satisfeito ao perceber que não tinha mais do que 2 ou 3 que eu já havia lido. Mais satisfeito ainda, ao perceber que este escritor está no mesmo nível daqueles que eu citei anteriormente. Muito gostoso ler suas crônicas, li seu livro em um piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mario Prata tem o dom de ser engraçado sem ser um comediante. Ele não fica tentando fazer graça. Sua graça é natural e flui principalmente quando fala das coisas mais banais da vida. Ao constatar como a vida é banal e, mais, ao nos mostrar como a nossa vida é banal, acaba nos mostrando como ela é cheia de graça. Ler Mario Prata, portanto, é uma forma de achar graça na nossa vida, por mais que ela pareça tacanha. É um livro tão prazeroso, que deveria ser classificado como um livro de auto-ajuda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-6445987684490987846?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/6445987684490987846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=6445987684490987846&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6445987684490987846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/6445987684490987846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/nossa-vida-com-graca.html' title='Nossa vida com graça'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SluVjuxNt-I/AAAAAAAAA9g/6hgvZqgJPio/s72-c/mario+prata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2831173889931491867</id><published>2009-07-12T21:33:00.004-03:00</published><updated>2009-07-12T21:37:38.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Conflito e serenidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/07/02/ult26u28563.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oras de verão &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é um filme, acima de tudo, simples. Simples como a vida pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo trata da partilha de bens entre 3 irmãos após a morte da matriarca da família. Embora esta sinopse possa sugerir uma teia de intrigas e conflitos mal conduzidos, o que se vê na tela é uma verdadeira aula de como é possível lidar com desavenças de forma serena, quando essas desavenças ocorrem entre pessoas que se amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto central do filme (e dos conflitos) diz respeito ao valor das coisas, dos bens materiais. Este tema me é bastante caro, pois é esta a razão do maior conflito entre eu e a Clélia. Na verdade, é o único. Explico: eu e ela temos maneiras absolutamente antagônicas de lidar com coisas e objetos. E não falo em relação a bens de valor material e sim sentimental. Enquanto ela é apegada às coisas, quer guardá-las e preservá-las, eu me apego a elas enquanto enxergo uma utilidade clara e objetiva. Vejamos os livros, por exemplo: tenho uma total paixão pelos livros não lidos. Aqueles que estão na estante, à espera de uma oportunidade de entrar na minha lista dos próximos a serem lidos. Enquanto ainda são virgens da minha leitura, nutro por eles um carinho e atenção quase pessoal. Eu os namoro e anseio pelo dia em que passarão alguns momentos em minha companhia. Assim que termino de lê-los, entretanto, passam a não ter mais nenhuma importância pra mim. É como se eu sugasse deles tudo o que posso e, depois, passassem a ser matéria morta, sem importância. Por mim, depois de lido, um livro pode ser dado, vendido, jogado à fogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma fixação exagerada pela utilidade das coisas, como se algo só pudesse ser importante se a sua utilização tivesse uma finalidade muito clara, objetiva, fundamental. E é por isso que tenho tanta dificuldade com os objetos de decoração. Tenho extrema má vontade com os enfeites, as coisas que só servem para embelezar um ambiente. Até consigo ver e beleza num ramo de flores, mas não consigo enxergar beleza nenhuma num vaso que esteja vazio. Mesmo que seja um objeto de arte. Antes de comprar qualquer coisa deste tipo, a pergunta que me faço é: pra que é que serve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao filme, é dessas duas maneiras de encarar as coisas, os objetos, os bens (até os mais valiosos) que ele trata. E mostra que as duas maneiras possíveis, com apego ou com desprendimento, são naturais e honestas. E mostra, sobretudo, que pessoas com modo de encarar esta questão de maneira distinta, podem lidar com essa diferença e esse conflito de forma serena. Basta que se amem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357736978125317874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlqBZSUiZvI/AAAAAAAAA9Y/1WPjV3I8mNA/s400/horas-de-verao+1.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2831173889931491867?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2831173889931491867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2831173889931491867&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2831173889931491867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2831173889931491867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/conflito-e-serenidade.html' title='Conflito e serenidade'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlqBZSUiZvI/AAAAAAAAA9Y/1WPjV3I8mNA/s72-c/horas-de-verao+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-9125688106418070868</id><published>2009-07-11T18:54:00.014-03:00</published><updated>2009-07-13T13:17:22.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Passeio à moda antiga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;mas das coisas mais irritantes que aconteceram nos últimos tempos foi o &lt;a href="http://www.mercadomunicipal.com.br/"&gt;Mercado Municipal Paulistano&lt;/a&gt; ter virado ponto turístico. Um local que sempre serviu para se comprar ingredientes, os mais frescos e raros, tornou-se, de repente, ponto de visitação pública, com hordas de turistas tirando fotos do que não é fotografável, desprezando seus sabores e aromas, insensíveis aos apelos que excitam os 5 sentidos, criando um tráfego insuportável em seus corredores estreitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciantes mais antigos, alguns da primeira geração, não aprovam a novidade, conscientes de seus interesses e da vocação verdadeira do mercado. A novidade mais revolucionária é o fato dele abrir aos domingos, dia em que ninguém deveria ir ao mercado. Aliás, nos finais de semana, você se sente um extra-terrestre caso vá lá “apenas” para comprar algum ingrediente para um jantar especial ou para abastecer uma dispensa criativa. Aos sábados e domingos, vai-se ao mercadão para passear. Virou um programa. Não há mais as bancas em que se podia comprar galinhas, patos ou coelhos, ainda vivos, para preparar uma refeição com produtos frescos. Hoje, os corredores ficam infestados de gente formando filas para comer os sanduíches de mortadela que, de tão famosos, acabaram virando artigos esdrúxulos, com recheios exageradamente gigantescos para justificar seu preço gigantemente exagerado. No início não era assim. As pessoas comiam sanduíche de mortadela, pois sentiam fome e tinham que comer alguma coisa que não fosse cara. Tudo, agora, está invertido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357325702998046546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 115px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLV7FEt1I/AAAAAAAAA8o/PplGsgBfyIc/s400/02.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É exatamente por isso que senti um prazer imenso ao ir no mercado num dia comum, no meio da semana. A sensação remeteu-me ao tempo em que eu ia lá com meu pai, para comprar alguma coisa diferente, para fazer uma comida especial. O mercado estava mais vazio, mais transitável, mais normal. Estava tão tranqüilo que eu pude até tirar uma foto de seus vitrais, sem que algum japonês se acotovelasse comigo, disputando uma posição para conseguir um foco, com uma câmera mais possante que a minha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357325797410664306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLbayy73I/AAAAAAAAA8w/t2yTnV4vSzo/s400/03.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;É só no mercadão que se pode sentir todos os aromas e sabores, tocando nas coisas, cheirando as lingüiças, provando as azeitonas. É quando se pode deixar a mente viajar e a imaginação criar possibilidades de pratos prazerosos. É onde se pode pensar numa variação para o bacalhau, de diversas procedências, para todo tamanho de desejo e de bolso. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357325952066362802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLka7lnbI/AAAAAAAAA84/9A0hvmexmVY/s400/04.JPG" border="0" /&gt;É só no mercadão que a velha senhora pode comprar ingredientes que a remetam aos sabores de sua juventude, naquela época em que os alimentos não haviam sido, todos eles, industrializados, trazendo junto com isso o sabor plastificado. É onde se pode examinar cor e textura do que não está acondicionado em refrigeradores cuja luz faz com que tudo tenha a mesma cor, pasteurizando a nossa vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357326020634251378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLoaXckHI/AAAAAAAAA9A/VRuGDoXJ4B4/s400/05.JPG" border="0" /&gt;É só no mercadão que se pode encontrar a maior quantidade de temperos que enriqueçam o mais banal dos pratos, emprestando-lhes sabores espanhóis, italianos, turcos ou genuinamente brasileiros. A infinidade de condimentos faz qualquer aluno iniciante entender melhor porque é que se gastou tanto dinheiro na época das grandes navegações, em busca de especiarias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357326093716211330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLsqnixoI/AAAAAAAAA9I/6eL4Do2YW0M/s400/06.JPG" border="0" /&gt;É só no mercadão que consigo comprar a melhor morcilla fabricada no Brasil, a do Pirineus, cujo caminho me foi indicado pela Alejandra, do Bar Buenos Aires, de Embu das Artes, o melhor restaurante argentino da cidade. Aliás, o mundo está no mercadão. O oriente médio, a Ásia e a Europa com seus queijos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357326178734122514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLxnVZJhI/AAAAAAAAA9Q/GqoR5BFMq8Y/s400/07.JPG" border="0" /&gt;Ah! Os queijos. Os queijos são o principal motivo que me impelem a ir para o Brás, sempre que posso. É só lá que consigo um cacciocavalo honesto, com sua manteiga irresistível. É onde compro o meu preferido Prima Donna pelo preço mais acessível. É onde os holandeses esbanjam sua soberania. É onde consigo provar muitas fatias, até achar o sabor exato, a cura certa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Que dia saboroso. Que jornada extasiante. Mercadão aos domingos, nunca mais! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-9125688106418070868?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/9125688106418070868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=9125688106418070868&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/9125688106418070868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/9125688106418070868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/u-mas-das-coisas-mais-irritantes-que.html' title='Passeio à moda antiga'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlkLV7FEt1I/AAAAAAAAA8o/PplGsgBfyIc/s72-c/02.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-5950846271680784714</id><published>2009-07-10T08:08:00.005-03:00</published><updated>2009-07-11T20:26:08.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Samba e dignidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á infindáveis artistas de muita qualidade, no Brasil. Músicos e compositores, muitos deles com produção irregular, cheios de altos e baixos. Alguns poucos, entretanto, têm regularidade surpreendente, sempre inventivos, como se não secasse nunca a fonte de inspiração. É desta estirpe o compositor Eduardo Gudin. Nunca pestanejo ao me deparar com um disco seu. Compro-o, com a certeza de que vou gostar. Não preciso ver capa nem contracapa. Não preciso saber das músicas nem dos parceiros. Pois foi com esta certeza que encarei o disco &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.podbr.com/2008/11/24/dona-inah-%E2%80%93-a-dama-do-samba-paulista"&gt;Olha quem chega&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, da Dona Inah, no qual ela canta sambas de Eduardo Gudin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Slch0cYVlDI/AAAAAAAAA8Y/-wSSqLMTcOM/s1600-h/dona_inah.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356787466635678770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Slch0cYVlDI/AAAAAAAAA8Y/-wSSqLMTcOM/s400/dona_inah.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com 73 anos, Dona Inah está no samba há mais de 50, sempre se mantendo distante dos holofotes e perto do povo. Tocou a vida, trabalhando como babá, cozinheira e empregada doméstica. Como qualquer pessoa ordinária, qualquer pessoa normal. Como Monarco, que foi feirante, como Nelson Sargento, pintor de paredes, como Nelson Cavaquinho, policial. O samba é isso mesmo. É feito por gente assim. O samba, mas o samba de verdade, não admite essa coisa de celebridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Inah gravou seu primeiro CD em 2004 e, em 2005, ganhou o prêmio Tim de revelação, vejam só que ironia. E, agora, com este novo CD, com sambas do Gudin, atesta seu compromisso com a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorreu como melhor cantora de samba, mas quem levou foi Leci Brandão. Não faz mal. Essa coisa de prêmio tem pouca importância. O que importa mesmo é o samba ter sempre a sua voz e alguém que carregue seu estandarte. E Dona Inah o carrega sempre com muita dignidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DGC7GPD&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DGC7GPD" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-5950846271680784714?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/5950846271680784714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=5950846271680784714&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5950846271680784714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/5950846271680784714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/samba-e-dignidade.html' title='Samba e dignidade'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Slch0cYVlDI/AAAAAAAAA8Y/-wSSqLMTcOM/s72-c/dona_inah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2397262858851007450</id><published>2009-07-09T12:52:00.005-03:00</published><updated>2009-07-09T13:00:44.779-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Música, literatura e cinema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;credito que pouca gente questione a qualidade da música produzida por Chico Buarque. Estou entre a multidão que o cultua, já que considero sua produção musical absolutamente acima da média, inclusive da média alta de nossos melhores compositores. Sua música pode ser classificada entre boa, ótima ou genial. Não há nada regular. Quanto menos fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito de sua produção literária, entretanto, tenho alguma má vontade. Não que isso tenha alguma importância para o Chico Buarque escritor. Não tem. Mas tem muita importância pro eu leitor. Sim, já que sempre que pego um livro seu pra ler, minha expectativa (talvez ingênua) é a de encontrar alguma coisa ao menos boa, quiçá genial. Esta última, nunca me aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de ler &lt;em&gt;Fazenda Modelo&lt;/em&gt; quando era moleque. Mas aquilo não vale, já que, naquela época, meu gostar era fácil. Mais tarde, mais exigente, peguei o &lt;em&gt;Estorvo&lt;/em&gt; e não consegui ir até o fim. Acabei não vendo o filme. De &lt;em&gt;Benjamim&lt;/em&gt; gostei mais, embora não tenha me empolgado. O filme valeu pelo desempenho do Paulo José e a beleza da Cléo Pires, até então desconhecida, pra mim. Mas achei o filme fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De &lt;em&gt;Budapeste&lt;/em&gt; gostei mais ainda. Foi um livro que me prendeu, me deu uma sensação boa, de que o Chico escritor pode estar chegando próximo a o que eu acho bom em sua produção musical. Fui ver o filme essa semana e achei ruim. Pior que Benjamim. De novo, o que salvou foram os menos de 3 minutos de participação de Paulo José. Giovanna Antonelli está bonita. E é só. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; DISPLAY: block; HEIGHT: 284px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356489654024644690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlYS9d8xqFI/AAAAAAAAA8Q/n4aHarJi09E/s400/budapeste+blog.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Budapeste é um livro escrito na primeira pessoa, cheio de reflexões, cheio de questionamentos pessoais. Isso é o ponto alto do livro. Quase nunca é possível transformar um texto assim num bom filme. Aliás, as pessoas deveriam largar essa mania de achar que qualquer livro pode virar filme. Não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei hoje a ler &lt;em&gt;Leite Derramado&lt;/em&gt;. Estou cheio de boas expectativas (minha ingenuidade não tem fim), já que cada livro escrito por ele tem me agradado mais. Não espero algo genial, mas anseio por algo mais que bom. E que não venham fazer mais um filme. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2397262858851007450?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2397262858851007450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2397262858851007450&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2397262858851007450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2397262858851007450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/musica-literatura-e-cinema.html' title='Música, literatura e cinema'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlYS9d8xqFI/AAAAAAAAA8Q/n4aHarJi09E/s72-c/budapeste+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7911152258181871269</id><published>2009-07-08T18:23:00.011-03:00</published><updated>2009-07-08T18:50:50.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol Esportes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Texto ilustrado, tudo verde</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;esmo sendo são-paulino, fui à noite de autógrafos do livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.belasletras.com.br/produtos_detalhes.php?id=2005"&gt;Meu Pequeno Palmeirense&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, escrito pela &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.gabinetesoninha.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Soninha Francine&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e ilustrado pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://baptistao.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eduardo Baptistão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Na fila, evidentemente, predominava &lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlURwkIVqBI/AAAAAAAAA8I/92ABi2IdF3w/s1600-h/bap+e+soninha.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356206857857116178" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlURwkIVqBI/AAAAAAAAA8I/92ABi2IdF3w/s400/bap+e+soninha.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o alviverde, mas eu fiquei lá, impávido, com dois exemplares na mão, um pra ter em casa e outro pra presentear meu sobrinho Cauê, inexplicavelmente palmeirense. Enquanto ficava na fila, li o livro e finalmente compreendi o motivo desse moleque, tendo pai santista e mãe corintiana, avô e tio são-paulinos, ter decidido, na tenra infância, torcer pelo Palmeiras. E foi na leitura da primeira página que as palavras da Soninha me revelaram o segredo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;... eu me apaixonei mesmo por futebol quando vi o Palmeiras de 93. Talvez você aí, meu amigo palmeirense, não tenha visto este timaço jogar, mas uma coisa eu garanto: o verdão estava impossível.&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E foi aí que a Soninha matou a charada. De fato, em 93 e 94 não tinha time nenhum pra bater no Palmeiras. E nessa época o menino tinha 5 ou 6 anos. Assim não tem mesmo jeito. É difícil resistir ao apelo de um time vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que a primeira vez que o Cauê foi ao estádio, era ainda bem pequeno, 10 ou 11 anos, no máximo. Foi levado por mim e pelo meu pai, dois tricolores perdidos naquela multidão verde. Foi a única vez que fui ao Parque Antártica. O adversário foi o Grêmio, se não me engano. E o Palmeiras ganhou de goleada. Os olhos do menino não piscavam. Tudo era novidade, uma novidade boa. Poder ver os ídolos de perto (o Palestra Itália proporciona isso), ver o senhor pacato, ao lado, soltar-se em sonoros palavrões e a chuva. Ah! Nada como uma boa chuva na arquibancada pra gente sentir o verdadeiro sabor do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao livro, é difícil não gostar de um texto tão singelo. E se o texto é sublime, a ilustração é empolgante. O Baptistão é um craque da caricatura. No futebol e na música popular, justamente os dois assuntos que mais me seduzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sigam sempre juntos. O texto e a ilustração. O futebol e a música. A Soninha e o Baptistão.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7911152258181871269?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7911152258181871269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7911152258181871269&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7911152258181871269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7911152258181871269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/07/texto-ilustrado-tudo-verde.html' title='Texto ilustrado, tudo verde'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SlURwkIVqBI/AAAAAAAAA8I/92ABi2IdF3w/s72-c/bap+e+soninha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4390016111189371598</id><published>2009-06-28T19:20:00.003-03:00</published><updated>2009-06-28T20:21:40.977-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Antes tarde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão sou muito fanático pela leitura de biografias, mas confesso que algumas delas me interessaram, sobretudo as escritas por Ruy Castro, como &lt;em&gt;O Anjo Pornográfico&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Estrela Solitária&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2006/11/vida-da-pequena-notvel.html"&gt;Carmen&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, respectivamente sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Tenho, isso sim, muita má vontade com as autobiografias ou então as biografias consentidas. Só consente numa biografia aquele que é bem retratado. Aí, acho que não vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Skfs9huaTaI/AAAAAAAAA74/CpCbPaqhZoI/s1600-h/Samuel+Wainer.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 166px; FLOAT: right; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352507223922331042" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Skfs9huaTaI/AAAAAAAAA74/CpCbPaqhZoI/s400/Samuel+Wainer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Foi por isso que relutei muito em ler &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/258883"&gt;Minha razão de viver – Memórias de um repórter&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, a biografia de Samuel Wainer. Fiz mal. O livro, além de delicioso, é um passeio pela história do Brasil, principalmente no que se refere ao período Vargas. E se isso não bastasse, caso houvesse ainda, em mim, algum resquício de ilusão a respeito da possibilidade da isenção da imprensa, este livro derrubaria, definitivamente, esta ingênua ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas memórias ele mostra, clara e friamente, os mecanismos de engajamento de todos os jornais no serviço de interesses de algum grupo econômico ou político, inclusive o seu &lt;strong&gt;Última Hora&lt;/strong&gt; que foi fundado para apoiar e dar sustentação ao governo de Getúlio Vargas, não o primeiro, autoritário, do Estado Novo, mas o segundo, eleito democraticamente. E, de sobremesa, ainda nos fornece uma visão panorâmica da personalidade do presidente João Goulart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mais do que um delicioso passeio pela história do país, o que mais se revela é a crua realidade do funcionamento da imprensa no Brasil (não será assim no mundo inteiro?), ressaltando os passos de Assis Chateaubriand e de Carlos Lacerda que souberam, como poucos, utilizar seus jornais para angariar dinheiro e poder. Quem quiser conhecer a história de Chateaubriand, aliás, recomendo a leitura de sua biografia escrita pelo Fernando Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias de Wainer foram publicadas há mais de 20 anos. Todo jornalista já deve ter lido. Como eu não sou jornalista, reservo-me o direito (ou o pecado) de só tê-lo lido agora. Antes tarde do que nunca.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4390016111189371598?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4390016111189371598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4390016111189371598&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4390016111189371598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4390016111189371598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/06/antes-tarde.html' title='Antes tarde'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Skfs9huaTaI/AAAAAAAAA74/CpCbPaqhZoI/s72-c/Samuel+Wainer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-2001303287005052687</id><published>2009-06-27T12:03:00.004-03:00</published><updated>2009-06-27T12:09:33.400-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Maturidade e medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SkY1qr1iiaI/AAAAAAAAA7o/9OBlLi1Hvw8/s1600-h/o+animal+agonizante.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; FLOAT: left; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352024214614477218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SkY1qr1iiaI/AAAAAAAAA7o/9OBlLi1Hvw8/s400/o+animal+agonizante.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;omprei um livro de Philip Roth por pura curiosidade, alguns anos atrás. Fiz isso ao perceber como este escritor norte-americano vinha sendo incensado pela mídia (daqui e de lá) como o grande autor da atualidade, talvez o maior. Resolvi comprar &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5046382&amp;amp;sid=0155200748718515217042953&amp;amp;k5=39E21A5D&amp;amp;uid="&gt;O Animal Agonizante&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, sua última publicação naquela época. Confesso que não achei muita coisa naquele livro. Li-o, rapidamente e ele não me deixou nenhuma marca, nenhum gosto, nem doce, nem azedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia a Clélia pegou um DVD na locadora, para assistirmos a um filme, com Penélope Cruz e Ben Kingsley. Chamava-se &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.cinepop.com.br/filmes/fatal.htm"&gt;Fatal&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Ao ler a sinopse, lembrei-me imediatamente do livro que lera anos antes e certifiquei-me, na ficha técnica, tratar-se de um filme baseado naquela obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendentemente, achei o filme melhor que o livro. Dois motivos óbvios: a estonteante beleza de Penélope Cruz e a excelente interpretação de Ben Kingsley. Nem uma coisa nem outra me surpreendem mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; DISPLAY: block; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352024437742371314" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SkY13rDYAfI/AAAAAAAAA7w/5_H2BlHg8gc/s400/fatal04.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;A história trata do relacionamento do homem maduro com uma mulher mais jovem. E trata, sobretudo, da carga de insegurança que este tipo de relacionamento provoca. Mostra o quanto o homem maduro sente-se seguro para tentar conquistar uma mulher mais jovem e quanto lhe atormenta a expectativa de perdê-la logo em seguida. Mais do que isso, o quanto essa perda pode derrubar seu estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a maioria dos homens alimenta a ilusão de que basta manter um físico exuberante e o pinto duro pra que isso não aconteça. Doce ilusão! Estes dois problemas já foram, há muito tempo, resolvidos pela academia da esquina e pela indústria farmacêutica. O que ninguém consegue fazer é retroceder no tempo, recuperar a jovialidade, perder a maturidade e o senso de ridículo. E, caso consiga fazê-los, cai no ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos que viver os nossos tempos. Em cada um deles, colecionamos vitórias e derrotas, sucessos e fracassos. É um erro querer conquistar, hoje, um prêmio que era cobiçado ontem. Não terá mais o mesmo sabor. As pessoas que conseguem perceber isso olham pra frente e identificam, no futuro, novas fontes de prazer e satisfação. Por mais curto que possa parecer este futuro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-2001303287005052687?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/2001303287005052687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=2001303287005052687&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2001303287005052687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/2001303287005052687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/06/maturidade-e-medo.html' title='Maturidade e medo'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SkY1qr1iiaI/AAAAAAAAA7o/9OBlLi1Hvw8/s72-c/o+animal+agonizante.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8914587488026117181</id><published>2009-06-07T01:17:00.004-03:00</published><updated>2009-06-07T23:01:29.250-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Três meninas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ma das coisas de que mais me orgulho, no Brasil (e são muitas), é a nossa diversidade cultural. Se, por um lado, é surpreendente que um país tão grande tenha conseguido manter a unidade do idioma, coisa que não acontece com países menores como Itália, Espanha ou Alemanha, por outro lado, é admirável que consigamos, apesar da comunicação massificadora a que estamos expostos, manter os nossos regionalismos, no que diz respeito aos sotaques, comida e música, só pra citar o que temos de mais delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comer feijão tropeiro ou sarapatel são experiências tão diferentes quanto igualmente deliciosas. O mesmo vale para feijoada, carne de sol ou um carioquíssimo filé à Oswaldo Aranha. A diversidade cultural brasileira nos apresenta tanta variedade que pode parecer difícil escolher, mas não é preciso escolher. Basta deixar o tempo passar, bem devagarinho, e ir provando, aos poucos, tudo o que a vida nos dá. E essa diversidade se exprime na música, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sis__kK7-5I/AAAAAAAAA7Y/c3Valoe1Jiw/s1600-h/teresa+cristina+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344435744079084434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sis__kK7-5I/AAAAAAAAA7Y/c3Valoe1Jiw/s400/teresa+cristina+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pensei nisso assim que vi a capa do CD &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=429"&gt;Três Meninas do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; que reúne as cantoras Jussara Silveira, Teresa Cristina e Rita Ribeiro. Uma baiana, uma carioca e uma maranhense, três origens distintas, três estilos diferentes. Mas se a diversidade enriquece e a união fortalece, este CD ficou bastante aquém do que poderia ter sido. Na ânsia de acomodar cada um dos estilos, o resultado obtido é um disco sem identidade definida e, com isso, um produto mais pobre do que seria qualquer disco de qualquer uma delas, separadamente. Outro fator que pode ter influído neste resultado é o repertório que, de tão eclético, ficou um pouco disforme. Não se trata de um disco ruim. Nada disso. É que diversos discos destas 3 cantoras são melhores do que este do qual estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita Ribeiro, por exemplo, já em seu disco de estréia, em 1997, nos brindou com um repertório vivo e criativo, diferente de tudo que estávamos acostumados a ouvir aqui no Sul maravilha. Recheado com canções de Zeca Baleiro, naquela época, um ilustre desconhecido, o ponto alto era um samba de Antônio Vieira, chamado &lt;em&gt;Cocada&lt;/em&gt;, que vivia tocando na estação de rádio que eu ouvia, no carro, na época. Aquela música me empolgava, sempre que tocava. Depois vieram outros discos, sempre mantendo a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresa Cristina surgiu para o público em 2002, com um disco duplo em que cantava sambas de Paulinho da Viola. Não precisei muito ouvi-lo pra perceber que estava ali um fenômeno de qualidade. Essa convicção só se reforçou com os discos seguintes, em que a sua veia autoral foi exposta, pra minha felicidade. Sempre me comovo ouvindo sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jussara Silveira me chamou a atenção por sua participação num disco do Zé Miguel Wisnik, &lt;em&gt;São Paulo Rio&lt;/em&gt;, em que ela interpretava a belíssima &lt;em&gt;Terra Estrangeira&lt;/em&gt;. Por essa ligação, sempre imaginei que ela fosse paulista. Há pouco tempo, descobri que ela é baiana e essa baianidade fica clara no disco Canções de Caymmi. Seu timbre metálico tinha tudo pra me desagradar e, surpreendentemente, me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, apesar de tudo isso que eu escrevi, ou até mesmo por tudo isso, acho que é um disco que vale a pena ser ouvido. Mas, se for pra descobrir essas cantoras, sugiro ouvi-las sozinhas, cada qual em seus discos, qualquer um deles. O prazer será muito maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;object height="80" width="315"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?songID=V24DCBG0PA0&amp;amp;Autoplay=0"&gt;&lt;param name="scale" value="noscale"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.ijigg.com/jiggPlayer.swf?Autoplay=0&amp;songID=V24DCBG0PA0" width="315" height="80" scale="noscale" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8914587488026117181?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8914587488026117181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8914587488026117181&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8914587488026117181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8914587488026117181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/06/tres-meninas.html' title='Três meninas'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Sis__kK7-5I/AAAAAAAAA7Y/c3Valoe1Jiw/s72-c/teresa+cristina+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-4048880502863838021</id><published>2009-05-22T19:33:00.004-03:00</published><updated>2009-05-28T06:41:39.717-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Novela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u não assisto a novelas na televisão. Já assisti, não assisto mais. Há pelo menos 15 anos. Já gostei, não gosto mais. Não tenho paciência, acho as tramas previsíveis e repetitivas, acho o trabalho dos atores estereotipado. Antes eu gostava. Mudaram as novelas ou mudei eu, tanto faz. Isso pouco importa. O que importa é que eu não vou utilizar meu escasso tempo livre com alguma coisa que não me dê prazer. E eu dou extremo valor ao prazer. E no meu prazer quem manda sou eu. É por isso que eu não vou me submeter a que escolham algo pra mim, que elejam o que me seduz, que decidam o que está na moda. A moda não me importa. Não me interessa ser moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me das novelas enquanto lia o livro &lt;em&gt;Meu destino é pecar&lt;/em&gt;, de Suzana Flag, ou melhor, de Nelson Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Shcoip4wbMI/AAAAAAAAA7Q/xeRip_l6mCU/s1600-h/Meu+destino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338780459095583938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Shcoip4wbMI/AAAAAAAAA7Q/xeRip_l6mCU/s400/Meu+destino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na década de 1940, Nelson Rodrigues já era um jornalista conhecido e polêmico, quando começou a escrever peças de teatro. E, mesmo depois do grande sucesso de Vestido de Noiva, continuava driblando dificuldades financeiras. Foi aí que surgiu a oportunidade de escrever um folhetim para ser publicado em capítulos em O Jornal. A oportunidade de amenizar a necessidade financeira não era suficiente para que ele expusesse seu nome de dramaturgo de respeito. A solução para isso foi a criação de um pseudônimo: Suzana Flag. O folhetim foi um sucesso retumbante, levando a tiragem do jornal de 3.000 para 30.000 exemplares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como dramaturgo, seja como Suzana Flag, Nelson Rodrigues sempre foi um profundo conhecedor da alma humana, sobretudo do brasileiro, mais ainda do carioca. Sempre foi sua especialidade esmiuçar e expor as vísceras de nossa sociedade. Sempre foi de seu feitio, mostrar a mais bárbara sordidez de que somos todos capazes. Agradava-lhe escancarar nossas chagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me seduziu no livro foi o retrato da época. Estamos falando da década de 1940, época em que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;infame&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; era uma ofensa insuportável, época em que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;jurar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; era suficiente para se ter crédito, em que a idéia de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;pecar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; amedrontava. O livro transpira sensualidade sem que tenha uma só referência ao sexo ou mesmo à nudez, onde o ombro à mostra excita e o beijo roubado é o ápice do contato corporal.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É, sem dúvida, um precursor do que vieram a ser as novelas no rádio e, mais tarde, os folhetins que invadiram a nossa TV. Hoje, com toda a tecnologia, com todo o dinheiro derramado neste instrumento de distração da família típica brasileira, sinto falta da carga dramática e da emoção que se produziam décadas atrás. Talvez por uma falha de caráter coletiva, ninguém mais se escandaliza com um beijo roubado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-4048880502863838021?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/4048880502863838021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=4048880502863838021&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4048880502863838021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/4048880502863838021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/05/novela.html' title='Novela'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Shcoip4wbMI/AAAAAAAAA7Q/xeRip_l6mCU/s72-c/Meu+destino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8680715861653211820</id><published>2009-04-19T02:59:00.003-03:00</published><updated>2009-04-19T14:10:53.066-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cinzento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando a Clélia me convidou para ir ao cinema assistir o filme &lt;em&gt;Entre os muros da escola&lt;/em&gt;, de Laurent Cantet, fiquei com o pé atrás, pois, ao ler a sinopse, parecia mais um daqueles filmes no estilo Ao Mestre com Carinho. Aquela fórmula batida, escola cheia de alunos desajustados e o professor criativo que consegue tirar dos meninos aquilo que ninguém sabia que existia. No final, todo mundo se sai bem, são todos gênios incompreendidos, choradeira geral quando acaba a sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, resolvemos arriscar. Afinal, o filme era francês, tendia a fugir do modelito holiwoodyano e, acima de tudo, tinha sido bem indicado por uma amiga. Além do mais, fomos numa quinta-feira e às quintas-feiras, no cine Galleria, o casal paga meia entrada se der um beijo na frente da bilheteria. Aí juntou a fome com a vontade de comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não era nada daquilo que eu temia. Não utilizou-se do velho clichê americano, mas isso não quer dizer que eu tenha gostado. Na verdade, não gostei e nem desgostei. Tinha coisas interessantes, mas não empolgava. É lento demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Seq-EoMyt2I/AAAAAAAAA7I/eaviPiWX1kU/s1600-h/entre-os-muros-da-escola01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326278496038860642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Seq-EoMyt2I/AAAAAAAAA7I/eaviPiWX1kU/s400/entre-os-muros-da-escola01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ponto forte do filme foi mostrar os conflitos entre os descendentes de imigrantes numa Europa que não está conseguindo lidar com isso. Na sala de aula de um colégio público da França, praticamente não há franceses, com exceção dos professores. Há muitos africanos que não se entendem entre si, há árabes, há orientais. É uma verdadeira exposição de intolerância coletiva. E o filme escancara, também, a intolerância dos professores com os alunos. Não só a intolerância com sua origem, mas com uma geração que eles não conseguem entender, já que não enxergam que, num mundo como o de hoje, um professor não tem só o que ensinar, mas também muito o que aprender com seus alunos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O filme mostra uma realidade que é a mesma em qualquer país. Alunos desajustados e professores despreparados. Isso é assim na escola pública na França, nos Estados Unidos ou no Brasil. E como é uma realidade, o final não é cor de rosa. O final é cinzento, como o mundo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8680715861653211820?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8680715861653211820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8680715861653211820&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8680715861653211820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8680715861653211820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/04/q-uando-clelia-me-convidou-para-ir-ao.html' title='Cinzento'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/Seq-EoMyt2I/AAAAAAAAA7I/eaviPiWX1kU/s72-c/entre-os-muros-da-escola01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-8822339270185178427</id><published>2009-04-05T17:15:00.002-03:00</published><updated>2009-04-05T17:18:55.699-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Perspectiva histórica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;xistem coisas que conseguimos enxergar melhor se olharmos de longe. O futebol é um exemplo clássico. É só quando assistimos um jogo no estádio, do alto da arquibancada, que conseguimos visualizar todo o posicionamento dos jogadores, o que nos ajuda a entender a tática utilizada pelos dois times, além de perceber a carga emocional que a torcida exerce sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a história acontece o mesmo. Quanto maior a distância, quanto mais tempo estamos de um fato, mais facilmente podemos analisá-lo e entendê-lo. Essa perspectiva nos permite olhá-lo sem paixões e sem qualquer contaminação, emotiva ou ideológica. Não quero dizer, com isso, que emoção e ideologia não sejam importantes. São, é fato, mas não para uma avaliação histórica isenta e fria. Por isso, é sempre mais fácil tentar entender a revolução Francesa do que a Segunda Guerra Mundial. Mais fácil enxergar o declínio do Império Romano do que a derrocada da União Soviética. Desta forma, é mais difícil avaliar, do ponto de vista histórico, o conflito árabe-judeu ou a ditadura militar brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de nunca ter tido dúvidas em relação a qual lado me posicionar, no caso do regime nazi-fascista alemão, por exemplo, sempre tive dificuldade em entender como é que um povo tão educado, culto e até mesmo um tanto erudito, pôde conviver tão tranqüilamente com as atrocidades que seu governo fazia com algumas minorias, como os judeus, os homossexuais e os comunistas. E, mesmo no caso da França, nesta mesma época, é surpreendente perceber que, depois de algum tempo de controle alemão, após ter seu país libertado pelos aliados, parecia que toda sua população era contra a ocupação germânica e todo mundo participava da resistência. Difícil engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando no nosso regime militar (parece que chamá-lo de ditadura está saindo de moda, mas o que é, é), sempre tive algumas questões a me intrigar. Sempre me custou, ou melhor, ainda custa, entender como é que uma categoria que, apesar de historicamente conservadora, mas, também, fundamentalmente disciplinada e legalista, como as forças armadas, puderam conviver com tanta facilidade com atitudes vis, como a tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SdkSCcYYX3I/AAAAAAAAA64/OZYEkl8GmSs/s1600-h/A+lei+da+selva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321304267902443378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SdkSCcYYX3I/AAAAAAAAA64/OZYEkl8GmSs/s400/A+lei+da+selva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É exatamente essa questão que o livro &lt;a href="http://geracaobooks.locaweb.com.br/loja/product_details.php?id=234"&gt;&lt;em&gt;A lei da selva&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, do jornalista e historiador Hugo Studart, procura abordar. O autor recebeu vários ataques da esquerda, já que pautou seu trabalho a partir de depoimentos de membros da comunidade militar que participaram do desbaratamento da guerrilha do Araguaia. Essa é, entretanto, a primeira coisa que ele deixa bem claro no início do livro. Sua intenção é compreender o imaginário dos membros das forças armadas e tentar entender como é que eles foram capazes de cometer crimes como a execução sumária de inimigos que estavam já dominados, esconder corpos em sepulturas clandestinas, degolar pessoas como se fossem bárbaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vou adiantando que ele não consegue atingir seu objetivo. Após entrevistar vários militares, ter acesso a vários documentos, dos dois lados do conflito, acaba por não construir conclusão nenhuma e, mesmo assim, o livro tem algum mérito. É que, não chegando a nenhuma conclusão final, ele deixa, a cargo do leitor, que faça sua própria construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era um adolescente quando a guerrilha do Araguaia terminou e só depois de um bom tempo é que fui ouvir falar nela. Essa já foi uma coisa intrigante, pois, naquela época, também corria solta a guerrilha urbana e o governo utilizava de todas as suas armas de comunicação para posicionar a sociedade ao lado do regime. Em relação à guerrilha rural, na região do rio Araguaia, o silêncio era total. Isso foi, sem dúvida nenhuma, fundamental para que se pudesse executar a ordem superior que definiu que ninguém deveria sair vivo daquele conflito. Assim, a grande maioria dos participantes foi sumariamente executada, mesmo aqueles que já estavam capturados, sob a tutela do estado. Do lado do governo, esta é a principal questão intrigante que fica para analisar. Como é que os membros das forças armadas, forjados no pensamento positivista, doutrinados no cumprimento da hierarquia e fundamentados numa postura legalista, puderam perpetrar tais ações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado da guerrilha, também, restam questões intrigantes. Por que foi que a direção do PC do B, mesmo depois de ter a certeza de que aquela guerra estava perdida, de que seria impossível, militarmente, vencer o contingente que o regime autoritário enviara à região, por que é que, mesmo assim, a direção do partido não retirou seus militantes da área? Afinal, houve um momento em que o fracasso da empreitada estava absolutamente claro, e ainda era possível retirar os guerrilheiros da zona de combate. Mas a direção do partido preferiu insistir na peleja, alimentando a militância com a ilusão da vitória, e incentivando, junto à população local, a mitologia, como a de que Oswaldão tinha o corpo fechado ou que Dina virava borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no livro, uma constatação surpreendente: entrevistados, os militares participantes do combate mostraram-se bastante reverentes com as figuras dos guerrilheiros. Muitos deles ressaltaram a coragem e a valentia de pessoas como Helenira, Dina e Oswaldão, e até de Maurício Gabrois que, apesar de não ter tomado a atitude de retirar os militantes da área, continuou ao lado deles, até a morte. É outra, entretanto, a imagem que eles têm de João Amazonas, considerado, pelos militares, como um desertor, um covarde. É emblemático, entretanto, que esses mesmos militares encontrem argumentos, os mais variados, para justificar seus crimes e não enxergar na sua atitude a mais rasteira covardia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De qualquer maneira, apesar de inconclusivo, o livro abre feridas várias, que só a perspectiva histórica será capaz de ver cicatrizadas. É um livro honesto, por não se posicionar ideologicamente. É, aliás, um livro que só se pode ler se se estiver desprovido de ideologia. Como se isso fosse fácil. Não é. Pelo menos, não ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-8822339270185178427?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/8822339270185178427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=8822339270185178427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8822339270185178427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/8822339270185178427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/04/perspectiva-historica.html' title='Perspectiva histórica'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SdkSCcYYX3I/AAAAAAAAA64/OZYEkl8GmSs/s72-c/A+lei+da+selva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-7249811805652824195</id><published>2009-04-03T18:54:00.006-03:00</published><updated>2009-04-03T19:08:35.971-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Che</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que há de mais importante no legado de Che Guevara, em minha opinião, são seus escritos. É em seus textos, frases, cartas e discursos que se encontra material suficiente para entender uma época e o imaginário de uma geração que acreditou, sinceramente, na possibilidade de mudar o mundo através da ação revolucionária. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Independentemente de concordância ou não com sua ideologia, é impossível não identificar, na leitura de seus textos, pinceladas de lirismo e até mesmo alguma erudição, coisas raras de se encontrar em assunto tão áspero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SdaGGdc-twI/AAAAAAAAA6w/3JVdBB3LIpM/s1600-h/che+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320587455328335618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SdaGGdc-twI/AAAAAAAAA6w/3JVdBB3LIpM/s400/che+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pois foi justamente isto, ou seja, o conteúdo do pensamento de Ernesto Guevara, que faltou no filme &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Che&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Steven Soderbergh. As cenas são recheadas de referências históricas, absolutamente conhecidas de todo planeta, como as batalhas na tomada de Sierra Maestra ou seu famoso discurso na reunião da Organização das Nações Unidas, em 1964, época em que já havia iniciado o bloqueio comercial a Cuba, praticado pelos Estados Unidos e imposto, também por eles, ao resto do mundo ocidental. Bloqueio este que ainda perdura, há mais de 40 anos, apesar das promessas de Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, ao abdicar do pensamento de Guevara, faz uma opção pelo seu símbolo, numa recorrência do que acabou acontecendo na vida real, quando, por parte das esquerdas do mundo inteiro, seu pensamento foi colocado em segundo plano em prol da utilização de seu mito e sua imagem para incentivo da militância. Mais tarde, a mídia apoderou-se desse símbolo e sua imagem passou a fazer parte do universo pop, promovendo a festa dos fabricantes de camisetas, num primeiro momento, e das quinquilharias e bugigangas, logo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é muito interessante, no filme, é justamente a semelhança física dos atores com seus personagens. Além da óbvia barba de Camilo Cienfuegos, a caracterização do ator Demián Bichir, como Fidel Castro, estava fidelíssima, com o perdão do trocadilho. Não só fisicamente, mas sua maneira de falar e sua verve, ao discursar, fazem lembrar, com precisão milimétrica, o decano comandante. Até mesmo Rodrigo Santoro, numa discretíssima participação, usa um bigodinho que Raul Castro ostenta até hoje. E o ponto alto da fita, sem sombra de dúvida, é o trabalho do ator Benicio Del Toro, no papel protagonista. Este ator começa a ocupar um lugar que é reservado a poucos, o de um ator excepcional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não chega a ser ruim o filme. As cenas são bem feitas e as interpretações são convincentes. Perdeu-se, entretanto, uma ótima oportunidade de resgatar o pensamento do Che e preferiu-se o caminho mais fácil, ou seja, investir no mito e no símbolo. Isso empobrece o que poderia ser um grande filme, mas, provavelmente, irá render mais dinheiro para os produtores, como já rendeu aos fabricantes de camiseta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37039774-7249811805652824195?l=baudetranqueiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/feeds/7249811805652824195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37039774&amp;postID=7249811805652824195&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7249811805652824195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37039774/posts/default/7249811805652824195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/04/o-que-ha-de-mais-importante-no-legado.html' title='Che'/><author><name>Arnaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00803131636550314327</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hv5KIIA2ry4/SdaGGdc-twI/AAAAAAAAA6w/3JVdBB3LIpM/s72-c/che+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37039774.post-1042183170880678804</id><published>2009-03-20T22:55:00.011-03:00</published><updated>2009-03-21T02:54:41.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comidinha'/><title type='text'>Desvendando Campinas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que suscitou este post foi um comentário colocado no meu último texto, intitulado &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/2009/03/pizza.html"&gt;Pizza&lt;/a&gt;, em que eu falava, além do filme homônimo do Ugo Giorgetti, da minha queda por essa iguaria e da dificuldade em encontrá-la, com boa qualidade, fora da cidade de São Paulo. Salientei a dificuldade em encontrá-la aqui em Campinas, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu comentário, a Márcia, que chegou ao blog por indicação da &lt;a href="http://pausadotempo.blogspot.com/"&gt;Valéria Martins&lt;/a&gt;, fala de seu atual desafio que é o de entender melhor a cidade de Campinas, pra onde se mudou, vinda do Rio de Janeiro. Pediu mais dicas, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto posto, resolvi desencavar uma antiga idéia da minha cachola, qual seja, a de escrever um tipo de guia dos bares e restaurantes da cidade. É uma idéia antiga que a preguiça e, principalmente, a convicção de falta de talento me fizeram procrastinar. Já escrevi &lt;a href="http://baudetranqueiras.blogspot.com/search/label/Comidinha"&gt;alguns textos&lt;/a&gt; falando de comidas e afins, mas nunca escrevi alguma coisa tão dedicada. E hoje, depois de mais de 8 anos morando na região, sinto-me motivado pela Márcia a escrever algumas palavras a respeito dos lugares mais significativos que conheci e tenho freqüentado, ao longo deste tempo. Não será um guia, já que quem precisa de guia é cego e eu não sou bengala branca e nem Santa Luzia, como diria Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prevejo um texto longo, já que são muitos os lugares sobre os quais pretendo falar. Por isso, quem não mora na região e nem tem o menor interesse nesta cidade, sinta-se liberado para interromper a leitura por aqui e aguardar o próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última sugestão à Márcia, antes que eu comece tão longa empreitada, é a de ler o blog do &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;Bruno Ribeiro&lt;/a&gt; e também sua coluna &lt;a href="http://www.cpopular.com.br/metropole/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1624223&amp;amp;area=2252&amp;amp;authent=071151000115600061567006656770"&gt;Doses&lt;/a&gt;, que sai todo domingo, na revista Metrópole, encartada no jornal Correio Popular. O Bruno é carioca como você, Márcia, mas já vive na cidade de Campinas há uns 200 anos, pelo menos, a julgar pela quantidade de botecos que ele conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o motivo desta história toda foram as pizzas, vamos começar por elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu já disse, é difícil comê-las bem, fora da capital paulista. Por isso mesmo, os dois melhores locais para saboreá-las, por aqui, são em filiais de pizzarias paulistanas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Bráz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Babbo Giovanni&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Elas se equivalem na qualidade (excelente), no preço (bem alto) e no bom atendimento. Ambas, além das redondas, oferecem algumas boas opções de entrada, como os cornicciones e as fatias de pão de lingüiça. Acaba sendo quase um empate técnico. O que desempata, a favor do Bráz, é o ambiente, um tanto mais amplo e despojado. De qualquer forma, estas duas são as melhores opções, caso se queira uma pizza irrepreensível e se tenha uma boa quantidade de dinheiro no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quer uma coisa diferente, a dica é a pizzaria &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Fiducia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, onde a diferença é exatamente a espessura da massa, extremamente fina. Tão fina que aqueles mais glutões (meu caso), muitas vezes, acabam pedindo duas. Outra alternativa para aplacar o apetite exagerado é pedir algumas entradas bem interessantes, como o fritelle de parmesão, feito da mesma massa da pizza, e a porção de berinjela, que é servida em fatias grelhadas e temperadas, sem exagero de condimento, o que é raríssimo em se tratando de pratos à base de berinjela. É muito bom o atendimento dos garçons, informal, sem ser chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última possibilidade é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Piola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A pizza é boa, sem ser espetacular, mas o que me incomoda é o ambiente ruidoso, um tanto fashion, com uma trilha sonora muito pop pro meu gosto e em volume acima do aceitável. É um lugar onde as pessoas vão para ver e serem vistas. Como o motivo de eu ir a uma pizzaria é comer pizza, evito ir ao Piola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que pizza, entretanto, minha verdadeira adoração, em se tratando de comida, é a carne:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor carne da cidade está no restaurante &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Omar Grill&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Serve uma bisteca de boi que muito poucas vezes eu comi tão boa. Seu acompanhamento clássico é uma salada de acelga com alho que teria tudo pra não ter graça nenhuma e, provavelmente, nessa quebra de expectativa negativa é que está sua graça. Na primeira vez que a provei, apaixonei-me. Na segunda, percebi que nunca mais pediria este prato. É um restaurante pequeno, fica no bairro do Castelo, longe do burburinho, sem estacionamento, sem nenhum tipo de frescura, onde você é atendido pelo próprio dono. Ir ao Omar é render-se ao pecado da inveja, antes de sucumbir ao da gula, já que, enquanto se espera a chegada do seu pedido, fica-se cobiçando os pratos das mesas vizinhas, graças ao delicioso aroma que cada um deles exala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, eu escolheria o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Cenário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que trabalha com carne argentina. Aí também é covardia. Carne argentina não tem comparação. O restaurante, antes da reforma (ou mudança de endereço), era meio bagunçado. A área da parrilha era bem desleixada e a iluminação no restaurante, precária. Não fui lá depois que mudou de endereço, então não posso falar. O que posso falar é que a carne é de excelente qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de rodízio, a melhor opção é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Montana Grill&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, embora o preço seja muito salgado. É lá que eu levo os gringos quando vêm visitar a empresa. Eles saem de lá empanturrados de carne e caipirinha. Alguns garçons até arriscam algumas palavras em inglês, o que facilita a minha vida, já que eu tenho que ficar explicando tudo, até porque, eles ficam perguntando tudo. Sempre querem saber sobre o cupim, pois na Europa não tem gado zebu. Eles se satisfazem com a explicação de que se trata da carne da corcunda do boi. Mas, pensando bem, que diferença isso faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas outras churrascarias rodízio na cidade. Nenhuma merece algum comentário especial. São as que eu costumo ir, por causa do preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais caro que o Montana Grill e muito mais metido a besta é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Barbacoa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, no Shopping D. Pedro. Fui lá uma vez só, com um grupo grande e achei o serviço muito irregular. Além de caro, as porções eram pequenas e eles tiveram uma dificuldade enorme em trazer todos os pratos pedidos a uma temperatura apropriada. Foi, realmente, um fiasco. Há alguns restaurantes que eu até topo dar uma segunda chance, mas a este preço, é impossível arriscar. De qualquer maneira, os gringos saíram de lá satisfeitos, inchados de tanta caipirinha, tomadas com canudo (coisa de gringo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro restaurante metido a besta é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Outback&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, no shopping Iguatemi. Acho irritante aquele atendimento, imitando o estilo americano, em que o garçom ou a garçonete se apresenta, fala seu nome e declara que está lá pra te servir. Fala isso e nunca mais aparece em sua mesa. Pedir uma água com gelo é um verdadeiro desafio. Mas não dá pra negar duas coisas: a carne é de primeira (principalmente, se você gosta de pimenta) e há uma sobremesa que está entre as dez melhores do mundo, o Tunder, um petit gateau maravilhoso que pode ser consumido em 3, sem que nenhum dos 3 saia insatisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Baby Beef&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é uma das mais festejadas churrascarias de Campinas. Não sei bem por que. Fomos lá apenas uma vez, logo que viemos de São Paulo, e não achei graça nenhuma. Por isso, não voltamos. Outro restaurante que tem alguma fama, por causa da carne, é a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Cantina do Zuza&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sua proposta é tentadora: comida barata, arroz, feijão, batata frita e um bifão de contra-filé com alho. Poucas coisas me seduzem mais que isso. O resultado, porém, é decepcionante. A pior batata frita que comi na vida. O bife não tem graça nenhuma. Só o preço é que compensa. Outra churrascaria sem graça é a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sulina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, na entrada de Sousas. Tem um cardápio interessante, mas os pratos, apesar de bem servidos, não têm brilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No assunto carne, das que mais me agradam, a costela está na frente. E, nesse caso, não há churrascaria rodízio, no mundo, que sirva costela do jeito que tem que ser. Há, felizmente, duas boas costelarias na cidade: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Colonial Grill&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Carro de Boi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Embora ambas sejam boas, o Colonial ganha, principalmente devido à sua salada de rúcula, que é melhor do que qualquer outra servida na cidade. Melhor até que a mais famosa, a do Hirata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Hirata&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ao lado do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Rã-chu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, são duas churrascarias em que a salada de agrião é muito melhor do que as carnes. No caso do Rã-chu, aliás, o que há de menos especial no seu cardápio é justamente a rã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carne, porém, não é só churrasco. O melhor filé à parmegiana que já comi é servido no &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Bar do Alemão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, uma filial do restaurante homônimo, que fica em Itu. Apesar do nome e apesar de servir uma comida alemã bastante boa, o filé à parmegiana é o prato mais pedido. O bife é enorme e, caso sejam menos de 4, à mesa, peça o mini filé que é mais do que suficiente. Indispensável pedir batatas fritas para acompanhar, que podem ser à portuguesa ou chips, ou ainda no corte tradicional. Todas são ótimas. No almoço, servem pratos executivos, individuais, e o filé à parmegiana, bem menor, figura entre as opções que podem ser consumidas com uma mesa de saladas pra lá de especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro restaurante que serve carne com muita qualidade é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Rosário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, tanto no centro, ao lado do largo que lhe empresta o nome, quanto na filial do shopping Galleria. Há vários pratos saborosos de filé ali servidos. Atente apenas para deixar bem claro ao garçom como quer o ponto da sua carne, principalmente os garçons do centro, bastante mal humorados e um tanto trapalhões. Outra dica: recuse o couvert e peça somente pão com alho e a berinjela. Isso já valeria o jantar. Minha boca espuma só de lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, empatando com a carne, entre minhas preferências gastronômicas, está a cozinha regional brasileira. Sou absolutamente fanático pela comida mineira e gosto muito da baiana, também. Neste quesito, o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Araxá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é uma boa pedida. Tem um sistema de bufê que pode ser consumido por quilo ou, por um preço fixo você come à vontade. Nem preciso dizer qual dos dois sistemas eu escolho. Quando vou lá, volto ao bufê mais de 3 vezes. A composição dos pratos muda a cada dia. O meu dia preferido é a sexta-feira, quando tem rabada. Mas não é só isso. Tem feijão tropeiro, tutu, arroz com alho, arroz com queijo, frango com quiabo, costelinha, enfim, um desfile interminável de iguarias das Gerais, que é, em minha modesta opinião, onde se produz a melhor comida do mundo. Com um cardápio quase igual e no mesmo sistema de self-service, o restaurante &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Fogão Mineiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, entre Sousas e Joaquim Egídio, é uma boa opção para quem gosta deste tipo de comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro restaurante interessante é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Feijão com Tranqueira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Este nome sempre me instigou, mas demoramos para ir conhecê-lo. Afinal, fica pra lá de Joaquim Egídio, no fim da Estrada das Cabras. Digo fim, pois nunca passei de lá, mas pela lonjura do lugar, a sensação que temos é que esta estrada não tem fim. É um restaurante rústico, com vários salões e algumas mesas do lado de fora, no meio de um quintal de terra, com muitas árvores. Tem galinheiro, curral e pomar. E, mais importante de tudo, uma comida farta e saborosa. Tomar cuidado pra não pedir muita coisa. Os pratos, servidos também em meia porção, são suficientes para 4 pessoas gulosas. De qualquer maneira, a honestidade das garçonetes, em geral, as faz avisar os comensais quando começam a exagerar na quantidade dos pedidos. Se o dia for de sol e você não se incomoda com a presença de formigas, a melhor pedida é comer no quintal. Só não peça caipirinha. Eles não têm a menor idéia de como fazer esta bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restaurante &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Boi Falô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é o mais perto de casa. Por isso, é longe pra caramba de quem está em qualquer outro lugar do mundo. Se fosse bom, eu estaria falido. Falido e satisfeito. Pena que não é. Tem um salão imenso e algumas mesas instaladas numa confortável varanda. Parece uma típica sede de fazenda. Seu fogã
